México

Guia do Clausura Mexicano – parte 1

Depois do aquecimento da Interliga, finalmente vai começar o Torneo Clausura 2008 no México. Apesar de pouco visto no Brasil, é o campeonato nacional mais rico das Américas e tem grande influência em todos os países da América espanhola, pois se tornou destino de muitos jogadores importantes de países sul e centro-americanos.

Desse modo, é importante saber o que acontece pelos gramados aztecas. Para facilitar o acompanhamento, segue abaixo a primeira parte da apresentação resumida da temporada. A divisão é por grupos. Nesta semana, o Grupo 1 e metade do Grupo 2. Na próxima, a outra metade do Grupo 2 e o Grupo 3.

GRUPO 1

Jaguares de Chiapas

Nome: Jaguares de Chiapas Fútbol Club (Tuxtla Gutiérrez)
Estádio: Victor Manuel Reyna (25.222 pessoas)
Principal jogador: Adolfo Bautista
Fique de olho: Itamar
Competição continental que disputa: nenhuma
Chegaram: Juan Pablo García (Tigres), Aarón Padilla (Atlas), Carlos Balcázar (Atlas), Christian Sánchez (Atlas), Josué Castillejos (Toluca), Daniel Hernández (Puebla), Itamar (Seongnam/CSU) e Rodolfo Espinoza (Necaxa)
Saíram: Omar Ortiz (Necaxa), Javier Cámpora (Puebla), Felipe Ayala (Puebla), Alejandro Corona (Veracruz), Eduardo Isella, Melvin Brown (Puebla) e Gilberto Mora (Puebla)
Técnico: René Isidoro García
Objetivo no Apertura: classificar para o mata-mata

A defesa foi a grande virtude da equipe no Apertura, o que significava que era preciso melhorar o ataque para ir mais longe. Assim, a diretoria do time contratou o brasileiro Itamar (ex-Palmeiras e São Paulo) e manteve Adolfo “Bofo” Bautista, um dos atacantes mais respeitados do México. O calor de Tuxtla Gutiérrez costuma ser um fator positivo, bem como o fanatismo da torcida de Chiapas. Ainda assim, é um time com cara de pelotão intermediário.

Pachuca

Nome: Pachuca Club de Fútbol
Estádio: Hidalgo (30.000 pessoas)
Principal jogador: Christian Giménez
Fique de olho: Hernán David Fernández
Competição internacional que disputa: Copa dos Campeões da Concacaf
Chegou: ninguém
Saiu: Rafael Márquez (Tecos)
Técnico: Enrique Meza
Objetivo no Apertura: título

A diretoria do Pachuca aposta que o segundo semestre pavoroso de 2007 foi algo passageiro. Confiando no trabalho que teve muito sucesso entre o início de 2006 e junho de 2007, os tuzos mantiveram o técnico Enrique Meza e praticamente não mexeram no elenco. O que significa que o futebol cadenciado de toque de bola e paciência deve ser mantido. Só que é preciso dar um pouco mais de agudez ofensiva – algo que faltou nos últimos meses e que ficou evidente na derrota para o Etoile du Sahel no Mundial de Clubes – e mais solidez defensiva.

Puebla

Nome: Puebla Fútbol Club
Estádio: Cuauhtémoc (42.684 pessoas)
Principal jogador: Walter Vílchez
Fique de olho: Javier Cámpora
Competição continental que disputa: nenhuma
Chegaram: Javier Cámpora (Jaguares), Felipe Ayala (Jaguares), Gilberto Mora (Jaguares), Nicolas Olivera (Atlas) e Melvin Brown (Jaguares)
Saíram: Mateo Fígoli (Danubio/URU), Jaime Duran (Morelia), Orlando Rincón (Tijuana), Juan Quiroga (Newell’s Old Boys/ARG), Daniel Hernández (Jaguares), Enrique Vizcarra (Durango) e Santiago Baños (aposentou-se)
Técnico: José Luis Sánchez Solá
Objetivo no Apertura: escapar do rebaixamento

Depois de um semestre de adaptação à elite, o Puebla não pode mais se dar ao luxo de se ver como o discreto caçula que está aprendendo a jogar entre os grandes. Com a pior média de pontos dos 18 participantes, os poblanos precisam ir bem para evitar o retorno prematuro à Segundona. Por isso, investiram pesado. E bem. Foram a Tuxtla Gutiérrez e fizeram compras no jaguares. De lá vieram reforços interessantes, como Cámpora e Ayala. Se mantiver a tranqüilidade, pode escapar.

