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Clubes da Serie A precisaram fazer vaquinha para que o Parma consiga voltar a campo

A situação do Parma parece não apresentar uma luz no fim do túnel, mas pelo menos para as próximas duas rodadas os outros clubes estão dispostos a garantir a participação da equipe em campo. A Serie A aprovou uma “vaquinha” para bancar os custos de operação dos dois jogos que o time tem, contra Atalanta e Sassuolo. Um pouco de fôlego para os Gialloblù, que tiveram que adiar seus dois jogos anteriores.

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Dos 20 clubes que compõem o Campeonato Italiano, 16 votaram pelo auxílio ao Parma. Apenas o Cesena foi contra, enquanto, Roma, Napoli e Sassuolo se abstiveram. A quantia destinada ao clube será de € 5 milhões, dinheiro que virá do fundo para o qual vão todas as multas recebidas pelos times por problemas causados por seus torcedores. Ou seja, dinheiro é o que não faltava nessa fonte.

Carlo Tavecchio, presidente da Federação Italiana, voou para Parma para apresentar a proposta ao clube, que se comprometeria a entrar em campo nas próximas duas rodadas, antes da audiência que definirá a falência ou não da agremiação.

O momento financeiro trágico do clube ganhou várias manchetes ultimamente sobretudo pelo ponto extremo a que chegou. Há uma semana precisou vender seus bancos de reserva, até as contas menores, como de água, se tornaram um grande incômodo, e os jogadores estão sem receber salários desde o início da temporada.

A dívida é enorme (cerca de € 100 milhões), e é bastante provável que o clube dure no máximo até o final desta temporada. A maior possibilidade de salvação para o Parma seria se algum ricaço comprasse o clube em uma daquelas negociações simbólicas, de € 1, apenas para assumir as dívidas, mas não há sinal algum de que isso acontecerá. Os compromissos do clube são enormes, e investir no futebol italiano não é dos melhores negócios atualmente.  A presença ou não do clube nos próximos dois jogos dependerá da decisão dos jogadores, de aceitar ou não a ajuda financeiro. Quanto ao futuro além disso, não parece haver muito a se fazer.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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