México

História – 2008 a 2012

2008/09

Campeão: Atlante (MEX)
Vice: Cruz Azul (MEX)
Artilheiro: Javier Orozco (Cruz Azul) – 7 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 24
Países estreantes: nenhum

O crescimento das ligas mexicana e estadunidense, a maior atratividade da vaga no Mundial de Clubes, entre outros fatores, motivaram a Concacaf a adequar seu calendário ao formato europeu e, com clara inspiração no maior torneio de interclubes do Velho Continente, relançou sua antiga Copa dos Campeões como Concacaf Champions League, ou CCL. O número de participantes cresceu para 24, com a adição da fase preliminar, da fase de grupos e de um mata-mata em ida e volta.

Logo na primeira edição da CCL, duas surpresas na fase preliminar: os norte-americanos New England Revolution e Chivas USA foram eliminados para Joe Public (TRI) e Tauro (PAN), o primeiro contando, inclusive com uma sonora goleada (4×0) em casa no jogo da volta.

Na fase de grupos, poucas surpresas, com os times mexicanos garantindo três das quatro lideranças nas chaves. A única exceção ficou por conta do grupo A, onde o Marathón (HON) desbancou Saprissa (CRC) e DC United (EUA), classificando-se junto com o Cruz Azul (MEX). Nos outros grupos, as lideranças ficaram com os times mexicanos e o segundo posto com times da MLS.

Dessa forma passaram Pumas (MEX), Houston Dynamo (EUA), Atlante (ME), Montreal (CAN), Santos (MEX) e Puerto Rico Islanders (PUR), deixando Luis Ángel Firpo (SLV), San Francisco (PAN), Olímpia (HON), Joe Public (TRI), Tauro (PAN) e Municipal (GUA) de fora.

O domínio azteca manteve-se nos playoffs, com Atlante e Santos superando Houston e Montreal, enquanto o Cruz Azul venceu o duelo caseiro contra o Pumas e avançou. O único intruso a alcançar a semi foi o time de Porto Rico, que eliminou o Marathón. A farra, entretanto, acabou na fase seguinte, quando o time caiu para o Cruz Azul. Na outra perna, o Atlante perdeu por 2×1 na partida de ida, mas deu o troco na volta (3×1), com um gol de pênalti de Rafael Márquez Lugo ao 49 minutos da segunda etapa.

Na decisão, após uma boa vitória por 2×0 na casa do adversário, o Atlante segurou o empate sem gols em casa e alcançou o bicampeonato continental, 26 anos depois do primeiro título.

2009/10

Campeão: Pachuca (MEX)
Vice: Cruz Azul (MEX)
Artilheiro: Ulises Mendivil (Pachuca) – 9 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 24
Países estreantes: nenhum

Na segunda edição do novo formato da CCL, novamente os clubes da MLS voltaram a decepcionar logo na fase preliminar. O New Yor Red Bulls caiu para o W Connection (TRI), enquanto o DC United suou para eliminar o Luis Ángel Firpo (SLV) nos pênaltis.

Na fase de grupos, os mexicanos sobraram de novo, garantindo o primeiro lugar de todos os grupos, com Pachuca (A), Toluca (B), Cruz Azul (C) e Pumas UNAM (D). Em segundo, passaram Árabe Unido (PAN), Marathón (HON), Columbus Crew (EUA) e Comunicaciones (GUA), desbancando favoritos como Houston Dynamo (EUA) e DC United (EUA).

O favoritismo azteca se confirmou, também, nas quartas, com Pachuca, Toluca, UNAM e Cruz Azul superando com facilidade Comunicaciones, Columbus, Marathón e Árabe Unido, respectivamente, e garantindo semifinais completamente caseiras.

Decidindo em casa, Cruz Azul e Pachuca superaram Pumas UNAM e Toluca. Na decisão, o Pachuca perdeu a primeira por 2×1, mas com um gol do paraguaio Édgar Benítez, de pênalti, já nos acréscimos do segundo tempo, garantiu uma vitória mínima e o tetracampeonato pela regra do gol marcado fora. Com a taça, os Tuzos, contando com jornada inspirada do artilheiro Ulises Mendivil, tornaram-se também o único clube a vencer a competição quatro vezes na mesma década.

2010/11

Campeão: Monterrey (MEX)
Vice: Real Salt Lake (EUA)
Artilheiro: Javier Orozco (Cruz Azul) – 11 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 24
Países estreantes: nenhum

Somente na terceira edição da CCL um time não mexicano alcançou a disputa da final, mas isso não significa que os aztecas não continuaram mandando no torneio, garantindo todos os seus clubes nos playoffs e alcançando mais um título continental.

Já na fase preliminar, o Puerto Rico Islanders surpreendeu o Los Angeles Galaxy (EUA), eliminando o time de Donovan com uma goleada por 4×1 na casa do adversário. Na fase grupos, Real Salt Lake (EUA), Cruz Azul (MEX), Santos (MEX), Columbus Crew (EUA), Monterrey (MEX), Saprissa (CRC), Olímpia (HON) e Toluca (MEX) ficaram com as vagas.

Nos playoffs, as chaves foram formadas com quatro mexicanos de um lado e os demais adversários do outro. No lado azteca, o Monterrey superou Toluca e Cruz Azul para alcançar sua primeira final, ao passo que o Real Salt Lake deixou Columbus Crew e Saprissa para trás para também chegar à final pela primeira vez.

Na decisão, com participação crucial do chileno Suazo, o Monterrey empatou em casa por 2×2 e garantiu a sua inédita taça com uma vitória simples e gol de “Chupete” Suazo, fazendo a festa na casa do adversário.

2011/12

Campeão: Monterrey (MEX)
Vice: Santos (MEX)
Artilheiro: Humberto Suazo (Monterrey) e Oribe Peralta (Santos) – 7 gols
Sede: não houve
Número de clubes: 24
Países estreantes: nenhum

Foi um campeonato de poucas surpresas, no qual os mexicanos voltaram a fazer uma final caseira e o Monterrey garantiu a renovação do título ao bater o Santos na decisão. O domínio dos clubes da MLS e liga mexicana ficou ainda mais evidente com apenas um time de outra liga (Isidro Metapán) alcançando os playoffs. Pelo quarto ano consecutivo, todos os times mexicanos avançaram para os playoffs.

Na fase de grupos, garantiram vaga Los Angeles Galaxy (EUA) e Morelia (MEX) no grupo A; Santos (MEX) e Isidro Metapán (SLV) na chave B; Pumas UNAM (MEX) e Toronto (CAN) no grupo C; e Monterrey (MEX) e Seattle Sounders (EUA) na chave D.

Nas oitavas, apenas um mexicano ficou pelo caminho, o Morelia, e somente por que teve pela frente um oponente doméstico: o Monterrey. UNAM e Santos passaram por Isidro e Seattle, enquanto o Toronto deixou o Galaxy para trás. Nas semis, os canadenses foram presas fáceis para o Santos, ao passo que o então campeão Monterrey também não teve tarefa complicada contra a UNAM.

Na decisão, o Monterrey venceu em casa por 2×0, com dois gols do artilheiro chileno Humberto Suazo, e mesmo perdendo fora, por 2×1, garantiu o bicampeonato continental, dando início à nova hegemonia azteca no cenário da Concacaf.

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