Pumas de la Unam

Nome: Club Universidad Nacional
Estádio: Olímpico Universitário (75.000 pessoas)
Principal jogador: Esteban Solari
Fique de olho: Efraín Juárez
Competição continental que disputa: nenhuma
Chegaram: Efraín Juárez (Barcelona/ESP), Fernando Morales (Necaxa) e Marco Palacios (Veracruz)
Saiu: Héctor Moreno (AZ/HOL)
Técnico: Ricardo Ferretti
Objetivo no Apertura: título

Há razões para otimismo na Ciudad Universitaria. Mesmo sem granes nomes, as Pumas montaram uma equipe forte tecnicamente, sobretudo em seu poderio ofensivo e na capacidade de fazer bons resultados em casa. No Apertura, essas características foram fundamentais para a conquista do inesperado vice-campeonato. O time é quase o mesmo, mas tem a boa chegada de Efraín Juárez, revelação da seleção mexicana campeã mundial sub-17 de 2005 que estava encostado no Barcelona.

Tecos de la UAG

Nome: Club de Fútbol Tecolotes de la Universidad Autónoma de Guadalajara (Zapopan)
Estádio: Três de Marzo (22.988 pessoas)
Principal jogador: Sebastián González
Fique de olho: Marcelo Sosa
Competição continental que disputa: nenhuma
Chegaram: Jaime José Ordiales (técnico), Alonso Sandoval (Veracruz), Juan Carlos Valenzuela (Atlas), Marcelo Sosa (Nacional/URU), Sebastián González (Olimpo/ARG) e Rafael Márquez (Pachuca)
Saíram: César Luis Menotti (técnico), Rodrigo Ruiz (Veracruz), Emanuel Villa (Derby County/ING), Hugo Chávez (aposentou-se) e Walter López
Técnico: Jaime José Ordiales
Objetivo no Apertura: escapar do rebaixamento

Momento de apreensão em Zapopan, na região metropolitana de Guadalajara. Os Tecos estão ameaçados de rebaixamento pela média de pontos e, no papel, o time não dá motivos para se projetar uma campanha das melhores. A diretoria ainda teve a felicidade de conseguir trazer o atacante chileno Sebastián “Chamagol” González, que já passou pelo México com muito sucesso e traz expectativa de muitos gols. A manutenção do meia Droguett também deve ser saudada. No entanto, a contratação do uruguaio Sosa causou uma pequena crise interna. O técnico argentino César Luis Menotti reclamou de não ter sido consultado e acabou se demitindo dias antes da estréia na competição.

Toluca

Nome: Deportivo Toluca Fútbol Club
Estádio: Nemesio Díez (27.000 pessoas)
Principal jogador: Paulo da Silva
Fique de olho: Santiago Fernández
Competição continental que disputa: nenhuma
Chegaram: José Manuel Rivera (Jaguares), Santiago Fernández (América), Mario Méndez e Israel López (Cruz Azul)
Saíram: Josué Castillejos (Jaguares), Carlos Esquivel (Tigres) e Vicente Sánchez (Schalke 04/ALE)
Técnico: José Pekerman
Objetivo no Apertura: título

Rápido, bem entrosado com o meia Sinha e oportunista, o atacante uruguaio Vicente Sánchez era um dos jogadoers preferidos da torcida do Toluca. Por isso, sua venda ao Schalke 04 é bastante lamentada no Nemesio Díez, ainda que tenha sido inevitável. Resta aos que ficam conseguir compensar a ausência do atacante e manter o bom desempenho do Apertura. O time de José Pekerman não chamou muito a atenção, mas jogou com bastante consistência e poderia ter ido além das quartas-de-final. Mesmo com a saída de Sánchez, a expectativa de torcida e imprensa é que o time tenha desempenho similar.

