Dois gols e pênalti perdido. E só jogou 45 minutos…

O Benfica precisava desesperadamente da vitória sobre o Spartak. Jogava em casa e só os três pontos manteriam o time com possibilidades realistas de classificação. Mas os encarnados foram um monumento à improdutividade. Até o paraguaio Óscar Cardozo entrar em campo no intervalo e fazer em 45 minutos mais que o resto do time nos 90.
O domínio português foi inconstestável. Foram 11 finalizações durante o primeiro tempo, contra apenas duas dos russos. Mas nenhuma das tentativas benfiquistas foi em direção ao gol.
Após o intervalo, o cenário mudou. O Spartak tentou sair um pouco mais para o jogo, mas pagou por isso. Óscar Cardozo havia entrado no lugar de Rodrigo e deu muito mais força ao ataque do Benfica. O paraguaio se transformou na referência das jogadas, que passaram a ter muito mais lógica e a surgir com mais naturalidade.
Os dois gols surgiram em jogadas pela esquerda. Na primeira, aos 10 minutos, Melgarejo cruzou alto, Cardozo subiu mais que a defesa russa e cabeceou no chão. A bola passou por baixo de Rebrov. Quatro minutos depois, Ola John, destaque dos encarnados na marcação, cruzou a meia altura, e o atacante paraguaio acertou um voleio, dessa vez sem chances para o goleiro do Spartak.
O domínio português seguiu até o final do jogo, a ponto de chegar muito perto do terceiro gol. Aos 31 minutos, Pareja cometeu pênalti em Cardozo. O paraguaio acertou o travessão de Rebrov. No final, Cardozo foi responsável três das quatro finalizções do Benfica em direção ao gol, e ainda acertou a trave uma vez.
Com o resultado, os encarnados ultrapassaram o Spartak na classificação do Grupo G. Foram para 4 pontos, um a mais que o time russo. Mas ambos ainda estão atrás de Barcelona (9) e Celtic (7).





