México

História – Década de 1980

1980

Campeão: Pumas UNAM (MEX)
Vice: Universidad (HON)
Artilheiro: Adrián Camacho e Daniel Astegiano (Cruz Azul) – 4 gols
Sede: Tegucigalpa (HON) – fase final
Número de clubes: 18
Países estreantes: nenhum

Entrando em uma nova década, a Concacaf decidiu mudar também o formato da fase decisiva de sua principal competição interclubes. A divisão regional das fases de qualificação foi mantida, mas a fase final seria agora composta de um triangular entre os vencedores de cada zoneamento. Como forma de reduzir os gastos com viagem, razão de várias desistências em edições anteriores, a Concacaf optou por uma fase final disputada em sede única.

Pela primeira rodada da zona Norte do continente, o Pumas UNAM (MEX) bateu o Sacramento Gold (EUA) e o Brooklyn Dodgers (EUA) superou o Hotels International (BER). Na segunda fase, o Cruz Azul (MEX) massacrou o Brooklyn Dodgers por 9×1 e 3×2, mas caiu no duelo azteca para o rival Pumas, perdendo por 1×0 e 3×1, com partida memorável do jovem atacante Luis Flores, de apenas 19 anos.

Na zona Central, melhor para a Universidad NAH (HON), que deixou pelo caminho Cobán Imperial (GUA), Marathón (HON), Herediano (CRC), Comunicaciones (GUA), Águila (SLV) e Santiagueño (SLV). Já na zona caribenha a vaga ficou com o Robinhood (SUR), que avançou após eliminatórias com SUBT (ANT), Transvaal (SUR), Police Force (TRI) e Jong Colombia (ANT).

No triangular decisivo, os felinos da UNAM sobraram. Com os gols marcados por Hugo Sánchez e pelo brasileiro Ricardo Ferretti, o Pumas venceu Robinhood (3×0) e Universidad (2×0), e ainda viu os rivais empatarem por um gol, garantindo seu primeiro título continental de maneira incontestável.

1981

Campeão: Transvaal (SUR)
Vice: Atlético Marte (SLV)
Artilheiro: Tomás Boy (Tigres) – 4 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 16
Países estreantes: Ilhas Cayman

O torneio voltou ao formato de apenas duas zonas (Norte/Centro e Caribe), com uma decisão entre os dois times vencedores de cada uma delas. 16 clubes de 10 países participaram da competição, com as Ilhas Cayman fazendo sua estreia na competição, representadas pelo Yama Sun Oil.

Pela zona Norte/Central, Atlético Marte (SLV), Marathón (HON), Tigres (MEX) e Cruz Azul (MEX) passaram por Juventud Retalteca (GUA), Santiagueño (SLV), Xelajú (GUA) e Real España (HON), respectivamente, na primeira rodada. Na sequência, os mexicanos caíram para Atlético Marte (Tigres) e Marathón (Cruz Azul). Com a desistência dos hondurenhos, o Atlético ficou com a vaga para a decisão.

Enquanto isso, na região caribenha, SUBT (ANT), Robinhood (SUR), Transvaal (SUR) e Yama Sun Oil (CAY) eliminaram Kentucky Memphis (TRI), SITHOC (ANT), Defence Force (TRI) e Saint Thomas College (JAM), respectivamente. Na segunda rodada, o Transvaal superou seu rival nacional, enquanto o SITHOC passou fácil pelos estreantes. Já na decisão da vaga, duas vitórias (1×0 e 2×0) deram a classificação aos surinameses.

Decidindo em casa, na capital do país (Paramaribo), o Transvaal venceu o Atlético Marte por 1×0 no primeiro duelo e empatou o segundo por um gol, garantindo o bicampeonato continental oito anos após a primeira conquista e o último título internacional de um clube do país.