GRUPO 2

América

Nome: Club de Fútbol América (Cidade do México)
Estádio: Azteca (114.600 pessoas)
Principal jogador: Guillermo Ochoa
Fique de olho: Sebastián Domínguez
Competição continental que disputa: Copa Libertadores da América
Chegaram: Sebastián “Sebá” Domínguez (Estudiantes/ARG) e Richard Núñez (Cruz Azul)
Saíram: Duílio Davino (Dallas FC/EUA), Ricardo Rojas (Colo-Colo/CHI), Lucas Castromán (Boca Juniors/ARG) e Santiago Fernández (Toluca)
Técnico: Daniel Brailovski
Objetivo no Apertura: título

O América é, talvez, o clube mais rico das Américas. Pelo menos em poder aquisitivo. Assim, seus elencos sempre são numerosos e a perda de algumas figuras importantes nem sempre têm efeito significativo. Menos mal para a torcida azulcrema, porque a saída de Davino, Rojas e Castromán seriam motivo de lamentações. Dos recém-chegados, Richard Núñez já tem experiência na Europa e pode ser interessante para dar suporte a Cabañas no ataque. O argentino Sebá Domínguez é conhecido dos brasileiros, pois teve passagem apagada pelo Corinthians. De resto, o elenco continua forte e poderia disputar o título do Clausura e da Libertadores. O uso do condicional se deve ao fato de as fases finais das duas competições coincidirem de época e o clube precisa definir qual será a prioridade. Em 2007, o América deixou claro que o Mexicano era mais importante.

Atlante

Nome: Club de Fútbol Atlante (Cancun)
Estádio: Olímpico Andrés Quintana Roo (20.000 pessoas)
Principal jogador: Federico Vilar
Fique de olho: Eric Obb Bina
Competição continental que disputa: Copa dos Campeões da Concacaf
Chegaram: Mariano Trujillo (Morelia), Eric Obb Bina (Karlshausen/ALE) e Fernando Navarro (Tacamachalco)
Saíram: José Joel González (Monterrey), Fernando López (Necaxa) e Alain Nkong (León)
Técnico: José Guadalupe Cruz
Objetivo no Apertura: chegar às semifinais

Pode um campeão manter a base e, mesmo assim, não ser um dos principais candidatos ao título no torneio seguinte? Bem, o Atlante mostra que pode. O título do Apertura teve enormes méritos, pois a equipe foi consistente desde as primeiras rodadas e confirmou o bom momento ao se impor no mata-mata. De qualquer modo, o elenco é discreto e ainda há a sensação de que tudo pode ter sido apenas uma fase feliz de um time empolgado com a casa nova (o clube acabara de se mudar da Cidade do México para Cancun). Para tornar a situação dos potros de hierro anda mais complicada, o time terá de se dividir com a Copa dos Campeões da Concacaf, torneio que tem ficado mais difícil nos últimos anos (afinal, os times da MLS melhoraram nos últimos anos e, com a criação do Mundial de Clubes, os mexicanos não podem mais se dar ao luxo de esnobar o torneio continental). A exigência sobre o elenco atlantista será maior e há dúvidas se o time tem condições de absorver tanto esforço.

