México

Com Kaká, Brasil encara Peru no Beira-Rio

Após uma partida angustiante e de um placar injusto – para os donos da casa – o Brasil volta em campo nesta quarta-feira, desta vez no Beira-Rio, para encarar o lanterna da tabela, o Peru. O empate em Quito, que derrubou o Brasil de segundo, para quarto colocado, não agradou a ninguém, nem aos equatorianos, que dominaram completamente a partida e mereciam ter acertado algumas das muitas chances de gol desperdiçadas, nem aos brasileiros, que saíram de campo com a certeza de que não jogaram o futebol condizente com seu nível.

As expectativas para o jogo são bem mais otimistas: além de jogar em casa, a seleção de Dunga também conta com a fraqueza do adversário, último colocado na tabela, com apenas uma vitória, quatro empates, e seis derrotas.

O meio-campo também promete resolver as falhas na armação que afetaram o desempenho, pois Kaká está recuperado e deve estar entre os titulares, e o meia-atacante tem características de impor velocidade e promover contra-ataques, coisa que claramente faltou ao Brasil no domingo.

Porém, a escalação de Dunga ainda não foi definida. Kaká deve entrar no lugar de Ronaldinho Gaúcho, que teve uma atuação apagada na altitude de Quito, e pode ver a partida em sua terra, do banco. O esquema tático deve ser o mesmo, quatro defensores, sem Maicon, e dois atacantes, sendo o meio-campo ainda incerto, com Júlio César – salvador dos brasileiros no Equador – no gol.

Um possível desfalque é Anderson, que sentiu uma fisgada na coxa esquerda e ainda passará por avaliações, para confirmar se estará em forma para o jogo. Maicon, no entanto, não terá a chance de entrar em campo, pois sofreu uma distensão na coxa direita, e voltará à Itália para passar por tratamento.

A partida tem sabor histórico: será uma reedição do confronto de 40 anos atrás, em que a Seleção Canarinho derrotou por 2 a 1 os peruanos, com gols de Jairzinho e Gerson, na estreia da seleção no estádio, um dia depois de sua inauguração.

Os adversários do elenco de José del Solar amargaram no domingo uma derrota, em casa, por 3 a 1 para o Chile, e viram suas chances de ir à Copa encerradas.

O time vem com 21 jogadores, sem o atacante Hernán Rengifo, lesionado. Outras baixas são Paolo de la Haza, pendurado com cartões amarelos, e Juan Vargas, que está suspenso após ter sido expulso no jogo em Lima.

Com a impossibilidade de classificação, o capitão Nolberto Solano declarou: “Nos resta jogar com dignidade, pois seguimos representando nosso país”.

Venezuela x Colômbia

Depois de uma goleada de 4 a 0 pela Argentina, em Buenos Aires, a Venezuela garante que está recuperada para o novo confronto da noite de terça-feira, contra a Colômbia, em Puerto Ordaz. A vitória no estádio de Cachamay é vital para as duas seleções – os donos da casa em oitavo lugar, com dez pontos, e os visitantes em sexto, com 14 – ambas ainda sonhando com a classificação, ou ao menos com a chance da repescagem do quinto lugar.

A equipe de César Farias não contará com Cichero, pendurado com cartões amarelos, e terá José Manuel Rey para substituí-lo.

Enquanto isso, a Colômbia vem de uma vitória por 2 a 0 sobre a Bolívia, neste sábado, em Bogotá, e seus jogadores estão confiantes.

Mas os Cafeteros têm alguns desfalques por suspensão: o lateral-esquerdo Pablo Armero, o meia Fabián Vargas e o atacante Wason Rentería. Para compensar, o treinador Eduardo Lara chamou de última hora o lateral Luis Núñez, o meia Alejandro Mahecha e o atacante Sergio Herrera.

Bolívia x Argentina

Amargando o penúltimo lugar, com apenas nove pontos em 11 partidas, a Bolívia tem consciência que precisa tirar vantagem de sua altitude de 3600 metros e vencer a partida de quarta-feira, no estádio Hernando Siles, contra a Argentina, se quiser ter alguma chance de ir à África do Sul em 2010.

