O Pachuca confirmou um título irrepreensível no Apertura, com 8×2 no agregado da final contra o Toluca
O Pachuca ficou seis anos sem o troféu, mas é o clube com mais títulos no México desde 1999, quando ergueu sua primeira taça

O título parecia no papo desde o primeiro jogo da decisão do Torneio Apertura do Campeonato Mexicano. O Pachuca, afinal, aplicou sonoros 5 a 1 sobre o Toluca em plena casa dos adversários. Neste domingo, os Tuzos confirmaram a conquista no reencontro com os Diablos Rojos. E a festa no Estádio Hidalgo se completou com mais uma vitória. A equipe do técnico Guillermo Almada complementou sua supremacia com o placar de 3 a 1, somando enfáticos 8 a 2 no agregado. O Pachuca agora tem sete troféus na liga nacional, todos eles faturados desde 1999. De quebra, o clube encerrou um jejum de seis anos sem a taça.
Quarto colocado na fase de classificação do Apertura, o Pachuca cresceu na competição e deixou sua marca principalmente nos mata-matas. Os Tuzos tiveram mais aperto nas quartas, contra o Tigres. Depois da derrota por 1 a 0 na ida, passaram com a vitória por 2 a 1 na volta, pela vantagem de ter uma campanha superior na fase anterior. Já nas semifinais, o Pachuca deu mostras de seu poderio ofensivo com os 5 a 2 para cima do Monterrey, antes de ganhar também a volta por 1 a 0. O time chegava motivado para a final contra o Toluca.
O que se viu no Estádio Nemesio Díez, na ida, foi um vareio. O Pachuca goleou por 5 a 1, com todos os seus tentos marcados até o início do segundo tempo. O Toluca, mesmo em casa, sofreu demais pelos espaços na defesa e desperdiçou um bom número de chances quando tentou responder. Diante de tamanha vantagem, o Pachuca precisava fazer o básico para comemorar o título diante de sua torcida no Estádio Hidalgo. Ganhou por 3 a 1 neste domingo. Raúl López até abriu o placar para o Toluca, com ajuda do goleiro Oscar Ustari, mas os Tuzos empataram antes do intervalo. Tiago Volpi chegou a pegar um pênalti, mas cedeu o gol pouco depois, atrapalhado num tiro cruzado Víctor Guzmán. Já no segundo tempo, Nicolás Ibáñez numa bola parada e Gustavo Cabral de pênalti concluíram a virada.
O Pachuca é dirigido pelo uruguaio Guillermo Almada, que fez bons trabalhos no River Plate de Montevidéu e no Barcelona de Guayaquil. Depois de dois anos à frente do Santos Laguna, o comandante assumiu o Pachuca em dezembro de 2021 e alcançou o primeiro título de sua carreira no futebol mexicano. Os técnicos uruguaios, aliás, deixam uma marca na Liga MX: desde 2013, este é o quinto troféu alcançado por um comandante charrua. Gustavo Matosas (duas vezes com o León), Diego Alonso (com o próprio Pachuca em 2016) e Robert Siboldi (com o Santos Laguna) foram os outros.
O principal nome do Pachuca dentro de campo é o centroavante Nicolás Ibáñez. O argentino anotou 16 gols, o quádruplo de qualquer outro jogador do time. Já tinha ido bem na fase de classificação e guardou cinco tentos nos mata-matas, com uma tripleta diante do Monterrey e gols nos dois confrontos com o Toluca. O equatoriano Romario Ibarra cresceu também nos mata-matas, com três gols e duas assistências. Já o mexicano Víctor Guzmán foi uma peça de destaque no meio-campo. Mais atrás, a defesa se escorou nos experientes Gustavo Cabral e Óscar Murillo como dupla de zaga, bem como no goleiro Oscar Ustari, dono da braçadeira de capitão. O lateral Kevin Álvarez, o volante Luis Chávez e o meia Érick Sánchez são candidatos a disputar a Copa de 2022 pelo México, enquanto Ibarra também deve estar presente pelo Equador.
Com sete títulos no Campeonato Mexicano, o Pachuca atinge um patamar importante entre os maiores campeões do torneio. Os Tuzos somam agora o mesmo número de taças que Pumas UNAM e que Tigres UANL. Ainda tem chão para chegar nos 13 troféus do América, o maior campeão. Todavia, a relevância é enorme para um clube que só em 1999 chegou à sua primeira taça. Desde então, nenhum outro time foi tantas vezes campeão da Liga MX. Prova de uma força reiterada, mesmo com seis anos de jejum.



