México

O que esperar do Campeonato Mexicano 2013/14 – parte III

Com duas rodadas já disputadas, o torneio Apertura da Liga MX tem nessa semana a última parte do tradicional guia da Trivela, organizado por ordem alfabética (a primeira parte você encontra aqui e a segunda aqui), com seis clubes que já conquistaram o título nacional, incluindo campeão e vice do último Apertura e o recém-promovido (via tapetão) Veracruz.

Vagas continentais do Apertura 2013
1º colocado na fase de classificação: fase de grupos da Copa Libertadores 2014*
2º colocado na fase de classificação: fase de grupos da Copa Libertadores 2014*
3º colocado na fase de classificação: fase preliminar da Copa Libertadores 2014*
Campeão da Liguilla: fase de grupos da Liga dos Campeões da Concacaf 2014/15
Vice-campeão da Liguilla: fase preliminar da Liga dos Campeões da Concacaf 2014/15
Último colocado (média das últimas três temporadas, incluindo Clausura 2014): rebaixado

  • Tijuana, Toluca, América e Cruz Azul, irão disputar a Concacaf Champions League 2013/14, não podendo obter vaga na Libertadores de 2014.
Santos

Nome do clube: Club Santos Laguna S.A. de C.V.
Fundação: 04/set/1983
Site oficial: www.clubsantoslaguna.com.mx
Estádio: Territorio Santos Modelo (30.000 torcedores)
Cidade: Torreón (608.836 habitantes)
Técnico: Pedro Caixinha-POR
Colocação no Clausura 2013: 6º lugar (29 pontos, 17 jogos, 8 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 20 gols marcados e 13 gols sofridos) – Eliminado nas semifinais pelo Cruz Azul
Competição continental: nenhuma
Destaque: Carlos Darwin Quintero (M)
Fique de olho: Júnior Lacayo (A)
Principais reforços: Néstor Araujo (D, Cruz Azul), Eduardo Herrera (A, Pumas UNAM), Javier Orozco (A, Cruz Azul), Júnior Lacayo-HON (A, Victoria-HON)
Provável time-base: Oswaldo Sánchez, César Ibáñez, Rafael Figueroa (Néstor Araujo), Felipe Baloy e Osmar Mares (Oswaldo Alanís); Marc Crosas, Rodolfo Salinas e Néstor Calderón; Carlos Darwin Quintero (Mauro Cejas); Andrés Rentería e Oribe Peralta;
Expectativa: título

Depois de terminar a temporada anterior com a conquista do título nacional, os Guerreros esperavam muito de 2012/13, mantendo a base comandada por Benjamín Galindo. O fracasso em avançar para a Liguilla no Apertura fez com que a direção do clube de Torreón apostasse no técnico português Pedro Caixinha, mas a mudança surtiu pouco efeito, com o time caindo antes de alcançar a final nacional e, pior, sendo superado na decisão continental pelo segundo ano consecutivo pelo Monterrey.

Essa proximidade das conquistas, entretanto, fizeram com que o panorama sofresse poucas alterações no Santos, algo que já é de praxe por parte dos Laguneros. O veterano goleiro Sánchez, a dupla Figueroa/Baloy, o seguro Crosas, o insinuante Quintero e o artillheiro Peralta, terceiro maior goleador da história do clube, continuam. As poucas mudanças fizeram com que o lateral Iván Estrada rumasse para Hidalgo para defender o Pachuca. Em contrapartida, o zagueiro Néstor Araujo veio do Cruz Azul, assim como outra jovem promessa, Herrera, vindo da UNAM. Jovens apostas, com o objetivo de renovar aos poucos, mudando lentamente, assim como o objetivo de subir mais um degrau na tabela, obtendo a taça.

Tigres

Nome do clube: Club de Fútbol Tigres de la Universidad Autónoma de Nuevo León
Fundação: 07/mar/1960
Site oficial: www.tigres.com.mx
Estádio: Universitario (45.000 torcedores)
Cidade: San Nicolás de los Garza (476.761 habitantes)
Técnico: Ricardo Ferretti-BRA
Colocação no Clausura 2013: 1º lugar (35 pontos, 17 jogos, 10 vitórias, 5 empates, 2 derrotas, 30 gols marcados e 14 gols sofridos) – Eliminado nas quartas de final pelo Monterrey
Competição continental: nenhuma
Destaque: Lucas Lobos (A)
Fique de olho: Jonathan Espericueta (M)
Principais reforços: Richard Sánchez (G, FC Dallas-EUA), Sergio García (G, Querétaro), Manuel de la Torre (D, Lobos BUAP), Édgar Gerardo Lugo (M, Santos), Emilio López (M, San Luis), Edgar Pacheco (M, Léon), Guido Pizarro-ARG (M, Lanús-ARG) e Rodrigo Mora-URU (A, River Plate-ARG)
Provável time-base: Enrique Palos, Israel Jiménez, Juninho, Hugo Ayala e Jorge Torres Nilo; Carlos Salcido, Jesús Dueñas (José Francisco Torres), Damián Álvarez e Danilinho; Lucas Lobos e Emanuel Villa;
Expectativa: título

