México

Guia do Apertura mexicano – parte 2

Veja a segunda parte do guia do Campeonato Mexicano. Nessa semana, os nove últimos times na ordem alfabética (Necaxa, Pachuca, Puebla, Pumas de la Unam, San Luis, Santos Laguna, Tecos de la UAG, Tigres de la UANL e Toluca), um grupo que não impressiona muito pelos nomes, mas tem dois dos semifinalistas e o campeão do Clausura, além do atual bicampeão da Concacaf.

Para ver a primeira, com a outra metade dos times (na qual estão os grandes Chivas, América e Cruz Azul) e o regulamento resumido, clique aqui.

Necaxa (Grupo 3)

Estádio: Victoria (25.000 lugares)
Principal jogador: Gerardo Galindo (meia)
Fique de olho: Marvin de la Cruz (meia)
Competição continental que disputa: nenhuma
Time-base: Ortíz; Miguel Acosta, Fernando López, Quatrocchi e Mario Pérez; De la Cruz, Galindo, Jesús Palacios e Luis Francisco García; Rodallega e Gaitán (Biscayzacú)
Técnico: Salvador Reyes
Objetivo na temporada: chegar nas quartas-de-final

O Necaxa não tem pinta de candidato a titulo, mas conta com um time bem montado e pode surpreender. A força está no ataque, em que Rodallega, Aldo de Nigris, Gaitán e Biscayzacú formam um quarteto interessante. Em teoria, dois têm de ficar no banco, mas não seria de se descartar a possibilidade de o técnico Salvador Reyes experimentar uma formação que usasse três atacantes. Apesar desse enfoque ofensivo, o resto do time não compromete. O meio-cmapo não é brilhante, mas tem estrutura. E a defesa conta com a liderança de Quatrocchi e a experiência de Acosta para dar equilíbrio à equipe. Mesmo sem tantos investimentos, o Necaxa tem condições de aparecer entre os grandes na reta final.

Pachuca (Grupo 1)

Estádio: Hidalgo (30.000 lugares)
Principal jogador: Bruno Marioni (atacante)
Fique de olho: Gerardo Rodríguez (meia)
Competição continental que disputa: Superliga
Time-base: Calero; Aguilar, Manzur, Leobardo Pérez e Pinto; Jaime Correa, Gerardo Rodríguez, Damián Álvarez e Gabriel Caballero; Marioni e Christian Correa
Técnico: Enrique Meza
Objetivo na temporada: montar o time e não passar sustos

Atual bicampeão da Concacaf e já com vaga assegurada no Mundial de Clubes, o Pachuca não tem no Apertura uma total prioridade neste semestre. Ainda assim, a equipe tem recursos para fazer uma boa campanha e, considerando que remontar um grupo renovado é importante para ser competitivo no Japão, dá para se esperar um bom papel dos tuzos. O elenco perdeu Chitiva, Cacho e Rey, mas trouxe Marioni, Cárdenas e Christian Correa para compensar. Talvez haja uma queda de rendimento, mas a defesa não mudou e a partir dela pode-se montar uma nova equipe. Alerta: o elenco é muito reduzido e pode haver problemas de desgaste no decorrer da competição.

Puebla (Grupo 1)

Estádio: Cuauhtémoc (42.648 lugares)
Principal jogador: Fabiano (volante)
Fique de olho: Pablo Aja (meia)
Competição continental que disputa: nenhuma
Time-base: Villalpando; Vílchez, Serafín, Joaquín Velázquez e Briceño; Fabiano, Ostersen, Aja e Álvaro Fernández; Álvaro González e Horacio Peralta
Técnico: José Luis Sánchez Solá
Objetivo na temporada: ir à repescagem

Depois de uma temporada inteira beirando a zona de rebaixamento, o Puebla aparece com perspectivas de um ano um pouco mais tranqüilo. Para isso, manteve o técnico Sánchez Solá e o bom goleiro Villalpando e contratou vários reforços acessíveis. Chegaram reforços interessantes para um time se manter no pelotão intermediário, como o volante brasileiro Fabiano (ex-São Paulo e Santos), o defensor Omar Briceño e o atacante uruguaio Peralta (ex-Flamengo). Não é uma equipe espetacular, mas, se manter o espírito aguerrido da temporada passada, pode dar algum trabalho.

Pumas de la Unam (Grupo 2)

Estádio: Olímpico Universitario (66.000 lugares)
Principal jogador: Sergio Bernal (goleiro)
Fique de olho: Efraín Velarde (lateral-direito)
Competição continental que disputa: nenhuma
Time-base: Bernal; Velarde, Marco Antonio Palacios, Darío Verón e Israel Castro; Juárez, Augusto, Fernando Morales e Iñiguez; Dante López e Cacho
Técnico: Ricardo Ferretti
Objetivo na temporada: título

As Pumas não impressionam tanto por contratações bombásticas, mas uma avaliação do elenco evidencia a força dos universitários. O time tem um bom goleiro, uma defesa confiável, uma dupla de ataque nova, que pode ser das melhores do futebol mexicano se encontrar o entrosamento ideal, e um técnico que conhece a fundo as particularidades do clube. Só falta um pouco de consistência no meio-campo, o que pode ser crucial em uma chave tão complicada (que já tem América, Cruz Azul e Chivas). Ainda assim, o time da Unam tem condições de pensar no título. Para isso, basta encaixar uma boa fase de seus principais jogadores e soltar seu futebol.

