Com dívidas pagas, jogadores uruguaios encerram greve

A MUFP (Mutual Uruguaya de Futbol Profissional, união dos atletas profissionais) anunciou, nesta sexta, o fim da greve iniciada na última segunda, em protesto ao fato dos clubes do país manterem dívidas com alguns ex-jogadores. O acordo foi feito após o Peñarol pagar 300.000 pesos uruguaios a Darío Vera, que alegava ter com os aurinegros uma dívida de um milhão e duzentos mil pesos. Os Carboneros diziam não ter obrigação de fazer o pagamento, por não haver exigência do Tribunal Arbitral do Esporte.
O fim da greve foi auxiliado também com um pagamento adicional de 15.000 dólares a Vera, feito pelo empresário Gerardo Airas, que prometeu também pagar a diferença entre o valor dado pelo Peñarol e a quantia exigida por Vera. “Colocarei o valor contado, muito mais do que o valor que o Peñarol pôs, com o único fim de que fazer a bola correr, de que o futebol comece, porque é a coisa mais linda que há.” Já o vice-presidente dos Manyas, Edgar Welker, afirmou não saber se Airas faria tal pagamento, além de ter alegado que o pagamento dos trezentos mil pesos a Vera fora “um ato de grandeza do Peñarol, que sabe que não precisava pagar esta dívida, mas o faz para ajudar o futebol.”
A paralisação foi iniciada com o fato de Peñarol e Nacional, mesmo em débito, terem estreado pelo Clausura uruguaio, algo proibido pela lei do país. Havia a ameaça de que, caso os clubes não saldassem os valores até às 14 horas locais, os atletas não entrariam em campo, o que poderia ameaçar, além do Clausura, as partidas dos clubes uruguaios pela Copa Libertadores e os jogos da seleção do país pelas Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2010.



