México

Guia das oitavas da Libertadores

Não foi assim tão fácil quanto se esperava. Mas os brasileiros seguem na competição e, de certa forma, conseguiram confirmar a expectativa de que a Libertadores pode mesmo ser decidida entre eles neste ano. Ao contrário do que chegou a ser comentado, uma final caseira é, sim, possível. O colega Leonardo Bertozzi esclareceu o assunto no blog. De qualquer modo, ainda é cedo para se ventilar essa possibilidade. Na próxima terça-feira, começam as oitavas de final. Veja abaixo um guia dos confrontos e dê o seu palpite.

Corinthians x Flamengo

Mano Menezes está no Corinthians desde janeiro de 2008. É o único entre os dois estados envolvidos no jogo com mais de um ano no cargo. Neste mesmo período, cinco treinadores passaram pelo Flamengo. A partir daí, pode-se ter uma ideia da situação do clube carioca, que, nesta semana, demitiu mais um técnico e também o seu diretor. A equipe só se classificou graças a uma combinação de resultados. A crise está instalada na Gávea. Não se pode, no entanto, ignorar também o que se passa no Parque São Jorge. O Corinthians teve a melhor campanha da primeira fase, mas não tem atuado bem e está longe de ser uma calmaria. Nos bastidores, existe a cobrança por uma boa atuação de Ronaldo. Ainda devendo neste ano, o atacante já foi até vaiado pela torcida. Precisará dar uma resposta no confronto.

São Paulo x Universitario

O São Paulo não era o adversário predileto. O próprio Universitario admite que preferiria enfrentar o Corinthians. Mas se é assim que tem que ser, tudo bem. Esse é o espírito da equipe, que sonha alto e deseja chegar ainda mais longe. Ainda invictos na competição, os cremas atravessam um momento conturbado fora de campo, com a proximidade das eleições presidenciais. Nas quatro linhas, o experiente Nolberto Solano faz falta. Contratado com a missão de substituí-lo, “Cachito” Ramírez tem decepcionado. O centroavante Gianfranco Labarthe é outro que está devendo. Melhor para o São Paulo, que tenta convencer nesta temporada e terá um adversário acessível pela frente. Ainda assim, é recomendável atenção. O Universitario costuma se sair bem fora de casa, atuando sem pressão.

Estudiantes x San Luis

O Estudiantes é favorito, claro. Mas não se pode cravar a sua passagem depois do desempenho pouco consistente que apresentou na fase de grupos e que chegou a colocar a sua sobrevivência sob risco. O San Luis tem tudo para ser uma presa fácil, ainda assim. A equipe briga contra um jejum de dois meses sem vitórias, não pode mais se classificar no Campeonato Mexicano e vê na Libertadores a chance de salvar a sua temporada. Dificilmente, conseguirá consumar seu plano. Falta talento. O argentino Alfredo Moreno é o principal jogador do time. Não deverá fazer frente a Juan Sebastián Verón e companhia, ainda que cause preocupação o fato de os Pinchas estarem envolvidos também na luta pelo Torneio Clausura local.

Vélez x Chivas Guadalajara

A exemplo de seu compatriota, o Chivas deverá fazer apenas uma participação especial na Libertadores. Nada leva a crer que a equipe, a despeito de sua tradição, conseguirá fazer mais do que dois jogos nesta edição do torneio. O seu próprio treinador, José Luis Real, admite que não tem suficiente profundidade no elenco para conciliar a competição com o Campeonato Mexicano. Na liderança em seu país, o Chivas parte com 11 baixas para o confronto com o Vélez. Deverá ser obrigado a escalar um time misto. O clube de Liniers nada tem a ver com isso, claro. É o representante argentino que mais convenceu até aqui e, em seu país, briga apenas por um lugar na Sul-Americana. Ou seja, não será por falta de foco que será surpreendido pelo Rebaño Sagrado.

Libertad x Once Caldas

O futebol não é mais o mesmo, mas a sorte continua caminhando com a equipe. O Libertad perdeu força. Ainda se apóia em remanescentes de outras campanhas como Rodolfo Gamarra, Sergio Aquino, Omar Pouso e Pedro Sarabia. Não parecem ser mais suficientes, no entanto. A sua classificação pode ser mais creditada à fragilidade de seu grupo, o mais insosso da fase anterior, do que a qualidade de seu elenco. Não seria surpresa, ainda assim, se o clube conseguisse superar o Once Caldas nas oitavas de final. O time colombiano é imprevisível. Tem um estilo agressivo, se lança com tudo ao ataque e deixa aberta a sua defesa. Pode ser fatal diante de um adversário que faz da eficiência a sua arma.

Inter x Banfield

O Inter fez o seu melhor jogo até aqui em sua despedida da fase de grupos. Pode ser um indício de que a equipe finalmente se encontrou. Ao longo do semestre, o técnico Jorge Fossati, que ainda não conseguiu conquistar a torcida colorada, se mostrou indeciso sobre a melhor forma de atuar. A princípio, sinalizava com uma formação com três zagueiros, mas deve se render mesmo a uma linha com quatro. Mais à frente, o ataque preocupa. As esperanças recaem sobre Walter. Outro que precisa aparecer é D’Alessandro. Não há mais espaço para testes e Fossati tem consciência disso. O Banfield não conserva o poder de fogo da última temporada, é verdade. Perdeu Santiago Silva para o Vélez. Não faz mal. O trio Erviti, Rodríguez e Fernández pode dar conta do recado. O Inter precisará vigiá-los de perto. Promessa de confronto equilibrado.

Nacional x Cruzeiro

O Nacional não é mais o mesmo que o Cruzeiro goleou num torneio amistoso, no início de 2009. Somente três peças daquele time continuam. A base da equipe é hoje formada por uma mescla interessante. A veteranos como Alejandro Lembo, Gianni Guigou e Mario Regueiro se somam em campo promessas como Sebastián Coates, Mauricio Pereyra e Santiago García. É uma combinação que promete trazer problemas ao clube mineiro. Não seria exagero colocar os uruguaios como a principal ameaça a uma briga entre brasileiros. A Raposa terá de se cuidar. A eliminação para o Ipatinga, no estadual, deixou um clima tenso e pode repercutir na Libertadores. O bom momento de Thiago Ribeiro é uma das armas da equipe.

Universidad de Chile x Alianza Lima

O técnico Gustavo Costas atingiu o seu objetivo. Classificar o Alianza para as oitavas de final? Sim, também. Mais importante ainda, afirmam os peruanos, construiu uma equipe que não mantém a mesma dependência de outrora em relação ao colombiano Johnnier Montaño. Claramente fora de forma, o meia não tem mais espaço cativo no meio-de-campo aliancista e foi obrigado a acompanhar o surgimento tardio de Wilmer Aguirre. Com 26 anos, o atacante, que faz da velocidade a sua principal arma, brilhou na fase de grupos ao marcar três gols na goleada sobre o Estudiantes. A expectativa é de um confronto parelho com a Universidad de Chile. Em boa fase, Walter Montillo é uma das armas transandinas.

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Equipe Trivela

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