México

No final, passaram os dois

 No começo do Mundial, o Grupo A foi considerado por todos o mais equilibrado. Talvez não o mais difícil, mas certamente o mais imprevisível. Os donos da casa, no caso a África do Sul, sempre chegam fortes. A França é uma campeã mundial, apesar da crise. O Uruguai, bicampeão do mundo, e o México, com uma geração muito talentosa. E no final das contas, os latino-americanos se deram bem.

A começar pelos uruguaios, que renasceram nesta Copa do Mundo. As eliminatórias não davam qualquer indício de que esta equipe poderia fazer algo diferente do que fez nos últimos Mundiais. Bons jogadores, mas sem um grande talento e uma equipe que nunca conseguiu se tornar uma equipe.

O técnico Oscar Tabárez, porém, achou a mão durante a primeira fase. Colocou um quarteto ofensivo que funcionou e encaixou perfeitamente. Luis Suárez e Edison Cavani se entrosaram bem na frente, e com Diego Forlán os apoiando vindo de trás, precisava apenas de mais um para jogar aberto pela esquerda. E esse alguém é Álvaro Pereira.

A defesa ainda precisa melhorar, mas tem em Diego Lugano um líder como poucos outros times neste Mundial tem. E o jogador acima da média citado há dois parágrafos se tornou Forlán. Depois da estreia razoável contra a França, o atacante do Atlético de Madrid passou a jogar mais recuado e se tornou “o cara” do Uruguai.

E o melhor de tudo é que a chave dos playoffs vai ajudar demais os uruguaios. Sonhar com as quartas de final é totalmente plausível, já que encara agora a Coreia do Sul. E visualizar uma semifinal também não é impossível, afinal, pode ter pela frente nas quartas Estados Unidos ou Sérvia, no melhor cenário. Já o pior traz Alemanha ou Inglaterra…

El Tri

Já os mexicanos, mesmo com a derrota para os uruguaios por 1 a 0, avançaram para a fase seguinte, assim como nos últimos quatro Mundiais. Só que nas Copas de 1994, 1998, 2002 e 2006 caiu exatamente nessa fase, e desta vez a expectativa é que a história seja repetida.

Assim como no torneio disputado na Alemanha, o México encara agora a favorita Argentina. Por mais que a geração comandada por Carlos Vela, Giovani dos Santos, Andrés Guardado e Javier Hernández seja uma das melhores já produzidas pelo país, é difícil imaginar que o time do técnico Javier Aguirre vá eliminar Lionel Messi e companhia.

Claro que há uma chance, e os mexicanos têm que saber usufruir dos pontos fracos da equipe de Diego Armando Maradona. O lado direito da defesa, por exemplo, é um caminho. Coloquem Carlos Vela por lá, com o apoio de Giovani dos Santos, para infernizar a vida de Jonás Gutiérrez. Saquem o inativo Guillermo Franco e coloquem o talentoso Javier Hernández. Parem de insistir com o pesado Cuauhtémoc Blanco. Mesmo assim será muito complicado.

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Equipe Trivela

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