Os melhores do Clausura do Campeonato Mexicano
Com o fim da temporada no futebol mexicano e pouco antes de focarmos na disputa das Eliminatórias e na participação azteca na Copa das Confederações, a coluna preparou um especial com a seleção dos melhores do Clausura 2013.
Caracterizado por uma retaguarda onde despontam boas promessas do futebol local e experientes sul-americanos no setor ofensivo, reunimos aqui aqueles os melhores da primeira metade do ano no Campeonato mexicano:
Miguel Pinto (Atlas)
Muñoz foi o nome do título do América, dando o tom de emoção que corou a taça canária. Assim como a primeira partida da decisão deixou clara a excelente fase vivida por Corona, que tem tudo para brigar pela titularidade da Tricolor. Mas considerando o desempenho durante toda a competição é difícil não destacar o goleiro chileno Miguel Pinto como o melhor arqueiro do Clausura. Comandante da defesa menos vazada do torneio, Miguelito viveu sua melhor temporada em solo azteca, sendo um dos principais responsáveis pela incrível virada no rendimento do Rojinegros, que passaram de candidato ao descenso à postulante ao título. Titular em todas as 19 partidas da Academia e reserva imediato de Bravo na seleção chilena, Miguel Pinto agora é cogitado como uma das opções para substituir o veterano Oswaldo Sánchez no Santos.
Paul Aguilar (América)
Depois de uma primeira temporada apagada ao desembarcar na capital mexicana, vindo do Pachuca, Paul Aguilar enfim reencontrou o futebol que o levou à seleção azteca. Um dos pilares da solidez defensiva apresentada em Coapa, El Pájaro se destacou muito mais na cobertura defensiva do que no apoio ao ataque, característica que mais despontou em sua passagem pelos Tuzos. Voltou a figurar na lista de convocados de De la Torre e sonha agora em brigar por uma vaga cativa no grupo de selecionáveis.
Diego Reyes (América)
Uma das maiores promessas defensivas surgidas em Coapa, Reyes já é nome certo na seleção principal Tricolor, além de passagens por todas as categorias das seleções de base. Dono de uma agilidade incomum para sua altura e de um espírito de liderança que pouco denota sua juventude, Dieguito atuou durante o Clausura já vendido para o futebol europeu, onde defenderá o Porto (POR) a partir da próxima temporada. Mesmo assim (e talvez até mesmo por isso), foi um dos principais nomes do título americanista, atuando em 18 das 23 partidas que devolveram a taça à capital federal.
Oswaldo Henríquez (Querétaro)
Ainda que soe um tanto quanto contraditório listar na seleção do campeonato um jogador de um clube rebaixado, Henríquez foi certamente uma das maiores surpresas da temporada azteca. Vindo do Millonarios, o zagueiro colombiano assumiu rapidamente a titularidade no time de Ambriz, sendo o nome de destaque na campanha que levou o modesto time dos Gallos Blancos ao oitavo lugar no Clausura, ainda que o Querétaro tenha sido impedido de participar da Liguilla devido à consumação do descenso.
Dárvin Chávez (Monterrey)
Destaque no elenco que garantiu o tricampeonato continental, o jovem Dárvin Chávez finalmente consolidou sua vaga no entrosado time Rayado. O ex-Atlas demorou um pouco a reencontrar seu futebol dos tempos de Guadalajara, mas teve um Clausura excelente, mesmo dividindo as atenções da disputa interna com a Concachampions. O lateral esquerdo ainda precisa evoluir um pouco no apoio, algo que deve ser dificultado pelo esquema de jogo de Vucetich, que prioriza meias apoiadores e laterais de cobertura, mas tem tudo para reconquistar sua vaga na Tricolor.
Jesús Molina (América)
Se o setor defensivo é um dos mais promissores da nova geração azteca, o mesmo se pode dizer do jovem meia de contenção das águias. Molina evoluiu muito no Azteca, tornando-se um dos principais nomes na saída de bola e facilitando a ligação entre defesa e ataque no América. Ao lado de Medina e Bermúdez, compôs a sólida trinca na meia cancha dos campeões nacionais, deixando no banco o recém-contratado Martínez. Com dois gols marcados, o volante também foi premiado com novas oportunidades na Tricolor e tem tudo para se consolidar como o nome ideal para a vaga do veterano Torrado na seleção.
Pablo Barrera (Cruz Azul)
Uma das grandes promessas da geração na qual também despontaram Giovani dos Santos, “Chicharito” Hernández e Andrés Guardado, Barrera parecia destinado a tornar-se um “flop”, após passagens frustrantes por Inglaterra e Espanha. De volta ao futebol mexicano, jogou pouco no Apertura, mas reencontrou o bom futebol na segunda parte da temporada. E que futebol! Autor de 10 assistências e um gol, Barrera tornou-se o principal meia de criação da Máquina e um dos grandes responsáveis pela campanha que culminou no vice-campeonato cementero.
