Enfim, o México terá sua primeira competição profissional de futebol feminino
No ranking Fifa de futebol feminino, o México aparece em 27º lugar. Tem dois anos que as latinas da América do Norte se vêem despencando nas posições, além de terem rendimentos piores em competições internacionais a cada primavera que se passa. Pensando no histórico e momento ruins da modalidade no país, o presidente da Liga Mexicana, Enrique Bonilla, resolveu, junto com a Federação Mexicana, dar um passo importante rumo ao desenvolvimento do futebol praticado por mulheres no país. Esta semana, foi anunciado que o México enfim terá seu primeiro campeonato profissional de futebol feminino.
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Em setembro do próximo ano, as mexicanas finalmente terão oportunidades dignas no mundo da bola. Segundo comunicou Bonilla, os clubes que participarão da Liga Mexicana de futebol feminino terão que inscrever 21 jogadoras, das quais duas devem ser goleiras. A categoria do torneio será de atletas até 23 anos, mas o regulamento permite que duas das 21 jogadoras tenham qualquer idade. Além disso, quatro delas terão que ser menores de 17 anos. A princípio, a ideia é que a liga seja composta apenas por garotas nascidas no México. As que têm nacionalidade mexicana ou são estadunidenses poderão até ser inscritas, mas se estiverem dentro das burocracias estipuladas pela Fifa.
De acordo com o presidente da Liga Mexicana, a iniciativa partiu da Federação Mexicana, que, com ela, pretende descobrir novos talentos no cenário da modalidade. Talentos estes que possam fortalecer as diferentes categorias da seleção mexicana feminina. Este ano, as mexicanas participaram da Copa do Mundo de Futebol Feminino sub-20. Chegaram às quartas de final, mas perderam para a Venezuela por 2 a 1. Ainda assim, tiveram até que uma boa performance. Mas muita, muita coisa mesmo precisa mudar para melhor para que a modalidade vá para frente. Afinal, em sete edições de Copa do Mundo e seis de Jogos Olímpicos, o máximo que conseguiram foi o 16º lugar no primeiro torneio, em 1999.
Como no México só existem ligas amadoras de futebol feminino, as jogadoras se viam obrigadas a migrar para outros países para jogar profissionalmente, como Estados Unidos e algumas nações europeias. Agora, em tese terão mais recursos para crescerem como profissionais e, com isso, fazerem a modalidade crescer junto. Embora a criação da liga profissional feminina possa parecer uma iniciativa muito atrasada em relação a nós aqui do Brasil, é importante lembrar que também custou para que mulheres jogassem a nível nacional sem ser no futebol amador. A Copa do Brasil da modalidade foi criada em 2007, mas o Campeonato Brasileiro só surgiu há três anos.