Atlas

Nome: Club de Fútbol Atlas (Guadalajara)
Estádio: Jalisco (56.713 pessoas)
Principal jogador: Bruno Marioni
Fique de olho: Emmanuel Centurión
Competição continental que disputa: Copa Libertadores da América
Chegaram: Jorge Achucarro (Cerro Porteño), Gregório Torres (Cruz Azul), Miguel Ángel Brindisi (técnico), Emmanuel Centurión (Colón/ARG) e Jorge Bava (Libertad/PAR)
Saíram: Aarón Padilla (Jaguares), Carlos Balcázar (Jaguares), Christian Sánchez (Jaguares), Juan Carlos Valenzuela (Tecos), Antonio Pérez (León), Tomás Boy (técnico) e Hernán Encina (Colón/ARG)
Técnico: Miguel Ángel Brindisi
Objetivo no Apertura: chegar ao mata-mata

Depois de uma campanha pífia no Apertura, o Atlas mudou bastante. Contratou o técnico argentino Miguel Ángel Brindisi e tatou de reforçar o elenco. Chegaram os bons Bava (goleiro), Achucarro (volante) e Centurión (meia). Além disso, a sorte parece ter voltado para os rojinegros. Na Interliga, o time passou da primeira fase ao ganhar do Toluca no sorteio. Na decisão da vaga na Libertadores, os atlistas aproveitaram os contra-ataques para fazer 3 a 0 em um San Luis que era tecnicamente muito superior. Assim, o segundo time de Guadalajara está na Libertadoes. Resta saber se tem elenco para suportar a carga de jogos. A perspectiva não é tão boa.

REGULAMENTO

O Campeonato Mexicano é disputado em Apertura (segundo semestre) e Clausura (primeiro semestre do ano seguinte), dois torneios independentes e com campeões próprios. Em cada um dos campeonatos, os 18 times são divididos em três grupos de seis equipes, mas os jogos da primeira fase são de todos contra todos dentro e fora dos grupos em turno único.

Para a segunda fase, passam os dois melhores de cada grupo. As quatro equipes mais bem colocadas por índice técnico (independentemente dos grupos) vão para a repescagem, onde jogam duas partidas eliminatórias para definir os dois últimos quadrifinalistas. A partir daí, é mata-mata simples, em jogos de ida e volta.

O rebaixamento ocorre sempre após o Clausura e condena apenas uma equipe: a que tiver pior média de pontos nas últimas três temporadas. Antes de começar o Clausura, a situação do rebaixamento é a seguinte: 1) Pachuca – 1,7412; 2) América – 1,6941; 3) Cruz Azul – 1,6824; 4) Toluca – 1,5765; 5) Chivas – 1,5294; 6) Atlante – 1,4; 7) San Luis – 1,3412; 8) Jaguares – 1,3294; 9) Monterrey – 1,3294; 10) Pumas – 1,3059; 11) Morelia – 1,2824; 12) Santos – 1,2824; 13) Atlas – 1,2353; 14) Necaxa – 1,2235; 15) Tecos – 1,1882; 16) Tigres – 1,1294; 17) Veracruz – 1,0706; e 18) Puebla – 1.

Cúcuta perde financiador e afunda
Grande surpresa na Copa Libertadores de 2007, quando chegou às semifinais e quase eliminou o Boca Juniors (clique aqui), o Cúcuta vive um momento de grande incerteza. O clube colombiano vive uma grave crise financeira e, semanas antes de sua estréia na Libertadores 2008, vê o êxodo de sua base vitoriosa das últimas duas temporadas.

A razão é bastante simples de identificar. O Cúcuta nunca foi um grande time na Colômbia, mas recebeu investimentos pesados de Ramiro Suárez Corzo, empresário e prefeito de Cúcuta, e pôde reforçar o elenco e incrementar a infra-estrutura. Os motilones saíram da segunda divisão em 2005 e, no ano seguinte, foram campeões do Finalización.

Nunca é muito agradável ver o futebol ser usado de modo político, mas as coisas iam relativamente bem para o clube. O estádio General Santander foi ampliado para 42 mil torcedores e a esperança era que, em longo prazo, o Cúcuta entrasse definitivamente na lista de grandes clubes do país.

