ItáliaSerie A

Nos 38 anos de Buffon, as cinco melhores defesas de sua carreira (segundo ele mesmo)

Já se vão 20 anos de carreira profissional, divididos apenas entre Parma e Juventus. De Azzurra, então, são 18 anos apenas na equipe principal e 22, se for levada em conta a passagem pelas seleções de base. Faz tanto tempo que Buffon está na elite do futebol que o goleiro lendário até parece eterno. E é bom aproveitarmos: o camisa 1 prometeu que deverá pendurar as luvas apenas depois da Copa de 2018. Mais dois anos, o suficiente para somar mais alguns recordes. Se for mesmo ao Mundial, o de maior número de participações será certo. Mas, com 154 partidas pela Itália, está também a apenas 30 de igualar a maior marca por seleções nacionais, que é do egípcio Ahmed Hassan.

VEJA TAMBÉM: A cabeçada de Zidane que decidiu a Copa de 2006

Nesta quinta, Buffon completa 38 anos. E dando a certeza de que sua ideia de se manter em alto nível até os 40 não é loucura alguma. Basta ver tudo o que o arqueiro continua jogando, especialmente por aquilo que fez na Champions 2014/15. A torcida da Juventus sabe que só pôde rever o seu time na final, depois de 12 anos, por causa do veterano. Que, apesar de todo o seu esforço e de seus méritos, continua sem nunca ter conquistado a taça continental. Azar da orelhuda.

Buffon se consagrou como um goleiro sóbrio. Dono de excelente posicionamento, nunca precisou de defesas espalhafatosas para ser espetacular. Abusava de sua explosão e de sua agilidade, sim, mas apenas nos momentos certos. Em milagres que se sugeriam impossíveis, mas acabavam encontrando a ponta dos dedos, em meio ao salto, em cima da linha. Voos que marcaram até mesmo finais importantíssimas. Como a da Copa de 2006, na cabeçada de Zidane que verdadeiramente poderia ter dado o bicampeonato mundial à França.

VEJA TAMBÉM: Um grito resume os 14 anos de dedicação de Buffon na Juventus

Em novembro de 2015, Buffon completou duas décadas de sua estreia profissional. Uma partida já sensacional, segurando o poderoso Milan de Fabio Capello aos 17 anos. Na ocasião, o veterano aproveitou a oportunidade para recordar as suas cinco melhores defesas, em entrevista ao jornal italiano La Stampa. O peso das decisões influenciou nas três primeiras posições. Mas vale conferir também o salto inacreditável contra o Paraguai em 1998, logo em sua segunda partida pela Azzurra – e que certamente pesou bastante para a convocação à primeira Copa. Ou a façanha contra a Inter que deixou até Roberto Baggio estupefato.

5º – Maio de 2000 – Internazionale x Parma

Em confronto direto pela última vaga na Champions, intercepta no ângulo um chute com curva de Recoba. Com a vitória, no entanto, a Inter acabou com a vaga.

4º – Abril de 1998 – Itália x Paraguai

No Estádio Ennio Tardini, casa do Parma, consegue parar o chute desviado por Brizuela em cima da linha. A Azzurra vence o amistoso por 3 a 1.

3º – Maio de 2003 – Juventus x Milan

Durante o primeiro tempo da final da Champions, Inzaghi desvia uma bola que parecia gol certo. Buffon evitou, mas perdeu a taça nos pênaltis.

2º – Junho de 2015 – Juventus x Barcelona

De novo na decisão continental, Buffon se recupera no ar após um chute desviado de Daniel Alves. Desta vez, contudo, se frustrou contra o Barcelona ainda nos 90 minutos.

1º – Julho de 2006 – Itália e França

No final do primeiro tempo da prorrogação, Zidane cabeceia livre e Buffon salva o segundo gol do craque. Cinco minutos depois, Zizou perderia a cabeça com Materazzi.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo