México

O jogo era em Nova Jersey, mas a torcida do México provocou um terremoto durante a vitória sobre os EUA

É muito difícil ver um jogo da seleção mexicana nos Estados Unidos que não possua maioria nas arquibancadas. Os imigrantes que vivem no país não apenas fazem questão de comparecer, como também manifestam sua paixão através de vibração. Não à toa, os americanos costumam mandar os clássicos pelas Eliminatórias em Columbus, um dos raros redutos onde abafam os latinos. Nesta sexta, porém, poucos jogos em território americano foram tão mexicanos. Além da vitória por 3 a 0 no amistoso contra os EUA, a multidão realizou uma festa linda no Estádio MetLife, Nova Jersey.

Os relatos do narrador são de que “o chão chegou a tremer” durante a comemoração dos gols. E é até curioso o cenário. Enquanto o estádio aparece decorado com mensagens da federação americana de “uma só não”, para toda parte que se olha há um mar de gente vestindo verde. Atrás de ambos os gols, a erupção foi notável depois dos lances decisivos que determinaram a excelente vitória do time de Tata Martino.

O México possui uma equipe bem mais pronta neste momento. E, mesmo sem alguns jogadores importantes no 11 inicial, não demorou a se impor. O primeiro gol saiu aos 21 minutos, com Chicharito Hernández. Já no segundo tempo, os reservas contribuíram, em placar complementado depois dos 33, graças aos tentos de Érick Gutiérrez e Carlos Antuna. Até quando poderiam ter descontado no fim, os americanos foram engolidos pela multidão. Joshua Sargent cobrou pênalti e o goleiro Jonathan Orozco pegou, provocando mais um terremoto.

Se geralmente há um duopólio na Concacaf, o México está bem mais à frente ao longo dos últimos meses. Os Estados Unidos sentiram a queda nas Eliminatórias da Copa de 2018 e, desde então, sofrem um bocado em sua reconstrução. Perder para os mexicanos desta maneira, mesmo que em amistoso, é um abalo nos ânimos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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