Escalar o time titular dos felinos é algo tranquilo nas últimas temporadas. Com pouquíssimas e pontuais mudanças na escalação, o treinador brasileiro Ferretti mantém uma formação constante e entrosada para brigar pela taça da Liga MX. Não à toa, os felinos terminaram na Superliderança a fase regular do último Clausura. Ainda que a queda nos playoffs tenha acontecido logo para o arquirrival Monterrey, ainda nas quartas de final, os Universitarios sabem o caminho para retomar o título.

Para a nova temporada as mudanças foram poucas e quase que totalmente voltadas para compor o elenco e oferecer mais opções a um grupo de qualidade técnica indiscutível. Cada vez mais considerado um “foguete molhado”, o meia Hernández foi emprestado ao León, enquanto o veterano espanhol Luis García voltou à Europa sem mostrar o esperado em solo azteca. Fazendo o caminho inverso, o Tigres aposta em nomes que apareceram bem na Liga de Ascenso, reservas das demais potências da Liga MX e peças que mostraram serviço no futebol argentino. Não são estrelas, mas não parece ser essa a necessidade momentânea do clube de Nuevo León.

Tijuana

Nome: Club Tijuana Xoloitzcuintles de Caliente
Fundação: 14/jan/2007
Site oficial: www.xolos.com.mx
Estádio: Caliente (22.933 torcedores)
Cidade: Tijuana (1.300.983 habitantes)
Técnico: Jorge Almirón-ARG
Colocação no Clausura 2013: 10º (21 pontos, 17 jogos, 6 vitórias, 3 empates, 8 derrotas, 19 gols marcados e 21 gols sofridos)
Competição continental: Concacaf Champions League
Destaque: Fidel Martínez (M)
Fique de olho: Javier Güémez (M)
Principais reforços: Abraham Riestra (D, Celaya), Aldo Polo (D, Correcaminos), Javier Güémez (M, Dorados), Hérculez Gómez-EUA (A, Santos), Emmanuel Cerda (A, Puebla) e Darío Benedetto-ARG (A, Arsenal-ARG)
Provável time-base: Cirilo Saucedo, Aldo Polo, Javier Gandolfi, Pablo Aguilar e Edgar Castillo (Greg Garza); Richar Ruiz (Joe Corona), Cristian Pellerano, Fernando Arce e Fidel Martínez; Hérculez Gómez e Darío Benedetto;
Expectativa: título

Depois de um título fulminante logo em sua estreia na elite da Liga MX, os Rojinegros tiveram um Clausura irregular e ficaram de fora da Liguilla. Nada que causasse desespero nos fronteiriços, que emendaram uma ótima campanha em sua primeira disputa continental, alcançando as quartas de final da Copa Libertadores.

Com a saída de “Turco” Mohamed, que voltou ao seu país natal após um trabalho primoroso em Tijuana, a direção dos Xolos apostou em outro portenho, Jorge Almirón, de larga experiência nas divisões inferiores aztecas. O novo comandante terá trabalho. Alguns pilares das ótimas campanhas recentes se foram, casos dos experientes Leandro Augusto e Alfredo Moreno, além do goleador colombiano Riascos, vendido ao Pachuca. Para substituir esse último, a aposta recaiu sobre o argentino Benedetto, trazido do Arsenal (ARG), e que apresentou um excelente cartão de visitas com um triplete em sua na estreia da Liga MX.