San Luis (Grupo 3)

Estádio: Alfonso Lastras Ramírez (35.000 lugares)
Principal jogador: Tressor Moreno (atacante)
Fique de olho: Rodolfo Salinas (atacante)
Competição continental que disputa: Copa Sul-Americana
Time-base: Adrián Martínez; Cervantes, Mascorro, Alfredo González e Israel Martinez; Olmedo, Coudet, Luna e Ignácio Torres; Tressor Moreno e Salinas
Técnico: Raúl Arias
Objetivo na temporada: chegar às semifinais

Entre os times pequenos, o San Luis é um dos que mais merecem atenção. O time de Raúl Arias é muito consistente, sobretudo pelo bom futebol apresentado do meio de campo para a frente. Coudet e Luna formam uma dupla sólida no meio, dando capacidade de articulação para um ataque que tem o inteligente colombiano Tressor Moreno. Foi com essa estrutura que o time foi semifinalista do Clausura 2008. Dá para repetir o desempenho no Apertura, mas ficam duas dúvidas: se a defesa não comprometerá e se Salinas compensará a saída do artilheiro Alfredo Moreno.

Santos Laguna (Grupo 1)

Estádio: Corona (16.000 lugares)
Principal jogador: Daniel Ludueña (meia)
Fique de olho: Osmar Mares (defensor)
Competição continental que disputa: Superliga
Time-base: Oswaldo Sánchez; Estrada, Fernando Ortíz, Rafael Figueroa e Edgar Castillo; Juan Pablo Rodríguez, Francisco Arce, Walter Jiménez e Ludueña; Christian Benítez e Vuoso
Técnico: Daniel Guzmán
Objetivo na temporada: título

O atual campeão mexicano praticamente não mexeu em sua base. Só isso já deixa evidente como o Santos Laguna chega ao Apertura com uma equipe competitiva, entrosada, confiante e ambiciosa. A solidez do meio-campo é a marca desse time, sobretudo pelo excelente trio Arce, Jiménez e Ludueña. O ataque também é muito interessante, com o forte Vuoso e o rápido Benítez, dois jogadores que sabem finalizar. Na defesa, o goleiro Sánchez e os laterais Estrada e Castillo são as referências.

Tecos de la UAG (Grupo 2)

Estádio: Tres de Marzo (25.000 lugares)
Principal jogador: José de Jesús Corona (goleiro)
Fique de olho: Juan Carlos Valenzuela (zagueiro)
Competição continental que disputa:
Time-base: Corona; Partida, Valenzuela, Brown, Adrián Cortés; Joel Sánchez, Sandoval, Zamogilny e Arnhold Rivas; Robert e Rodrigo Ruiz
Técnico: José Luis Trejo
Objetivo na temporada: ficar longe do rebaixamento

Os Tecos continuam fiel à sua política: juntar jogadores jovens com veteranos em mau momento. É o que se pode fazer com um clube pequeno e sem muita torcida. De qualquer modo, isso tem sido o suficiente para manter o time na primeira divisão. Para o Apertura, a estratégia não será diferente. O problema é que o clube perdeu seus dois principais jogadores (o artilheiro chileno Sebastián “Chamagol” González e o meia Hugo Droguett). Com isso, terá de contar com a experiência de Corona, Brown, Joel Sánchez e o brasileiro Robert (ex-São Caetano e Botafogo-SP) para compensar a falta de recursos na luta para sair as últimas posições na média de pontos das últimas temporadas.

Tigres de la UANL (Grupo 3)

Estádio: Universitario (43.000 lugares)
Principal jogador: Blas Pérez (atacante)
Fique de olho: Jesús Molina (lateral-esquerdo)
Competição continental que disputa: nenhuma
Time-base: Óscar Pérez; Diego Martínez, Pedro Benítez, Rivas e Molina; Ayala, Sancho e Marino; Blas Pérez, Kikín Fonseca e Jonathan de León
Técnico: Manuel Lapuente
Objetivo na temporada: chegar ao mata-mata

Óscar e Blas Pérez, Kikín Fonseca e Manuel Lapuente. Os Tigres têm nomes de peso e passam a sensação de que podem brigar pelo título. Em teoria, até é verdade. No entanto, as más campanhas nas duas últimas temporadas deixaram o time em sério risco de rebaixamento. Com isso, a prioridade não será o topo da tabela, mas a parte de baixo. Esse perigo pode pautar o comportamento de um clube tradicionalmente temperamental, com crises cíclicas e dificuldade de fazer um trabalho com tranqüilidade. Se o time regiomontano conseguir deixar o trauma de lado, poderá fazer um bom papel no Apertura. No papel, elenco não falta.

Toluca (Grupo 3)

Estádio: Nemesio Díez (27.000 lugares)
Principal jogador: Paulo da Silva (zagueiro)
Fique de olho: Miguel Almazán (lateral-esquerdo)
Competição continental que disputa: Superliga
Time-base: Cristante; Mario Méndez, Da Silva, Dueñas e Almazán; Miguel de la Torre, Martín Romagnoli, Ponce e Sinha; Esquivel e Mancilla
Técnico: José Manuel de la Torre
Objetivo na temporada: chegar às quartas-de-final

Aos poucos, o Toluca vai desestruturando o time que conquistou quatro Campeonatos Mexicanos nos últimos dez anos. Da base que chegava em todo campeonato para brigar pelo título sobrou Cristiante, Paulo da Silva, Ponce e Sinha. De resto, sobrou um time com algumas promessas, mas que não dão o poder de decisão (sobretudo nos mata-mata) como a geração anterior. Isso ficou ainda mais marcado pelos resultados da última temporada, em que o técnico argentino José Pekerman foi contratado para iniciar um processo de renovação, mas não conseguiu continuá-lo para o Apertura 2008. Desse modo, os diablos devem ter um papel entre pelotão intermediário e o grupo que lutará pela ponta.

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