O problema é que não dá para pensar em longo prazo quando o comandante é alguém com a história de Ramiro Suárez. Entre junho de 2004 e março de 2005, o empresário esteve preso por suposto envolvimento com o grupo paramilitar Autodefensas Unidas de Colombia (só para entender, é uma milícia de extrema direita formada para combater as Farc, de esquerda. Tanto as Farc quanto os grupos paramilitares são considerados internacionalmente como organizações terroristas). Suárez foi liberado, por pouco tempo.

Em 2007, ex-membros do AUC afirmaram que o empresário era o mandante do assassinado de alguns opositores políticos, como Alfredo Enrique Flores, ex-assessor da prefeitura de Cúcuta. Em 9 de setembro, Suárez foi novamente preso. Ruim para o time de futebol, que viu a torneira financeira ser fechada.

Nos últimos meses, a falta de recursos começou a se manifestar. O clube parou de pagar salários e nem o dinheiro do seguro social (equivalente ao FGTS) era depositado. O time ainda fez uma campanha digna no Finalización e conquistou a vaga na Libertadores, mas era provável que haveria um desmanche na virada do ano.

A expectativa se confirmou. O técnico Jorge Luis Bernal já perdeu 11 jogadores entre o final de dezembro e o início de janeiro. Entre os que saíram estão o zagueiro Walter Moreno, da seleção colombiana (foi ao Atlético Nacional), e os meias Rueda e Del Castillo (ambos estão no Atlético Junior) e Bobadilla (foi ao Deportivo Táchira). Macnelly Torres, estrela da equipe, pode ser confirmado pelo Colo-Colo nos próximos dias.

Desse modo, dificilmente o Cúcuta representará um obstáculo perigoso na Libertadores. Bom para Santos e Chivas, que têm um favoritismo ainda mais acentuado na fase de grupos da competição.

CURTAS

ALTITUDE
– Mais um capítulo na novela da altitude. A Fifa definiu o que queria dizer com “haverá permissão sempre que houve possibilidade de ambientação”. Assim, jogos entre 2,5 mil e 2,75 mil m de altitude precisarão de três dias de ambientação para o visitante. Jogos entre 2,75 mil e 3 mil m de altitude exigirão uma semana. Mais de 3 mil são duas semanas. Isso praticamente inviabiliza jogos de eliminatórias em La Paz e Quito.

– De qualquer modo, a Conmebol informou que a restrição não vale para jogos entre clubes. Assim, Copa Libertadores e Copa Sul-Americana poderão ter jogos na altitude normalmente.

– Em 22 de janeiro, a Conmebol tem reunião que definirá mais detalhes sobre a questão de altitude. Assim, mais detalhes na próxima semana.

BOLIVIA
– Antes de começar o Apertura, a Bolívia acompanha as Copas AeroSur, torneios de pré-temporada mantidos por uma companhia aérea. A Copa AeroSur é disputada pelas principais equipes das maiores cidades do país: Bolívar, The Strongest, Oriente Petrolero, Blooming, Jorge Wilstermann e Aurora. A Copa AeroSur do Sul abrange o resto da primeira divisão e conta com San José, Real Potosí, Universitario de Sucre, La Paz, Real Mamoré e Guabirá.

– Dois clubes chamam muito a atenção: Bolívar e The Strongest. A dupla paceña investiu US$ 1,1 milhão cada uma em reforços e despontam como destaques deste início de ano.

CHILE
– Muita movimentação de mercado. O Colo-Colo renovou com o técnico Claudio Borghi e trouxe o defensor Ricardo Rojas, do América-MEX, e o meia-atacante Domingo Salcedo, ex-Racing-ARG e artilheiro da Libertadores pelo Cerro Porteño.

– A Universidad Católica levou a San Carlos de Apoquindo o brasileiro Aílton (rebaixado com o Corinthians em 2007) e o argentino Bottinelli (ex-Racing).

– O Audax Italiano vê mais gene sair do que chegar. Já deixaram La Florida o atacante Di Santo, o goleiro Peric e o argentino Scotti.Villanueva e Rieloff ainda não foram negociados, mas a pressão é forte para que isso ocorra.