Lucas Lobos (Tigres)
Em sua sexta temporada no futebol azteca, Lucas Lobos é, hoje, o melhor meia ofensivo da Liga MX. Habilidoso, criativo e dotado de grande poder de passe e finalização, o argentino tornou-se uma peça indispensável no esquema tático do técnico brasileiro “Tuca” Ferretti no Tigres. A superliderança na primeira fase não aliviou a barra dos felinos depois da queda na Liguilla para o rival Monterrey, mas o meia passou ileso pelas críticas. Muito graças aos seus 8 gols e 3 assistências, além de ser o jogador não atacante que mais vezes finalizou a gol durante o Clausura (69 chutes).
Christian Giménez (Cruz Azul)
Outro meia da classe dos baixinhos e habilidosos argentinos, Christian Giménez, assim como o compatriota Lucas Lobos, tornou-se indispensável no esquema tático de “Memo” Vázquez. Depois de um Apertura irregular, principalmente após a saída do também argentino Emanuel Villa do estádio Azul, Giménez reencontrou seu bom futebol após uma nova parceria com um compatriota: Mariano Pavone. Foram 8 gols e 5 assistências no Clausura, números que devolveram à Chaco o protagonismo no futebol da Máquina.
Emanuel Villa (Tigres)
Difícil escolher apenas mais um atacante para completar a lista dos melhores do Clausura. Se Pavone e Mancilla brilharam com seus 12 gols e a vaga na Liguilla mesmo com seus clubes distantes da liderança, Bravo se reinventou para levar um Atlas ameaçado pelo descenso ao terceiro lugar na tabela. Mas nenhum deles foi tão completo quanto Emanuel Villa. “Tito” formou uma dupla insaciável com o também argentino Lucas Lobos, ambos responsáveis por um ataque demolidor no Volcán. Com 9 gols e 4 assistências, Villa respondeu aos críticos que duvidaram que teria mais a mostrar após o fraco desempenho na UNAM e voltou a figurar entre os melhores da Liga MX.
Christian Benítez (América)
Se a disputa por uma das vagas no ataque foi acirrada, o mesmo não se pode dizer da outra. Aliás, pode-se afirmar que a outra vaga só foi tão disputada exatamente por que uma delas tem lugar cativo. E não é de hoje. “Chucho” foi, uma vez mais, demolidor. Pela quarta vez artilheiro da Liga MX (a terceira consecutiva), o equatoriano, mais cara contratação da história de um clube azteca, dizimou qualquer contestação quanto ao fato de ser o melhor jogador do futebol mexicano. 17 gols marcados, 5 assistências, titular em todas as 23 partidas e, enfim, um título nacional pelas águias. Benítez tem agora tudo para entrar na galeria dos maiores da história Azulcrema. E caminha a passos largos para confirmar essa tendência.
T: Miguel Herrera (América)
Herrera não está aqui “somente” pelo título. Ainda que tenha grande mérito pela taça, El Piojo leva o posto de melhor técnico por inúmeras outras razões: responsável por dar padrão e equilíbrio ao (sempre) caro elenco americanista, o treinador manteve o clube entre os três primeiros durante toda a competição, venceu todos os clássicos disputados na primeira fase, deu opções a (antes única) alternativa “Benítez”, mas, principalmente, conseguiu a proeza de manter-se como técnico das Águias durante mais de uma temporada. Acreditem ou não, algo antes inimaginável com a pressão e as exigências de Coapa. Por tudo isso, a taça foi somente a cereja no bolo do excelente desempenho de Miguel Herrera.
Curtas
– No terceiro amistoso disputado pela Tricolor em território norte-americano somente nesse ano, os comandados de José Manuel de la Torre não passaram de um empate em 2×2 frente aos nigerianos, possíveis rivais na Copa das Confederações. Os gols da Verde, que empatou todas as suas seis partidas em 2013, foram marcados por “Chicharito” Hernández;
Costa Rica
– Com gol do atacante Jairo Arrieta, os Ticos venceram o Canadá fora de casa, em partida preparatória para os confrontos das Eliminatórias para a Copa contra Honduras, México e Panamá;
Guatemala
– Mesmo goleado pelo vice-líder Heredia (5×0), o Xelajú garantiu a última vaga no mata-mata do Clausura, beneficiado pelo revés do Mictlán para o Suchitepéquez. Dessa forma, os confrontos das quartas de final da Liga Nacional ficaram assim: Comunicaciones (1) x Xelajú (8), Heredia (2) x Universidad SC (7), Malacateco (3) x Marquense (6) e Suchitepéquez (4) x Halcones (5);
Honduras
– No duelo amistoso contra Israel, disputado em Nova York (EUA), os catrachos foram facilmente superados por 2×0, com tentos anotados por Ezra e Abuhatzira. Quarta colocada nas Eliminatórias, a Bicolor enfrenta Costa Rica, Jamaica e EUA nas próximas duas semanas;
Panamá
– Em amistoso preparatório para a difícil série de partidas contra México, EUA e Costa Rica pelas Eliminatórias, a seleção panamenha foi derrotada pelo Peru, mesmo atuando em casa. Yordy Reyna e Benavente marcaram para os peruanos, enquanto Rolando Blackburn descontou para os canaleros.



