México

Balanço da Temporada – Parte I

Pumas campeão. América e Cruz Azul decepcionando novamente, a despeito de elencos caros e reforçados. Guadalajara revelando promessas e apostando em jovens atletas mexicanos. Atlante e Morelia com boas campanhas e Monterrey campeão continental.

Aqui estão os principais acontecimentos e resultados do futebol azteca em 2011, mas isso com relação a parte de cima da tabela. Que ficará para a próxima semana. Nessa coluna faremos o balanço do que aconteceu de bom e (em maior número) de ruim com os clubes que terminaram o Clausura 2011 da Primera División entre 10º e 18º lugar.

Lembrando que, pelo formato da liga, dividida em dois torneios distintos ao longo da temporada, será analisada a campanha do clube considerando apenas o desempenho no primeiro semestre de 2011.

E apesar do resumo contar com a parte de baixo da tabela, entre esses times houve equipes que começaram o torneio com tudo, mas refugaram (como Atlas, Toluca e San Luis), outros que lutarão contra o descenso pela média na próxima temporada (casos de Jaguares e Querétaro), alguns em queda livre (Santos e Pachuca) e a grande decepção Necaxa, que caiu logo em seu ano de retorno à elite.

 

Santos Laguna

Colocação final: 9º, com 23 pontos (classificado para a Liga dos Campeões da Concacaf pelo vice no Apertura 2010)
Técnico: Rubén Omar Omano (até a 7ª rodada) e Diego Cocca
Maior vitória: 4×0 Puebla (14ª rodada)
Maior derrota: 3×1 Toluca (10ª rodada) e San Luis (16ª rodada)
Competição continental: eliminado nas quartas de final da CCL
Principal jogador: Christian Benítez
Decepção: Carlos Quintero
Artilheiro: Christian Benítez, Daniel Ludueña e Oribe Peralta (4 gols)
Líder em assistências: Christian Benítez (2 passes)
Nota da temporada: 3

Se fossemos considerar a temporada como um todo, o desempenho do clube lagunero poderia ser considerado satisfatório. O vice no Apertura e a classificação para a fase eliminatória da CCL pareciam sinais de uma ótima campanha em 2011. Mas o Clausura reservou um “apagão” ao clube.

Com uma incrível queda de rendimento, com uma eliminação logo nas quartas do torneio continental para o Cruz Azul, o time trocou de técnico após derrota por 2×0 para o Querétaro em casa, e viveu uma fase irregular que culminou na não classificação para a Liguilla.

Destaque da equipe, o poderoso atacante equatoriano Christian Benítez já acertou sua saída para o América. Vale destacar as boas exibições do meia-atacante argentino Ludueña e do mexicano Oribe Peralta

 

Atlas

Colocação final: 10º, com 23 pontos
Técnico: Benjamín Galindo
Maior vitória: 5×0 Morelia (1ª rodada)
Maior derrota: 3×0 Tigres (17ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Edgar Pacheco
Decepção: Lúcio Flávio
Artilheiro: Alfredo Moreno (4 gols)
Líder em assistências: Edgar Pacheco (3 passes)
Nota da temporada: 3,5

Ameaçado pelo rebaixamento pela baixa média no início da competição, o Atlas fez o básico para manter-se na Primera División. Contudo, esperava-se bem mais da Academia, principalmente após o excelente início de Clausura, com três vitórias consecutivas, incluindo uma goleada por 5×0 sobre o Querétaro.

O que se viu a partir daí, entretanto, foi um time irregular com um fraco ataque, salvo apenas pelos gols decisivos do atacante argentino Moreno e pelo jovem Edgar Pacheco, meia armador produto das categorias de base e já vendido ao Tigres. De negativo, vale apontar o desempenho pífio do brasileiro Lúcio Flávio. A despeito do exagero da imprensa azteca de apresentá-lo como o “Pelé Blanco”, esperava-se um pouco mais do meia.

 

San Luis

Colocação final: 11º, com 21 pontos
Técnico: Ignacio Ambriz
Maior vitória: 3×0 Puebla (2ª rodada)
Maior derrota: 3×0 América (14ª rodada)
Competição continental: eliminado na fase de grupos da Copa Libertadores
Principal jogador: Wilmer Aguirre
Decepção:
Michael Arroyo
Artilheiro: Wilmer Aguirre (10 gols)
Líder em assistências: Juan Medina (4 passes)
Nota da temporada: 3

Com poucas derrotas, os Gladiadores mantiveram-se durante boa parte do Clausura na briga pela Liguilla. Mas pagaram um alto preço pelos muitos empates (nove) e pelas chances desperdiçadas de garantir a vaga antecipadamente.