1982

Campeão: Pumas UNAM (MEX)
Vice: Robinhood (SUR)
Artilheiro: Enrique López Zarza e Ricardo Ferretti (Pumas UNAM) – 4 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 16
Países estreantes: nenhum

A competição manteve o mesmo formato, assim como foram mantidas, também, as constantes desistências e ausências. Somente na primeira rodada da zona Norte/Centro, três times desistiram de jogar, perdendo por W.O.: Cruz Azul (MEX), New York Pancyprian Freedoms (EUA) e Brooklyn Dodgers (EUA) não compareceram aos seus jogos, classificando Xelajú (GUA), Pumas UNAM (MEX) e Vida (HON). No único confronto realmente jogado, o Independiente (SLV) foi eliminado pelo Comunicaciones (GUA). Na sequência, Pumas e Comunicaciones derrotaram Vida e Xelajú, respectivamente, e se enfrentaram pela vaga, com os mexicanos vencendo o duelo.

Na zona do Caribe, o Robinhood (SUR) foi melhor que Don Bosco (DOM), Tesoro Palo Seco (TRI), SUBT (ANT), Transvaal (SUR), Jong Holland (ANT) e Defence Force (TRI), garantindo a vaga na decisão. Na final, o Pumas garantiu o bicampeonato empatando sem gols, em Querétaro (MEX), e vencendo por 3×2 na Cidade do México, com dois gols do brasileiro Ricardo Ferreti.

1983

Campeão: Atlante (MEX)
Vice: Robinhood (SUR)
Artilheiro: Gonzalo Farfán (Atlante) – 6 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 18
Países estreantes: nenhum

Pela zona centro e norte-americana, a primeira rodada reservou algumas surpresas, como as quedas de Saprissa (CRC) e Motagua (HON) para Suchitepéquez (GUA) e New York Pancyprian Freedoms (EUA), respectivamente. Além deles, avançaram Atlante (MEX), superando Comunicaciones (GUA), e Tigres, passando pelo Olímpia (HON). Com a desistência de Municipal Puntarenas (CRC) e Detroit Express (EUA), Atlético Marte (SLV) e Independiente (SLV) também foram para a rodada seguinte.

Com os avanços de Atlante, Independiente e Suchitepéquez (superando NY Freedoms, Atlético e Tigres, respectivamente), além da posterior desistência do Independiente, o Atlante só precisou passar pelo time da Guatemala para garantir vaga na decisão. Na região do Caribe, o Robinhood (SUR), garantiu a passagem para a final após deixar SUBT (ANT), Kentucky Memphis (TRI), Defence Force (TRI), Leo Victor (SUR) e Dakota (ARU) para trás.

Na final, Robinhood e Atlante empataram por 1×1 no primeiro jogo. Na volta, os aztecas golearam por 5×0 com grande exibição de Gonzalo Farfán e Ricardo Castro, conquistando seu primeiro caneco continental e relegando ao clube de Suriname sua quinta e última derrota em finais da Copa dos Campeões da Concacaf.

1984

Campeão: Violette (HAI)
Vice: não houve
Artilheiro: desconhecido
Sede: não houve
Número de clubes: 23
Países estreantes: Guadalupe, Martinica, Porto Rico e Guiana Francesa

Desprestigiada e sem muita importância para os grandes clubes mexicanos ou estadunidenses, a Copa dos Campeões contou novamente com uma série de entraves na edição de 1984. À parte os problemas durante a disputa, os times de Suriname, então uma força importante na região, foram impedidos de disputar o torneio devido a uma suspensão imposta pela FIFA. Mesmo assim, o número de participantes aumentou, com a inclusão de representantes de outros micro países caribenhos.

Pela zona Central e Norte, NY Freedoms (EUA) e Chivas de Guadalajara (MEX) decidiriam a vaga na final após deixarem Universidad (HON), Puebla (MEX), Águila (SLV), Sagrada Familia (CRC), Suchitepéquez (GUA), Comunicaciones (GUA), FAS (SLV), Hotels International (BER), Vida (HON) e Jacksonville Tea Men (EUA) para trás.

