México

Duas viradas e três gols no fim: México 4×4 Trinidad e Tobago, o jogo mais louco da Copa Ouro

A princípio, não era um jogo que prometia ser dos mais interessantes. México e Trinidad e Tobago já estavam classificados para os mata-matas da Copa Ouro. Duelavam para definir o líder da chave, quem escaparia da Costa Rica nas quartas de final. E, por mais que já tivessem empatado com a Guatemala, os mexicanos sustentavam um retrospecto de sempre terem vencido os caribenhos na história da competição. Mas não desta vez. O que parecia uma vitória fácil de El Tri, se transformou em uma vergonha. Depois, em virada heroica. E, por fim, em empate insano dos trinitinos, que foram buscar o 4 a 4 com um gol aos 48 do segundo tempo.

O México exerceu o seu domínio entre o primeiro tempo e o início do segundo. Paul Aguilar e Carlos Vela abriram vantagem para equipe em Charlotte. Só que os 2 a 0 no placar acomodaram demais El Tri. E, em 11 minutos, Trinidad e Tobago buscou uma virada que parecia impensável. Keron Cummings balançou as redes duas vezes, enquanto Kenwyne Jones complementou os 3 a 2 aos 22, que colocavam os mexicanos sob uma enorme reação.

O time de Miguel Herrera, porém, possui talentos inegáveis. Guardado arrancou o empate em um chutaço aos 43. E um infortúnio ia fazendo de Jones o vilão, com um gol contra do centroavante aos 45. Os trinitinos, no entanto, demonstraram uma raça enorme. E não jogaram a toalha. No terceiro minuto dos acréscimos, sob uma chuva de objetos atirados pela torcida mexicana, a cobrança de escanteio saiu. Para encontrar a cabeça de Yohance Marshall, estufando as redes de Guillermo Ochoa. Na comemoração, até parecia que os caribenhos haviam conquistado o campeonato.

Agora, o México terá que se virar contra a Costa Rica, enquanto Trinidad e Tobago tem vida mais fácil (mas nem tanto) contra o Panamá. Se ambos avançarem, se enfrentam de novo nas semifinais. Quem sabe, para fazer outro jogo tão insano quanto, e valendo bem mais.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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