Toluca

Nome do clube: Deportivo Toluca Fútbol Club S.A. de C.V
Fundação: 12/fev/1917
Site oficial: www.deportivotolucafc.com
Estádio: Nemesio Díez (28.000 torcedores)
Cidade: Toluca de Lerdo (489.333 habitantes)
Técnico: José Saturnino Cardozo-PAR
Colocação no Clausura 2013: 13º (18 pontos, 17 jogos, 5 vitórias, 3 empates, 9 derrotas, 14 gols marcados e 21 gols sofridos)
Competição continental: Concacaf Champions League
Destaque: Sinha (M)
Fique de olho: Héctor Acosta (D)
Principais reforços: César Lozano (G, San Luis), Miguel Almazán (D, Tijuana), Aarón Galindo (D, Santos), Paulo da Silva-PAR (D, Pachuca), Óscar Rojas (M, Atlante), Isaac Brizuela (M, Atlas), Richard Ortiz-PAR (M, Olimpia-PAR), Pablo Velázquez-PAR (A, Libertad-PAR) e Raúl Nava (A, Tijuana)
Provável time-base: Alfredo Talavera, Fausto Pinto (Héctor Acosta), Edgar Dueñas (Aarón Galindo), Paulo da Silva e Carlos Gerardo Rodríguez; Richard Ortiz, Wilson Mathias, Sinha (Óscar Rojas) e Pablo Velázquez; Carlos Esquivel e Edgar Benítez (Juan Carlos Cacho);
Expectativa: vaga na Liguilla

Os Diablos vivem uma verdadeira montanha-russa de emoções e expectativas a cada novo campeonato. Se esperavam brigar para não cair no início da última temporada, terminaram com a liderança e o vice-campeonato do Apertura, comandados por um destaque inesperado (Lucas Silva) e um velho conhecido (Sinha). Veio o Clausura e agora as expectativas eram renovadas pela manutenção dessa mesma base. Ledo engano. Campanha irregular e briga praticamente nula por vaga no mata-mata.

Buscando mudar esse panorama, o Toluca aposta agora no comando do antigo ídolo paraguaio José Saturnino Cardozo, maior artilheiro da história do clube. Ainda assim, os Escarlatas começam em desvantagem, após perder o brasileiro Lucas Silva, vendido ao Monterrey, e o seguro defensor argentino Novaretti, que foi para a Lazio. O investimento dos Choriceros para superar a perda foi alto. Focados, principalmente, em uma trinca de conterrâneos do novo comandante (o veterano zagueiro Paulo da Silva e os bons Ortiz e Velázquez, vindos do futebol paraguaio e cobiçados por boa parte dos clubes sul-americanos).
Eles se juntam ao atacante Benítez, formando uma verdadeira colônia guarani em busca de devolver o Rojo ao caminho das glórias.

Pumas UNAM

Nome do clube: Club Universidad Nacional A.C
Fundação: 12/set/1954
Site oficial: www.clubpumasunam.com
Estádio: Olímpico Universitario (68.954 torcedores)
Cidade: Cidade do México (8.851.080 habitantes)
Técnico: Juan Antonio Torres Servín
Colocação no Clausura 2013: 7º (29 pontos, 17 jogos, 8 vitórias, 5 empates, 4 derrotas, 19 gols marcados e 14 gols sofridos) – Eliminado nas quartas de final pelo América
Competição continental: nenhuma
Destaque: Darío Verón (Z)
Fique de olho: José Van Rankin (D)
Principais reforços: Cándido Ramírez (M, Santos) e Ariel Nahuelpán-ARG (A, Barcelona-EQU)
Provável time-base: Alejandro Palacios, José Van Rankin, Marco Antonio Palacios, Darío Verón e Efraín Velarde (Luis Fernando Fuentes); David Cabrera (Cándido Ramírez), Martín Romagnoli, Javier Cortés e Robin Ramírez; Martín Bravo (Luis García) e Ariel Nahuelpán;
Expectativa: vaga na Liguilla

Enquanto os rivais da capital Cruz Azul e América brigam forte pelo título nas últimas edições da Liga MX, o Pumas entrou em uma morosidade preocupante após a conquista nacional de 2011. De forte candidato ao título, os felinos contentam-se em brigar apenas pela vaga na Liguilla, e dificilmente incomodam os postulantes à taça. Não que o alerta sobre a redução nos investimentos não tivesse sido feita pela direção auriazul logo após a conquista, mas é um panorama com o qual a torcida da UNAM está bem pouco acostumada.

