Após deserções, Cuba começa com dez

A seleção sub-23 de Cuba foi obrigada a escalar apenas dez jogadores na partida contra Honduras, nesta quinta-feira, pelo Pré-Olímpico da Concacaf, depois da deserção de sete jogadores. Os atletas desapareceram da concentração da equipe, em Tampa, após o empate por 1 a 1 com os Estados Unidos, na última terça.
O técnico Raúl González ainda tinha um oitavo desfalque, por suspensão. Com isso, Cuba começou o jogo válido pelo grupo A com um homem a menos e sem reservas.
José Manuel Miranda, de 21 anos, Erlys García Baro, Yenier Bermúdez, Yordany Alvárez e Loanni Prieto, todos de 22, não se reportaram às autoridades norte-americanas. Outros dois atletas, segundo a imprensa local o defensor Yendry Díaz e o meio-campista Éder Roldan, também sumiram. Os dirigentes cubanos também não procuraram a polícia para investigar o caso.
A princípio, os desertores deveriam fazer testes no Miami FC, mas o clube desistiu depois de um contato da Concacaf. “Nossa primeira intenção era ajudar, mas tivemos de repensar”, disse o porta-voz Marcos Ommati, que admitiu a possibilidade de dar oportunidade aos jogadores quando ele estiverem legalizados.
Segundo a lei norte-americana, os cubanos que conseguirem pisar no solo do país podem permanecer nos EUA e pedir asilo após um ano.
A seleção de Cuba, que tenta chegar às Olimpíadas pela primeira vez desde 1980, ainda joga contra o Panamá no sábado. A Concacaf dá duas vagas para os Jogos de Pequim.



