Congresso paraguaio condena ato xenófobo de torcida argentina

O Congresso paraguaio condenou publicamente o ato xenófobo da torcida do Independiente em jogo contra o Boca Juniors, pelo Torneio Clausura do Campeonato Argentino. Torcedores da equipe de Avellaneda agitaram bandeiras do Paraguai e da Bolívia com o número 12, alusivo à principal torcida organizada boquense, com o objetivo de insultar os rivais.
“Queremos manifestar nosso total e profundo repúdio a este ato discriminatório contra paraguaios e bolivianos por um grupo de delinquentes, de fascistas”, declarou o deputado Víctor Ríos, do Partido Liberal, que sugeriu a moção de repúdio aprovada nesta quinta-feira.
O Independiente já pediu desculpas pelo comportamento da torcida, mas o Instituto Argentino contra Discriminação e Xenofobia pediu punições severas para o clube por parte da federação argentina (AFA). O governo boliviano também se manifestou contra o ato.
O presidente da federação paraguaia, Juan Ángel Napout, preferiu minimizar o incidente e citou um ídolo histórico do Independiente, o paraguaio Arsenio Erico, para se justificar: “Creio que uns poucos não representem a maioria, e penso que o grande povo do Independiente, tendo Erico como um de seus ídolos e tantos outros paraguaios que representaram o clube, não pensa desta forma”.
Erico defendeu o Independiente entre 1934 e 1947 e marcou um total de 293 gols.