Invicto nas seis primeiras rodadas, os Tuneros perderam apenas quatro partidas (mais apenas do que Tigres e Pumas), mas foi justamente as três derrotas nas últimas seis rodadas que deixaram a equipe de fora da fase final.

Com uma decepcionante participação na Libertadores (lanterna de um grupo mediano com apenas uma vitória), pouco pôde ser salvo no semestre dos Auriazules, entre eles o faro de gol do peruano Wilmer Aguirre, que manteve-se na disputa da artilharia até as últimas rodadas.

 

Toluca

Colocação final: 12º, com 21 pontos
Técnico: Sergio Lugo
Maior vitória: 5×0 Querétaro (6ª rodada)
Maior derrota: 6×1 Morelia (9ª rodada)
Competição continental:
eliminado nas quartas de final da CCL
Principal jogador: Sinha
Decepção: Carlos Esquivel
Artilheiro: Jaime Ayoví (5 gols)
Líder em assistências: Martín Romagnoli e Sinha (2 passes)
Nota da temporada: 2,5

A tradicional equipe escarlata teve um bom início no ano, com boas vitórias e bons jogos no Clausura. Mas a eliminação nas quartas-de-final da Concacaf Champions League para o Monterrey abalou os Diablos Rojos, que obtiveram apenas duas vitórias nas últimas 11 partidas do torneio nacional.

Mesmo com o ótimo entrosamento entre os meias Romagnoli e Sinha e o faro de gol do equatoriano Ayoví, os Choriceros não se encontraram no restante da competição e terminaram numa decepcionante 12ª posição, já praticamente eliminados antes mesmo da rodada final.

 

Pachuca

Colocação final: 13º, com 18 pontos
Técnico: Pablo Marini (até a 9ª rodada) e Efraín Flores
Maior vitória: 3×0 Jaguares (13ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Cruz Azul (4ª rodada) e Atlante (10ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Édgar Benítez
Decepção:
Raúl Martínez
Artilheiro: Édgar Benítez e Herculez Gomez (4 gols)
Líder em assistências: Édgar Benítez (3 passes)
Nota da temporada: 2,5

O fraco segundo semestre (agravado pela participação relâmpago no Mundial de Clubes) parece ter derrubado os Tuzos também no Clausura 2011. Com um ataque decepcionante após a saída do argentino Cvitanich (salvo apenas pelo bom desempenho do paraguaio Benítez), o Pachuca nunca esteve perto de disputar uma vaga na Liguilla.

O time de Hidalgo três goleadas por quatro gols (contra Cruz Azul, Atlante e Tigres) e não foi capaz de impor-se nem mesmo em casa contra times mais fracos. As mudanças prometidas pela diretoria para a próxima temporada são grandes e devem passar pelo corte de boa parte da atual equipe.

 

Puebla

Colocação final: 14º, com 18 pontos
Técnicos: José Luis Trejo (até a 6ª rodada) e Héctor Hugo Eugui
Maior vitória: 2×0 Estudiantes Tecos (3ª rodada), Atlas (9ª rodada) e Cruz Azul (15ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Santos (14ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Félix Borja
Decepção:
Nelson Cuevas
Artilheiro: Félix Borja (6 gols)
Líder em assistências: Félix Borja e Gabriel Pereyra (3 passes)
Nota da temporada: 3

Com um desempenho irregular, intercalando (sofridas) vitórias com (em maior número) derrotas, os Camoteros estiveram longe de brigar por algo próximo da vaga na Liguilla. Por isso o desempenho do Puebla não pode ser considerado tão ruim, ainda mais pelo fato do time manter sua média distante dos clubes mais ameaçados pelo descenso.

A Franja pelo menos pôde contar com o bom entrosamento do equatoriano Félix Borja, trazido da Alemanha, com o argentino Pereyra. Já o paraguaio Nelson Cuevas, que veio como esperança para o meio campo, não mostrou o esperado e pode sair.

