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Mourinho segue colecionando punições, agora por criticar “pior árbitro que eu já vi”

O português fez duras críticas ao árbitro Daniele Chiffi, que o expulsou em setembro e apitou o empate com o Monza no começo de maio

José Mourinho é um dos maiores colecionadores de título da história. E, parece, também de punições. Depois de receber quatro jogos de suspensão da Uefa por intimidar o árbitro Anthony Taylor no estacionamento do estádio em Budapeste após a final da Liga Europa contra o Sevilla, pegou dez dias de gancho na Itália por comentários contra um árbitro que ele descreveu como o “pior que eu já vi”.

A punição não é super pesada porque Mourinho deve perder apenas a primeira rodada da Roma na Serie A 2023/24, talvez a segunda, e pagará uma multa de € 50 mil. Por outro lado, se continuar no clube da capital, como se espera neste momento após recusar uma proposta polpuda da Arábia Saudita, ficará fora de mais da metade da fase de grupos da próxima Liga Europa.

Por que Mourinho foi punido?

Mourinho foi expulso três vezes na última temporada do Campeonato Italiano. Em uma delas, no começo de março, alegou que foi desrespeitado pelo quarto árbitro, Marco Serra. Chegou a mencionar que Serra, natural de Turim, o teria provocado antes da Roma enfrentar a Juventus. O português ameaçou entrar com um processo legal e questionou se havia gravações de áudio da comunicação da equipe de arbitragem. A resposta da associação dos apitadores foi que não havia.

Logo, antes de enfrentar o Monza, no começo de maio, Mourinho, José Mourinho, decidiu esconder um microfone na área técnica para se proteger, antecipando-se ao reencontro com outro árbitro que o havia expulsado – em setembro, contra a Atalanta. A identidade do suspeito é Daniele Chiffi, que acabou expulsando o lateral Zeki Çelik, aos 51 minutos do segundo tempo, e foi alvo de críticas do mais novo agente do serviço secreto da Itália.

“Dizem que nunca vencemos com Daniele Orsato, mas preferia tê-lo em todos os jogos porque ele sempre está no controle. Não precisa agir com raiva, é calmo. Chiffi não tem muita coisa de árbitro. Tem talento para ficar bravo e é isso. Mas isso é contra a natureza do árbitro, que precisa ser exatamente o oposto. O árbitro não influenciou o resultado (no empate por 1 a 1 com o Monza), mas um segundo cartão amarelo aos 51 minutos do segundo tempo faz com que você entenda tudo”, disse, após a partida.

“Esse foi o pior árbitro que eu encontrei na minha carreira”, afirmou, em outra entrevista, ao DAZN. “Acredite em mim, eu lidei com muitos árbitros ruins. Geralmente, quando falo com os árbitros, é porque eles tiveram uma influência direta no jogo. Neste caso, eu não acho que foi verdade, mas ele é horrível, ele não faz uma conexão humana com ninguém, não tem empatia, dá um cartão vermelho a um jogador que escorrega porque está exausto aos 51 minutos do segundo tempo”.

“Infelizmente, este também é um sinal da fraqueza da Roma como clube porque não temos a força de outros clubes que podem vetar um árbitro. Eu parei de trabalhar a 20, 30 minutos do fim porque eu sabia que ele me expulsaria por qualquer coisa. Há clubes que dizem que não querem um árbitro, e a Roma ou não tem essa capacidade ou o DNA ou qualquer coisa assim. É horrível. Com os jogadores que tenho, não poderia ser expulso. Eu queria muito, muito dizer alguma coisa, mas não podia ficar sem meus rapazes. É por isso que deixei o campo mais cedo. Não queria nem olhar para ele”, encerrou.

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Mourinho versus árbitros

Mourinho está mais light desde que chegou à Roma, pelo menos menos ranzinza, mas entrou em diversos conflitos com a arbitragem durante a última temporada. Além das três expulsões na Serie A, passou bastante da linha contra o árbitro Anthony Taylor, que supervisionou a derrota na final da Liga Europa para o Sevilla nos pênaltis. Incontrolável na lateral do gramado durante a partida, reclamou dos critérios do inglês para entregar cartões amarelos – foram 13 entre tempo normal e prorrogação – e depois o abordou na garagem da Puskás Arena munido com palavras ofensivas, que levaram à sua punição.

Mourinho gosta de adotar a linha de que a Roma é mais prejudicada pela arbitragem do que outros clubes importantes da Itália, talvez por não ter “a força de outros clubes, que podem vetar um árbitro”. Em declarações enigmáticas após a derrota para o Sevilla, nas quais deixou em aberto seu futuro na capital italiana, afirmou que estava “cansado de ser técnico, chefe de comunicações, o rosto que tem que dizer que fomos roubados”.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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