México

Crise de valores

No dia 7 de setembro, o México comemorou seu bicentenário vencendo a seleção colombiana em Monterrey por 1 a 0, gol de Elias Hernandez, meia ofensivo do Monarcas Morelia. Mas a festa foi dura para 13 jogadores da seleção. Quatorze dias depois, Nestor De La Torre, chefe de comissão de seleções da Federação Mexicana de Futebol, veio a público afirmar que Carlos Vela, do Arsenal, e Efrain Juarez, do Celtic, seriam suspensos da Tricolor por 6 meses e multados em aproximadamente 4 mil dólares, enquanto outros onze jogadores receberiam multas.

Segundo De La Torre, os treze jogadores teriam infringido regras de conduta estabelecidas pela FMF em uma festa realizada em Monterrey após o amistoso. A festa contou com a presença desses treze jogadores, algumas prostitutas e até um travesti, que alega ter realizado atos sexuais com o defensor Carlos Salcido, fato que foi noticiado no final da última semana. As punições foram diferentes porque Vela e Juarez teriam infringido quatro regras, enquanto os outros jogadores infringiram só duas.

Os treze jogadores envolvidos no caso são Carlos Vela, Efrain Juarez, Francisco Javier Rodriguez, Carlos Salcido, Andres Guardado, Gerardo Torrado, Pablo Barrera, Giovani dos Santos, Javier ‘Chicharito’ Hernandez, Guillermo Ochoa, Enrique Esqueda, Hector Moreno e o capitão da seleção, Rafael Marquez. Os mesmos, revoltados com as sanções, juntaram-se no dia posterior ao anúncio e escreveram uma carta que veio a público recentemente.

Na carta feita pelos 13 jogadores, eles pedem que não sejam convocados mais para qualquer tipo de partida disputada pela seleção até que as condutas e as ideologias dos executivos da federação sejam revistas. Em outra parte do documento, os atletas reclamam que o código interno de confiabilidade não foi respeitado, destacando que há algum tempo “a roupa suja não tem sido lavada em casa”.

Enquanto os jogadores reclamavam, Jorge Vergara, dono do Chivas Guadalajara, apoiou a decisão tomada por De La Torre e criticou os atletas pela falta de profissionalismo e afirmou que isso pede que eles mudem suas atitudes. Na declaração, Vergara ainda disse estar triste pelo fato de que nenhum dos jogadores que redigiram a carta a assinou. Pra ele, se os jogadores demandam algo por aquele documento, deveriam ter colocado seus nomes após o fim dela.

Como não dá pra saber exatamente naquela festa após a comemoração do bicentenário, não dá pra tomar partido de nenhum dos dois lados. Da mesma forma que os jogadores poderiam ter sido mais profissionais, a federação poderia ter tentado resolver a situação internamente. O que nos resta é esperar para ver o desenrolar a situação.

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Equipe Trivela

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