Futebol europeu

‘Lewandowski tinha oferta de R$ 1 bilhão, mas recusou para ficar no Barcelona’, diz agente

Centroavante encerrou o ciclo com o clube espanhol em junho e atua pelo Chicago Fire, dos Estados Unidos

A possível saída de Robert Lewandowski do Barcelona foi, por muitos meses, um assunto cercado por diferentes especulações. Agora oficialmente no Chicago Fire, dos Estados Unidos, o jogador recebeu propostas expressivas de diferentes clubes antes mesmo de encerrar o seu contrato com a equipe blaugrana, onde atuou por quatro temporadas.

Segundo seu agente Pini Zahavi, o atacante chegou a rejeitar uma proposta avaliada em 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) oferecidos pelo Al-Ittihad ainda durante a temporada 2025/26, com o objetivo de permanecer no Barça e cumprir o seu contrato, que se encerrou em junho deste ano.

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De acordo com o agente de Lewandowski, em entrevista ao portal polonês “SportoweFakty”, o centroavante não queria deixar o elenco culé no meio da temporada, mesmo sabendo que a oferta feita pelo clube saudita expiraria.

Apesar da expectativa por uma possível virada de chave na própria equipe espanhola, o estafe do atacante afirmou que tanto o diretor esportivo do clube, Deco, quanto o técnico Hansi Flick, não garantiram que o jogador polonês teria vaga no elenco principal.

— Robert tinha uma oferta de dois anos na mesa, no valor de 100 milhões de euros por temporada, mas não a aceitou porque queria jogar pelo Barcelona. O diretor esportivo e o técnico são quem decide a escalação. E eles não podiam garantir a Robert uma vaga entre os titulares –, afirmou Zahavi.

Lewandowski pelo Barcelona
Lewandowski pelo Barcelona (Foto: Imago/Pressinphoto)

Segundo Zahavi, o presidente do Barcelona, Joan Laporta, ainda gostaria de contar com o polonês por mais um ano. No entanto, o empresário destacou que o dirigente não chegaria a interferir na decisão de Deco ou Flick.

— Joan Laporta o adora, de verdade, e ele queria que Robert jogasse no Camp Nou por mais um ano. Conversei com ele sobre isso em dezembro, e ele me disse na ocasião: ‘Quero que o Robert fique’. Mas Laporta não interfere no trabalho dos treinadores — explicou Zahavi.

Foi justamente com a chegada do treinador, que o atacante deixou de ser a peça mais importante do setor ofensivo, em 2024/25.  Assim, apesar de ter optado pela permanência até o fim do seu contrato, Lewandoski percebeu que não teria um papel de destaque na equipe, o que posteriormente resultou no fim do seu contrato.

— O diretor esportivo e o técnico são quem decide sobre o elenco e eles não podiam garantir a Robert uma vaga entre os titulares, algo que era mais importante para ele do que até mesmo o dinheiro. Ele sempre quer jogar, ser uma peça-chave do time. No entanto, Deco e Hansi tinham visões diferentes para o futuro de Robert no Barcelona; por isso, em certo momento, começamos a considerar outras opções — contou o empresário.

Sem espaço no Barcelona, Lewandowski passou a explorar o mercado

Com a proximidade do fim do ciclo de Lewandowski no Barcelona e a indefinição sobre o seu futuro, Pini Zahavi informou que o jogador queria permanecer como uma peça-chave no elenco, mas os planos divergiam do que Deco e Flick imaginavam para a nova temporada do clube.

O atacante, então, passou a entrar no radar de diferentes clubes da Europa, sendo associado a clubes como o Porto, Juventus e Milan, além do mercado dos Estados Unidos também apresentar uma opção, através do Chicago Fire.

Lewandowski lamenta chance perdida em partida do Barcelona
Lewandowski lamenta chance perdida em partida do Barcelona (Foto: IMAGO / Pressinphoto)

Zahavi também afirmou que Lewandowski teria preferido jogar no Oriente Médio em vez da Major League Soccer, onde já fez a sua estreia (derrota para o Inter Miami por 3 a 2, no último dia 22).

Segundo o seu representante, o atacante optou pelo Chicago Fire porque a outra oferta, feita pelo Al-Ittihad, já havia expirado. O centroavante tem contrato com o clube estadunidense até o fim da temporada 2027/2028.

— Robert queria jogar na Arábia Saudita, principalmente pelo conforto de viver lá: a diferença de fuso horário mínima entre Riad e Varsóvia [capital polonesa] e a distância menor para a Polônia em comparação com os Estados Unidos. Também sabíamos que havia muito dinheiro envolvido. Mas os sauditas mudaram sua abordagem em relação aos gastos. Eu já sabia disso há vários meses. Conversei com dirigentes do Al-Ittihad, por exemplo, e com pessoas do Catar. A guerra também complicou a situação. Há um ano, tudo teria sido completamente diferente — declarou.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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