México

Agora é pensar na Holanda

Acho que já foi dito e escrito o suficiente sobre o milagre protagonizado pelos uruguaios contra Gana, nas quartas de final da Copa do Mundo. Tanto a notícia, como o blog, retratam bem o que significou a mão na bola de Suárez, o pênalti perdido por Gyan, as defesas de Muslera e a cavadinha corajosa de Loco Abreu. Pois agora é hora de pensar adiante.

É óbvio que o Uruguai já foi muito além do que qualquer um imaginava. Ninguém, em sã consciência, apostaria na equipe charrúa como uma das semifinalistas do Mundial antes do torneio começar. Afinal, as eliminatórias não eram um bom currículo e os últimos jogos muito menos. Só que, com muita raça, disposição, entrega e um esquema tático que se acertou ao longo da competição, o Uruguai sonha agora com a final.

Pela frente, a forte equipe holandesa, que despachou o Brasil com autoridade, vem de 24 vitórias seguidas e tem uma das linhas ofensivas mais fortes do mundo. Oscar Tabárez, certamente, já começou a pensar no que fazer para aumentar o milagre.

A começar pela suspensão de Luis Suárez. O ótimo atacante, um dos destaques do time, levou o cartão vermelho histórico contra Gana. Para seu lugar, o mais provável é que Loco Abreu entre no time. Com isso, Diego Forlán voltaria a atuar como enganche, com Edinson Cavani aberto pela direita. Pela esquerda, a dúvida é se Álvaro Fernández, que foi muito mal e substituído no intervalo, será mantido. Não deve ficar, e assim a possibilidade do retorno de Álvaro Pereira aumenta, ou até mesmo um reforço no meio campo, com a inclusão de Nicolás Lodeiro, por exemplo.

A defesa é outro problema sério. Na lateral-esquerda, Jorge Fucile recebeu o segundo cartão amarelo e está fora. No miolo de zaga, a expectativa é pela volta de Diego Godín, que estava com um estiramento no músculo da coxa esquerda. Contra Gana, ele foi relacionado para o banco de reservas, o que leva a crer que estará recuperado para o duelo contra os holandeses.

Fora isso, no entanto, a maior preocupação é com a lesão no joelho direito de Diego Lugano. O capitão charrúa saiu aos 38 minutos, após um jogador ganense cair sobre sua perna. Ele agüentou por um tempo ainda, mas pediu a substituição depois – entrou o pesado Andrés Scotti. Por enquanto, nada foi revelado sobre a contusão, no entanto, durante a partida, o meia Alex, companheiro de Lugano no Fenerbahçe, disse no Twitter que o zagueiro lutou por toda a temporada contra “essa” lesão no joelho.

De qualquer modo, dificilmente o jogo será diferente do que a maioria já imagina: a Holanda atacando e o Uruguai se defendendo e buscando os contra-ataques. Os uruguaios sabem que terão que ficar muito atentos com o poderio ofensivo do time adversário. E sabem também que não têm um time melhor.

Alcançar a final de uma Copa do Mundo depois de 60 anos é algo que está a apenas um jogo do Uruguai. Esse jogo, no entanto, terá muito mais que 90 minutos para o povo uruguaio. Levará uma eternidade jamais vista desde o Maracanazzo.
 

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Equipe Trivela

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