Como não chegaram a um acordo sobre as datas, a Concacaf optou pela desclassificação de ambas as equipes. Dessa forma, o campeão seria conhecido com a decisão do vencedor da zona do Caribe. Saint George’s Club (CAY), CS Moulien (GUD), RC Rivière-Pilote (MAR), Guayama Cruz Azul (PUR), ASL Sport Guyanais (GUF), Defence Force (TRI), SUBT (ANT), Cygne Noir (GUD), Victory Boys (ANT) e Aigle Noir (HAI) também estavam na disputa, mas o título ficou com o Violette (HAI), após vencer Victory, em duas oportunidades por 3×0, e o ASL Sport. Foi a segunda e última conquista haitiana no torneio.

1985

Campeão: Defence Force (TRI)
Vice: Olímpia (HON)
Artilheiro: desconhecido
Sede: não houve
Número de clubes: 27
Países estreantes: Barbados

Pela primeira vez em anos, a Copa dos Campões não contou com desistências e abandonos ao longo do campeonato. Na região da América do Norte e Central, a vaga ficou com o Olímpia (HON), após superar Aurora (GUA), América (MEX), Águila (SLV), Chivas de Guadalajara (MEX), Suchitepéquez (GUA), Chicago Croatian (EUA), FAS (SLV), Hotels International (BER) e Vida (HON).

Já na zona caribenha a vaga ficou com os trinitários do Defence Force, em uma série de eliminatórias que reuniu também Boys’ Town (JAM), CS Moulien (GUD), Tivoli Gardens (JAM), Aiglon du Lamentin (MAR), Racing Gônaives (HAI), Robinhood (SUR), SUBT (ANT), Golden Star (MAR), Jong Holland (ANT), San Francois National (TRI), Transvaal (SUR), Capesterre (GUD), Weymouth Wales (BAR), USL Montjoly (CAY) e Violette (HAI).

Na grande decisão, o Defence Force venceu por 2×0 em Trinidad & Tobago e segurou uma derrota pelo placar mínimo em Honduras, conquistando pela primeira vez uma taça continental.

1986

Campeão: Alajuelense (CRC)
Vice: Transvaal (SUR)
Artilheiro: desconhecido
Sede: não houve
Número de clubes: 21
Países estreantes: Belize

Com o aumento do número de clubes, a Concacaf optou por reorganizar o formato de disputa. A zona Centro/Norte foi dividida em Norte, Central 1 e Central 2, sendo que apenas o vencedor do grupo Central 1 teria vaga direta na fase final. A região caribenha também se dividiu em duas zonas, Norte e Sul, com os vencedores de cada uma obtendo vaga na decisão.

Pela zona Norte/Central, no grupo Norte o Pembroke Hamilton (BER) passou por New York Greek Americans (EUA) e Hankook Verdes (BLZ), enquanto pelo grupo Central 2 o Motagua (HON) superou Comunicaciones (GUA), Atlético Marte (SLV) e Saprissa (CRC). No duelo pela vaga, melhor para o time de Bermudas. Já no Central 1, a Alajuelense (CRC) foi melhor que Alianza (SLV), Marathón (HON) e Juventud Retalteca (GUA) para também se garantir na fase final.

No grupo Norte da zona do Caribe, quem garantiu a vaga foi o Trintoc (TRI), que eliminou Seba United (JAM), CS Moulien (GUD), Olympique du Marin (MAR) e Sirocco (TRI), enquanto no grupo Sul a vaga ficou com o Transvaal (SUR), deixando Kouroucien (GUF), Juventus (ANT), Robinhood (SUR) e UNDEBA (ANT) para trás.

Na semifinal, a Alajuelense superou o Pembroke, enquanto o Transvaal passou pelo Trintoc nos pênaltis. Na decisão, o clube costa-riquenho venceu os dois jogos (4×1 e 2×1) e garantiu seu primeiro título continental, além da primeira taça do país na competição.

1987

Campeão: América (MEX)
Vice: Defence Force (TRI)
Artilheiro: Carlos Hermosillo (América) – 6 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 25
Países estreantes: Santa Lúcia e São Vicente & Granadina

As alterações nas fórmulas de disputa continuaram a movimentar a competição. A Concacaf modificou de tal forma a competição que criou praticamente dois torneios dentro da Copa dos Campeões.