Seus jogadores sabem da dificuldade, mas apostam que ganhar os três pontos em casa seria condição imprescindível para o feito. Acreditam que vencer a confiante equipe de Maradona é possível, desde que saibam exercer pressão desde o princípio do jogo, pois confiam que a Bolívia, em La Paz, é “outra seleção”.

Mostrando não menos otimismo, vem a seleção Albiceleste, que garante estar preparada para encarar as dificuldades da altitude, usando inteligência e a força de vontade que conquistaram com a goleada sobre a Venezuela.

Os argentinos não perdem a pose e a confiança, especialmente sob o comando do ídolo nacional, Maradona, que estreou em casa da melhor maneira possível, vencendo os venezuelanos por 4 a 0. Os hermanos parecem depositar tantas certezas em seu mestre, que a vitória soa sempre certa. “A sensação é que, com Diego, as pessoas estão ao lado da seleção mais do que nunca”, disse o craque Lionel Messi, destaque na partida de sábado, sobre o treinador. “Maradona tira o melhor de cada um de nós”.

A Argentina assumiu a vice-liderança com os mesmos 19 pontos do Chile. Maradona só anunciará a escalação pouco antes de as equipes entrarem em campo, mas Jonas Gutiérrez, suspenso, Ezequiel Lavezzi e Diego Milito, machucados, são desfalques certos. O treinador afirmou que fará três mudanças no elenco, mas não informou quais seriam. É possível que Martin Demichelis substitua Marcos Angeleri, e Angel Di Maria ou Juan Sebastián Verón entrem no lugar de Gutiérrez, enquanto Carlos Tevez ou Sergio Agüero deverão ceder lugar ao defensor Emiliano Papa, já que Maradona deve adotar um esquema mais defensivo.

Equador x Paraguai

Apesar do empate em 1 a 1 contra o Brasil, em Quito, no último domingo, o Equador entra em campo, novamente em casa, muito mais confiante em sua classificação. A vitória e os gols não saíram no último jogo, mas a seleção de Sixto Vizuete foi visivelmente superior, e acredita que terão chances de vencer o líder Paraguai, na partida desta quarta-feira.

O Equador está sem sétimo, com 13 pontos, enquanto o Paraguai está em primeiro, com dez a mais.

Os donos da casa buscam corrigir os erros cometidos contra o Brasil, sem mudar a mentalidade que tiveram, e Vizuete acredita que terá aí a chave para a vitória. O treinador lamenta a ausência do lateral-esquerdo Walter Avoí, suspenso, e Paul Ambrossi deve entrar em seu lugar. O restante do elenco deve ser o mesmo.

Cristian Benítez, Felipe Caicedo e Joffre Guerrón serão ainda o trio de atacantes, que tentará finalizar melhor do que a falta de pontaria mostrada no domingo.

Já o Paraguai de Gerardo Martino admitiu a superioridade da forma de jogo dos equatorianos em casa, grupo bem estruturado individual e coletivamente. Os líderes não contarão com Julio César Cáceres e Jonathan Santana, lesionados, e Edgar Barreto, suspenso.

Martino não revelou as mudanças que planeja fazer no elenco que começará a partida no estádio de Atahualpa, após a derrota por 2 a 0 contra o Uruguai, no sábado, mas Denis Caniza deverá entrar no lugar de Cáceres.

Chile x Uruguai

A vitória por 3 a 1 sobre o Peru fora de casa, que levou o Chile aos 19 pontos, colados à vice-líder Argentina, trouxe não só ânimo e fôlego aos chilenos, como também bonificação financeira extra. Jogadores e comissão técnica receberam R$ 1 milhão pelos três pontos conquistados. O resultado também quebrou uma marca histórica: os chilenos não venciam em Lima há 24 anos.

Um desfalque certo para a partida é o volante Marco Estrada, suspenso.

O Uruguai, que teve o êxito de derrotar o líder Paraguai, por 2 a 0, no sábado, garantiu que começará com a mesma formação da partida anterior. O treinador Oscar Washington Tabárez se mostrou muito satisfeito com o rendimento da equipe, e mesmo a única dúvida, Diego Godín, que saiu da última partida machucado, já se recuperou, e poderá ser titular. O Uruguai considera os chilenos rivais diretos, e, se vencer, empatará em pontos com os adversários.

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