México

O León conquistou o Apertura 2020 com uma base que já merecia o sucesso no Campeonato Mexicano

Depois de seis anos, o León voltou a faturar o Campeonato Mexicano. Os esmeraldas já vinham indicando sua força nos últimos tempos, chegando ao vice-campeonato no Clausura 2019. Já neste semestre, não apareceram adversários páreos durante o Apertura 2020 – chamado excepcionalmente de ‘Torneio Guardiões’, para homenagear os profissionais da saúde que atuam no combate da COVID-19. O León vinha de uma campanha imparável na fase de classificação, com 12 vitórias em 17 jogos, além de uma vantagem de oito pontos na tabela. Uma supremacia que se repetiria nos mata-matas, ainda que os resultados tenham sido mais apertados. Após eliminarem Puebla e Chivas Guadalajara, os Panzas Verdes disputaram a decisão contra o Pumas UNAM. Voltaram da Cidade do México com o empate por 1 a 1 e confirmaram a taça neste domingo, com o triunfo por 2 a 0 dentro do Nou Camp.

Este foi o oitavo título do León no Campeonato Mexicano. Os esmeraldas foram uma potência nacional durante a virada dos anos 1940 para os 1950, quando faturaram quatro taças. Depois disso, quebraram um jejum de 36 anos em 1991/92, mas só voltaram a contar com uma equipe regularmente competitiva no início da última década. O clube levou o Apertura em 2013 e o Clausura em 2014, logo depois de conseguir o acesso. A atual conquista marca o período relevante no Nou Camp.

O León, afinal, sobrou nesta retomada da Liga MX. O time sofreu apenas uma derrota na fase de classificação, contando com uma equipe equilibrada e mantendo a melhor defesa do campeonato. Nas quartas de final, os Panzas Verdes levaram um susto com a derrota por 2 a 1 para o Puebla, mas se recuperaram graças aos 2 a 0 dentro do Nou Camp. Já nas semifinais, depois do empate fora de casa, a equipe confirmou a classificação contra o Chivas em León por 1 a 0. Algo parecido se repetiria na decisão diante do Pumas UNAM.

O León arrancou um ótimo resultado no Estádio Olímpico Universitário, durante a primeira partida, ao sair com o empate por 1 a 1 nos minutos finais. As duas equipes criaram boas ocasiões para abrir o placar, mas o Pumas saiu em vantagem graças a uma cabeçada fulminante de Carlos González já na etapa complementar. O León ficou com um homem a menos, após a expulsão de Jaine Barreiro. Ainda assim, o gol de empate veio aos 44 do segundo tempo. Num cruzamento fechado de David Ramírez, Emmanuel Gigliotti se esticou para completar na pequena área.

O resultado dava a vantagem do empate ao León no Nou Camp. E os esmeraldas logo encaminharam a vitória por 2 a 0. O primeiro gol saiu aos 12 minutos, quando Fernando Navarro lançou em profundidade e Gigliotti bateu cruzado, contando com a colaboração do goleiro Alfredo Talavera. O próprio Talavera se redimiria, com boas defesas para adiar o segundo tento do León. Contudo, por mais que o Pumas pressionasse, a defesa esmeralda fazia grande trabalho para afastar os perigos. Já aos 38 do segundo tempo, aconteceu o gol decisivo. Num contragolpe, Luis Montes enfiou e Yairo Moreno anotou um lindo tento. Deu um corte seco no marcador, antes de superar Talavera.

O argentino Gigliotti foi o herói das finais, mas outros sul-americanos também compuseram a espinha dorsal do León. Os colombianos William Tesillo e Andrés Mosquera foram titulares na decisão, enquanto Yairo Moreno saiu do banco. O chileno Jean Meneses e o peruano Pedro Aquino foram outras duas figuras importantes. Já a referência técnica da equipe é o equatoriano Ángel Mena, um dos melhores armadores em atividade no futebol mexicano. O camisa 13, porém, precisou ser substituído logo no início da partida deste domingo pelo costarriquenho Joel Campbell. O uruguaio Nicolás Sosa, outro que saiu do banco, e o suspenso Jaine Barreiro completam a legião vinda do Cone Sul.

Já entre os mexicanos, há também nomes de peso. O goleiro Rodolfo Cota é um dos mais experientes do grupo, Juan Ignacio González usa a braçadeira de capitão e o lateral Fernando Navarro possui convocações recentes à seleção. Mais à frente, David Ramírez deu sua contribuição à conquista na ida e  ainda há o camisa 10 Luis Montes, um dos mais ligados ao León – presente nos outros títulos recentes dos esmeraldas na Liga MX. Por fim, o técnico Ignacio Ambríz é uma bandeira do futebol local, presente na Copa de 1994 e com 64 partidas atuando pela seleção. Campeão da Concachampions à frente do América em 2016, foi eleito o melhor treinador da Liga MX em 2018/19 pelo León. Agora, ergue uma taça para referendar seu ótimo desempenho no Nou Camp.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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