 

Estudiantes Tecos

Colocação final: 15º, com 17 pontos
Técnico: José Luis Sánchez Solá
Maior vitória: 2×0 Jaguares (10ª rodada)
Maior derrota: 5×1 Pumas (8ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Mauro Cejas
Decepção:
Jorge Zamogilny
Artilheiro: Mauro Cejas (7 gols)
Líder em assistências: Rubens Sambueza (3 passes)
Nota da temporada: 3,5

Após um começo sofrível no Clausura (com seis derrotas em oito partidas), o Tecos contou com a boa sacada do técnico Solá, que adiantou o argentino Cejas para fazer dupla com Lillingston e tornou-se a grande arma da equipe na temporada.

Mesmo assim, a defesa incipiente quase pôs tudo a perder no restante da competição e os Tecolotes seguem para 2011-12 com séria ameaça de rebaixamento. E não será surpresa a saída da dupla de atacantes ou do bom meia argentino Sambueza.

 

Querétaro

Colocação final: 16º, com 16 pontos
Técnico: Gustavo Matosas
Maior vitória: 2×0 Santos (7ª rodada)
Maior derrota: 5×0 Toluca (6ª rodada)
Competição continental: não disputou
Principal jogador: Carlos Bueno
Decepção: Raúl Ferro
Artilheiro: Carlos Bueno (9 gols)
Líder em assistências: Julio Nava e Jorge Ibarra (2 passes)
Nota da temporada: 2,5

Pior defesa, com 35 gols sofridos, os Gallos Blancos só não caíram para a Liga de Ascenso pela incompetência do Necaxa. Sozinho, o uruguaio Carlos Bueno, trazido da Universidad do Chile, pouco pôde fazer para manter o Querétaro disputando alguma coisa no semestre, em um time cheio de caras novas sem nenhum entrosamento.

Com apenas quatro vitórias e uma série de goleadas sofridas, os Gallos devem sofrer para manter-se na elite na próxima temporada. Ainda mais com a queda de rendimento de nomes como o uruguaio Raúl Ferro.

 

Necaxa

Colocação final: 17º, com 15 pontos
Técnicos:
Daniel Brailovsky (até a 4ª rodada) e Sergio Bueno
Maior vitória: 3×2 Toluca (7ª rodada)
Maior derrota: 2×1 Guadalajara (12ª rodada)
Competição continental:
não disputou
Principal jogador: Christian Suarez
Decepção: Ulises Mendevil
Artilheiro: Christian Suarez e Ismael Íñiguez (3 gols)
Líder em assistências: Christian Suarez (2 passes)
Nota da temporada: 1

Ínfimos 31 pontos conquistados em 34 partidas (média de menos de um por jogo). Pior ataque, com apenas 10 gols marcados. Com um péssimo início no Clausura (com quatro derrotas seguidas), o time somou apenas três vitórias e despediu-se da elite sem vencer nos últimos nove jogos. Esse foi o saldo da última metade do retorno do Necaxa ao topo do futebol azteca.

A reconstrução deverá ser profunda e não contará com o bom atacante equatoriano Christian Suarez, já vendido ao Santos, e atletas que não vingaram, como os atacantes Mendivil, Gandín e Blanco, componentes de um setor que foi praticamente inexistente, com apenas 10 gols marcados, de longe a pior marca da Primera División.

 

Jaguares

Colocação final: 18º, com 14 pontos
Técnico: José Guadalupe Cruz
Maior vitória: 4×1 Querétaro (17ª rodada)
Maior derrota: 5×1 Atlante (11ª rodada)
Competição continental: eliminado nas quartas da Copa Libertadores
Principal jogador: Damián Manso
Decepção: Jorge Rodríguez
Artilheiro: Christian Valdez (3 gols)
Líder em assistências: Edgar Andrade e Alan Zamora (2 passes)
Nota da temporada:
2

Dividir as atenções com a Copa Libertadores foi fatal para a campanha do modesto Jaguares no Clausura 2011. Se o desempenho na competição continental superou as expectativas, com o time caindo apenas nas quartas para o Cerro Porteño (PAR), o dever de casa ficou seriamente comprometido.

A saída de Danilinho para o Jaguares tirou a força do meio campo da equipe, que sofreu 11 derrotas em 17 partidas. Nem a chegada do experiente meia argentino Manso ou a boa vitória sobre os Gallos por 4×1 na última rodada (com Martínez marcando duas vezes) foram suficientes para compensar o fraco desempenho dos felinos, que entram em 2011-12 com sérios riscos de rebaixamento.

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Equipe Trivela

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