– A Universidad de Chile vendeu o zagueiro Ponce ao Vélez Sársfield e trouxe Raúl Estevez, ex-Boca Juniors e Racing. O veterano atacante Marcelo Salas continua no clube, mas já prepara o futuro: comprou o Provincial Temuco, da terceira divisão, onde pretende implantar um projeto social.

– Aliás, Zamorano estuda a possibilidade de comprar o Transandino, também da terceira divisão. O motivo seria o mesmo: projeto social.

COLÔMBIA
– Morreu o dentista Benjamín Urrea Monsalve. Ex-sócio do América de Cáli, ele era contra a profissionalização da equipe em 1948 e, após ver sua idéia perder na reunião de diretoria, deixou o clube lançando uma maldição: o clube nunca seria campeão. Os escarlatas não conquistaram nenhum campeonato durante 31 anos.

– Quando o time levou seu primeiro campeonato colombiano, foi feito um ritual de exorcismo no campo para acabar com a “Maldição de Garabato” (garabato é “garrancho”, mas também era o apelido de Urrea). O América teve uma série de conquistas, mas, até hoje, os torcedores acham que o clube é amaldiçoado. Os quatro vices da Libertadores seriam sinal disso.

– O Millonarios contratou o meia argentino Diego Cochas, revelação do La Equidad no útimo Finalización. O meia Giovanni Hernández, ex-Colo-Colo, acertou com o Atlético Junior.

– Recém-aposentado, Aristizábal já demonstra interesse em se tornar técnico. O ex-atacante disse que pretende viajar ao Brasil e ter estágios com Vanderlei Luxemburgo e Carlos Alberto Parreira.

EQUADOR
– O meia Saritama, da seleção equatoriana, trocou o Alianza Lima pelo Deportivo Quito.

MÉXICO
– Jorge Vergara, presidente das Chivas de Guadalajara, está se estranhando com a Televisa. O dirigente ameaça vender todos os jogos de seu clube para a TV fechada como forma de ter mais valorização da maior empresa de comunicação do México (e uma das maiores do mundo). A Televisa é dona do América.

PARAGUAI
– O Cerro Porteño confirmou a permanência do meia Jorge Brítez, ex-Valladolid e Sporting-POR. O Sportivo Luqueño terá, em seu ataque, o argentino Gigena, ex-Ponte Preta. Sem clube, Nelson Cuevas está treinando no Libertad e, se não receber proposta, diz que defende os repolleros na Libertadores 2008.

PERU
– O veterano goleiro Óscar Ibáñez, 39 anos, retorna ao Universitário. A imprensa peruana dá como certo o acerto do veterano Maestri com o Juan Aurich, time de Chiclayo que retorna à elite em 2008. O Alianza Lima contratou o goleiro argentino Enrique Bologna, ex-Banfield.

TRINIDAD E TOBAGO
– A seleção de Trinidad e Tobago será treinada pelo colombiano Francisco Maturana.

URUGUAI
– Anunciada a Copa Ricard, principal torneio de pré-temporada no Uruguai. São seis clbues divididos em dois triangulares. Os melhores de cada chave fazem a final. Participarão: Grupo A: Nacional, Peñarol e Vaduz-LIE (isso mesmo, de Liechtenstein); Grupo B: Defensor Sporting, Olimpia-PAR e Saprissa-CRC.

– O Peñarol está com uma campanha de contratações muito interessante. Já levou Darío Rodríguez, Rubén Oliveira e Estoyanoff. Em breve a coluna dá mais detalhes.

VENEZUELA
– O Clausura começa neste fim-de-semana. O favorito é o Caracas, que contratou o meia peruano Juan Cominges, ex-Estudiantes-ARG, e está com um elenco renovado. Outro candidato forte é o Unión Maracaibo, que tem como nome mais extravagante o goleiro colombiano Henao.

– A federação venezuelana estabeleceu 1º de março como prazo para os clubes regularizarem a documentação de seus jogadores estrangeiros. Desse modo, todos poderão jogar até o final de fevereiro.

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Equipe Trivela

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