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Deschamps pensa em Koulibaly na seleção. Só faltou lhe avisarem que ele já joga por Senegal

Recentemente alvo de ataques racistas por parte da torcida da Lazio, o zagueiro Kalidou Koulibaly tem estado em evidência há algum tempo por suas boas atuações com a camisa do Napoli, que briga pelo título da Serie A nesta temporada. O desempenho tem sido tão bom que o técnico da França, Didier Deschamps, afirmou estar acompanhando de perto o jogador, pensando em dá-lo uma chance na Eurocopa deste ano. Só faltou avisarem ao treinador que Koulibaly já defende a seleção senegalesa.

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A alguns meses do pontapé inicial da Eurocopa na França, Deschamps foi convidado de um programa da emissora Canal+ para falar dos planos da seleção francesa para a disputa da competição em casa. Uma das perguntas ao treinador foi sobre quais atletas o comandante vinha acompanhando e se Aymeric Laporte, zagueiro do Athletic Bilbao, era cogitado. A resposta foi de que sim, mas que a concorrência era grande, com defensores como Mathieu, do Barcelona, e Koulibaly, do Napoli.

Apesar de ter nascido na França, Koulibaly comprometeu-se a defender a seleção senegalesa em setembro do ano passado, tendo já realizado cinco partidas desde então, duas delas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, o que o impossibilita de defender outra seleção. Era de se esperar de Deschamps, em sua posição de treinador de uma das seleções mais importantes do mundo e que jogará em casa a Eurocopa, que soubesse ao menos os jogadores que pode ou não convocar, o que ficou claro não ser o caso, durante a bola fora ao vivo, na televisão.

O público que acompanhava a transmissão não perdoou o técnico, claro, e vário tuítes com sugestões de convocação foram publicados por torcedores franceses, que pediam, por exemplo, o gabonês Aubameyang e o marfinense Serge Aurier. Daria, com certeza, para formar um timaço para a Euro com os critérios de selecionáveis de Deschamps.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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