Para 2013/14, os investimentos foram restritos em quantidade, mas o clube pagou alto (5 milhões de dólares) pelo goleador argentino Nahuelpán, destaque do Barcelona equatoriano. Ainda assim, parece pouco, já que os Universitarios quase não atuaram nem mesmo no mercado interno. A aposta fica para o entrosamento e a manutenção da base, já que o Pumas só perdeu o meia Jehu Chiapas e o atacante Eduardo Herrera no mercado. É pouco, bem pouco, para um clube do tamanho da UNAM voltar ao título

Veracruz

Nome do clube: Club Deportivo Tiburones Rojos de Veracruz
Fundação: 09/abr/1943
Site oficial: http://www.tiburones-rojos.com/
Estádio: Luis “Pirata” Fuente (30.000 torcedores)
Cidade: Veracruz (552.156 habitantes)
Técnico: Juan Antonio Luna Castro
Colocação no Clausura 2013 – Liga de Ascenso: 4º (25 pontos, 14 jogos, 7 vitórias, 4 empates, 3 derrotas, 23 gols marcados e 18 gols sofridos) – Eliminado nas quartas de final pelo Necaxa
Competição continental: nenhuma
Destaque: Ángel Reyna (M)
Fique de olho: Víctor Mañón (A)
Principais reforços: Edgar Hernández (G, León), Leiton Jiménez-COL (D, Jaguares), Adrián Cortés (D, Chivas Guadalajara), Óscar Mascorro (D, León), Jehu Chiapas (M, Pumas UNAM), Israel Martínez (M, Atlante), Ángel Reyna (M, Pahuca), Christian Marrugo-COL (M, Pachuca), Luis Tejada-PAN (A, Toluca) e Víctor Mañón (A, Pachuca)
Provável time-base: Leonín Pineda, Israel Martínez, Óscar Mascorro, Leiton Jiménez (Cid Hugo) e Adrián Cortés; Luis Martínez (Emmanuel Gil), Jehu Chiapas, Christian Marrugo (Luis Sánchez) e Ángel Reyna; Luis Tejada e Víctor Mañón;
Expectativa: fugir do rebaixamento

Um time completamente remodelado, utilizando uma base (praticamente desmontada) de um clube recém-promovido, com muitas contratações de qualidade duvidosa e inúmeras apostas, mas com história e tradição no futebol local. Esse é o panorama dos Tiburones Rojos de Veracruz, um clube já campeão mexicano, mais conhecido por ter se tornado propriedade do governo no início dos anos 2000 e que amargava a Liga de Ascenso sem grandes perspectivas até a última temporada. Amargava por que a reviravolta causada pelo empresário Yañez para manter o Querétaro na elite rendeu frutos, também, ao Tiburón, que adquiriu a antiga franquia de La Piedad e ficou com a vaga na Liga MX.

Obviamente as perspectivas não são tão tranquilas, mas em um cenário que somente o equilibrado torneio azteca pode proporcionar, é até provável que o Veracruz obtenha a manutenção e boas campanhas na temporada atual. As contratações certamente terão papel preponderante nesse caminho E uma delas, a principal, já vem mostrando serviço. Comprado do Pachuca, Ángel Reyna lidera a equipe nesse início de Apertura e, com 4 gols marcados, já se coloca como a referência do Cardumen. Pode ser pouco, pode ser o suficiente ou não. Mas para quem até algumas semanas atrás amargava a segunda divisão sem grandes perspectivas…

Curtas
  • Seleção do site Mediotiempo da 2ª rodada do Apertura: Óscar Pérez (Pachuca), Jonathan Lacerda (Puebla), Miguel Herrera (Pachuca), René Ruvalcaba (Puebla) e Carlos Gerardo Rodríguez (Toluca); Richard Ortiz (Toluca), Ángel Reyna (Veracruz), Daniel Ludueña (Pachuca) e Jefferson Montero (Morelia); Wilberto Cosme (Querétaro) e Oribe Peralta (Santos); T: Ignacio Ambriz (Querétaro);
  • O falecimento de “Chucho” Benítez causou comoção em todo o país azteca, onde o equatoriano marcou sua passagem com (muitos) gols e títulos. O impacto foi ainda maior nas fileiras azulcremas, onde o atacante desembarcou com o peso de contratação mais cara do futebol mexicano e em pouco mais de dois anos somou uma taça nacional e três prêmios de artilheiro da Liga MX;

Honduras
– Superados pelos EUA na semifinal da Copa Ouro por um traquilo 3×1, os Catrachos perderam a chance de igualar sua melhor campanha na competição, quando, na edição inaugural, alcançou a final e só caiu nos pênaltis frente aos mesmos norte-americanos, em 1991. Ainda assim, a Bicolor pode se orgulhar do bom momento no futebol continental, já que pela terceira vez consecutiva chegou a semifinal do torneio;

Panamá
– O sonho do inédito título não chegou. Mas os panamenhos não podem reclamar da grande campanha na Copa Ouro. O grupo comandado por Julio Dely Valdés reeditou a final de 2005, inclusive no resultado, sendo superado pelos norte-americanos donos da casa. Mas o bom futebol de Gabriel Torres & cia anima os Canaleros para a sequência das Eliminatórias da Concacaf.

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