Para alcançar a decisão pela vaga na final da zona Centro/Norte, América (MEX) e Monterrey (MEX) deixaram para trás Saprissa (CRC), Olímpia (HON), Herediano (CRC), Real España (HON), Aurora (GUA), Alianza (SLV), Águila (SLV), Galcasa (GUA), St. Louis Kutis (EUA), San Pedro Yugoslavs (EUA), Coke Milpross (BLZ) e Hankook Verdes (BLZ). Depois de um empate por 3×3 na partida de ida, o América garantiu a classificação contra os Rayados com uma vitória por 2×0, gols do ainda jovem atacante Carlos Hermosillo.

Na zona do Caribe, além do classificado Defence Force (TRI), a disputa envolveu MG Renegades (STV), Club Franciscain (MAR), Etoile de Morne-à-l’Eau (GUD), Harbour View (JAM), VSADC (STL), Juventus de Sainte-Anne (GUD), Golden Star (MAR), Uptown Rebels (STL), Rick’s Superstars (STV) e Trintoc (TRI).

Na decisão, com duas grandes exibições de Juan Antonio Luna, o América arrancou um empate por um gol fora e venceu o Defence Force em casa por 2×0, conquistando o segundo título americanista da Copa dos Campeões

1988

Campeão: Olímpia (HON)
Vice: Defence Force (TRI)
Artilheiro: desconhecido
Sede: não houve
Número de clubes: 30
Países estreantes: nenhum

O formato, ainda que confuso e longo, foi mantido. Na zona centro e norte-americana, a vaga ficou com o Olímpia (HON), superando Alajuelense (CRC), Morelia (MEX), Cruz Azul (MEX), Aurora (GUA), Marathón (HON), FAS (SLV), Municipal Puntarenas (CRC), Municipal (GUA), Águila (SLV), Washington Diplomats (EUA), Seattle Mitre Eagles (EUA), Plaza Amador (PAN), Coke Milpross (BLZ) e Hankook Verdes (BLZ).

Na região caribenha, a vaga ficou novamente com o Defence Force (TRI), eliminando Club Franciscain (MAR), Centro Dominguito (ANT), Sion Hill (STV), Cardinals (STV), Zenith (GUD), Sport Guyanais (GUF), Leo Victor (SUR), Robinhood (SUR), Seba United (JAM), Gauloise (GUD), Excelsior (MAR) e Trintoc (TRI).

Contra o Olímpia, contudo, o Defence Force foi obrigado a disputar as duas partidas da final em território hondurenho, perdendo ambas por 2×0, resultando no segundo título do Olímpia na competição.

1989

Campeão: Pumas UNAM (MEX)
Vice: Pínar del Río (CUB)
Artilheiro: desconhecido
Sede: não houve
Número de clubes: 29
Países estreantes: Cuba

Mantendo o formato de anos anteriores, na zona Central/Norte a vaga na final foi ocupada pelo Pumas UNAM (MEX), superando Herediano (CRC), Universidad de Guadalajara (MEX), Aurora (GUA), Real España (HON), Luis Ángel Firpo (SLV), Cartaginés (CRC), Olímpia (HON), Municipal (GUA), Cojutepeque (SLV), St. Louis Busch (EUA), San Francisco Greek-Americans (EUA), Diriangén (NIC), América (NIC), La Previsora (PAN), Plaza Amador (PAN) e Coke Milpross (BLZ).

Na região do Caribe, a vaga na decisão ficou com o Pinar del Río (CUB), eliminando L’Etoile de Morne-à-l’Eau (GUD), RC Rivière-Pilote (MAR), Réveil-Sportif (MAR), Solidarité Scolaire (GUD), Aigle Rouge (HAI), Tempête (HAI), Juventus (ANT) Jong Colombia (ANT), Defence Force (TRI) e Trintoc (TRI).

Na decisão, os estreantes cubanos do Pinar del Río obtiveram um empate por 1×1 em casa, mas não resistiram ao bom time do Pumas na volta, comandado pelo goleiro-atacante-artilheiro Jorge Campos e pelo meia Manuel Negrete, sendo derrotado por 3×1 e vendo os felinos alcançarem seu terceiro título da Copa dos Campeões.

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