Ex-presidente da Concacaf entregou até a aliança para cobrir a fiança do Fifagate

Ex-presidente da Concacaf, Jeffrey Webb está entre os detidos pelo FBI na operação deflagrada contra a Fifa no fim de maio. Mas, após ser extraditado da Suíça para os Estados Unidos, não aguentou permanecer dois meses na prisão. E precisou pagar caro para sair de lá. O dirigente nascido nas Ilhas Cayman precisou pagar uma fiança de US$ 10 milhões, declarando-se inocente sobre as acusações de corrupção na entidade internacional. Para tanto, abriu mão de vários bens para conseguir se ver livre (momentaneamente) das grades.
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Segundo relatório divulgado nesta segunda, Webb cobriu o valor da fiança com seus bens pessoais. Entre as propriedades que o cartola repassou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, estão 10 imóveis. Também deu carros (incluindo uma Ferrari 2015, uma Range Rover 2014 e uma Mercedes 2003), 11 relógios de luxo e também joias – que incluem até mesmo as alianças de diamantes do casamento com sua esposa. Também permitiu o acesso a uma conta em nome da mulher com US$ 400 mil depositados.
Além de cobrir a fiança, o dirigente é obrigado a não viver a mais de 20 milhas de distância do Estado de Nova York e a usar um equipamento magnético que permita sua localização. Webb e sua esposa entregaram o passaporte ao judiciário, para evitar que uma hipotética fuga aconteça.
Jeffrey Webb é acusado de receber parte dos US$ 110 milhões em propinas pagos para a realização da Copa América do Centenário em 2016, assim como de entrar no esquema de venda de sedes da Copa do Mundo organizado dentro da Fifa. Mesmo nas Ilhas Cayman, o dirigente leva dois processos por fraude e outro por abuso de autoridade.



