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Novato, Daniele Verde teve papel fundamental no reencontro da Roma com a vitória no Italiano

Após quatro empates consecutivos, a Roma enfim voltou a vencer no Campeonato Italiano. O 2 a 1 sobre o Cagliari, fora de casa, neste domingo, manteve a distância para a líder Juventus em sete pontos, e o objetivo dos comandados de Rudi Garcia agora é retomar uma boa sequência de resultados para estreitar a perseguição e manter-se na briga pelo título. No entanto, o fim da série de resultados frustrantes não foi o único motivo de comemoração para os Giallorossi. Escalado no time titular, o garoto Daniele Verde teve papel fundamental no triunfo.

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Verde tem apenas 18 anos, e essa é sua primeira temporada com o elenco principal da Roma. Vinha atuando no Campionato Primavera, competição sub-20 italiana, e contabilizava oito gols em oito partidas. Sua participação contra o Cagliari foi apenas a terceira no Campeonato Italiano, primeira como titular, e a impressão que deixou não poderia ter sido melhor. Verde deu passe para os dois gols marcados pela Roma no jogo, anotados por Ljajic e Paredes.

Posicionado como ponta-direita no 4-3-3 de Rudi Garcia, Verde destacou-se também pela movimentação. Invertia flancos com Ljajic, aparecendo também pela esquerda, como no segundo gol da Roma, quando foi lançado em profundidade, foi veloz para alcançar a bola e cruzou com precisão para Paredes acertar um bonito chute. No primeiro tempo, pela direita, colocou a bola para Ljajic pelo alto, com capricho, facilitando a finalização do sérvio para abrir o placar.

Primeiro gol, de Ljajic:

Segundo gol, de Paredes:

Com as chegadas de Doumbia e Ibarbo, o melhor de tudo para o time é que não há pressão para que Verde produza. O time não depende disso. Ver o garoto brilhar na ausência de Gervinho e do colombiano, que poderia atuar naquela posição, é apenas um atestado de que Rudi Garcia pode ter ganhado uma nova opção para o setor e um jogador promissor que pode render muito à equipe nos próximos anos. Sem pressa para lançá-lo, fica mais fácil lapídar seu talento e adaptá-lo à competitividade do futebol profissional. Não que tudo isso impeça o torcedor da Roma mais efusivo de já começar a pedir o garoto no time.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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