México

Empolgou no começo. Agora complicou

 O Chile, nos dois primeiros jogos da Copa do Mundo, encantou pelo belo futebol. Contra Honduras e Suíça os chilenos jogaram no ataque, fizeram grandes jogadas e foram escalados com um time leve e habilidoso. Os placares, porém, não corroboraram com o futebol demonstrado, e as duas vitórias por 1 a 0 mostraram-se pequenas demais para sonhar com o primeiro lugar do Grupo H. Por isso a derrota por 2 a 1 para a Espanha selou as chances da equipe na competição.

Nas oitavas de final, o Chile enfrenta o Brasil. Pode ganhar? Obviamente que sim, afinal, futebol é um esporte. Só que, na prática e na teoria, a Seleção Brasileira possui o maior favoritismo contra um adversário nesta fase.

O histórico de confrontos entre as duas equipes já dá mostras sobre o domínio brasileiro. São 65 partidas, com 46 vitórias, 12 empates e apenas 7 derrotas. O último triunfo chileno aconteceu em agosto de 2000: 3 a 0 pelas eliminatórias do Mundial de 2002 – com gols de Iván Zamorano e Marcelo Salas. Ou seja, sob o comando de Dunga o Brasil nunca perdeu para o Chile.

Na prática, os chilenos estão muito acostumados a enfrentar os brasileiros. Por isso é de se imaginar que Marcelo Bielsa vá alterar, ao menos um pouco, esse estilo ofensivo do time. Está claro para todos que o desnível entre a defesa e o ataque do time é o maior ponto fraco dos chilenos. Enquanto o sistema ofensivo tem muito talento (apesar da falta de um centroavante que consiga transformar as chances criadas em gols), o defensivo carece de jogadores com maior qualidade.

Para piorar a situação, El Loco Bielsa tem três desfalques para o confronto: os zagueiros Waldo Ponce e Gary Medel estão suspensos com dois cartões amarelos, enquanto o meia Marco Estrada foi expulso contra os espanhóis. Por outro lado, tem os retornos dos meias Carlos Carmona e Matías Fernández – este último volta no lugar justamente de Estrada, que o substituiu.

Para vencer o Brasil, a equipe chilena terá que superar suas capacidades e também a história. Para isso, terá que marcar muito melhor e contar com o talento individual de jogadores como Matías Fernández, Jorge Valdívia e Alexis Sánchez para ter alguma esperança.

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Equipe Trivela

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