‘Pode ser perigoso se não tiver isso’: Ex-meia italiano critica escolha de Amorim no Milan
Ruben Amorim foi escolhido para substituir Massimiliano Allegri após temporada negativa do Milan
Prestes a encarar os primeiros compromissos pelo Milan na temporada, o técnico Ruben Amorim deu os primeiros passos para formatar o seu elenco com reforços para o setor ofensivo e defensivo, além de convencer jogadores importantes do ciclo anterior a permanecerem na equipe italiana.
No entanto, o ex-meia Massimo Mauro, campeão italiano com Juventus e Nápoli nas décadas de 80 e 90, criticou a atuação da equipe rossonera no mercado, especialmente após a escolha de Amorim para comandar o plantel. Para ele, o estilo de jogo do treinador português pode ser arriscado para o futebol italiano, caso o elenco não esteja inteiramente adaptado às suas ideias.
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— Há o novo treinador, Ruben Amorim, que tem uma filosofia muito ofensiva e orientada para o jogo bonito, o que pode ser um pouco perigoso na Itália se não tiver os jogadores certos –, pontuou em entrevista à “Gazzetta dello Sport”.
Amorim foi contratado para a equipe de Milão após a saída Massimiliano Allegri, que foi dispensado pelo clube depois de uma temporada em que não conseguiu o objetivo de classificar os rossoneros para a Champions League, terminando a temporada na quinta colocação da Serie A.
Passagem ruim de Amorim no Manchester United gera desconfiança
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Depois de muito sucesso no comando do Sporting, o treinador viveu momentos conturbados no Manchester United até acabar sendo demitido em janeiro deste ano. Com pouco mais de um ano de trabalho, a filosofia de jogo de Amorim, com a utilização do 3-4-3 que raramente era alterada, acumulava críticas por parte da imprensa e da torcida local.
Em 2024/25, os Red Devils fizeram sua pior campanha na Premier League desde o rebaixamento em 1973/74, terminando no 15º lugar com 42 pontos, tendo como um dos únicos pontos positivos ter disputado a final da Liga Europa, embora o título tenha ficado com o rival Tottenham.
Mesmo assim, o técnico garantia que a tática não era o problema e até reclamou da dificuldade do Manchester United em contratar reforços adequados para seu estilo de jogo, gerando tensões entre os profissionais com quem atuava.
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Já em 2025/26, o Manchester United investiu mais de 200 milhões de libras (cerca de 1 bilhão e 335 milhões de reais, de acordo com a cotação atual) em novos jogadores, mas não foi suficiente para alavancar os Red Devils e afastar a má fase do clube inglês.
Ainda sob o comando de Amorim, a equipe registrou o seu pior início de campanha na era Premier League, com apenas sete pontos nas seis primeiras rodadas.
O péssimo rendimento gerou uma visita de Sir Jim Ratcliffe, um dos donos do clube, ao CT para ter reuniões presenciais com o técnico em setembro. O encontro ganhou contornos ainda mais tensos especialmente após a eliminação vexatória do Manchester United para o Grimsby Town, da quarta divisão, na Copa da Liga Inglesa.
A princípio, a direção deu um voto de confiança a Amorim, mas o treinador acabou demitido da equipe deixando o United na 6ª posição da Premier League, ainda na 20ª rodada. Sob o comando de Michael Carrick, a equipe se recuperou e terminou a temporada na terceira colocação.
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Novas contratações do Milan já são alvo de críticas
Outro fator que desagradou Massimo Mauro foi o perfil dos jogadores contratados por Amorim. O italiano criticou a chegada do português Gonçalo Ramos, que deixou o Paris Saint-Germain pela alta cifra de 70 milhões de euros (cerca de 405 milhões de reais).
— Tenho algumas dúvidas quanto a Gonçalo Ramos. Ele não era titular no PSG e os rossoneros esperam repetir o que aconteceu com o Giroud, que na Inglaterra não era a primeira opção. Resumindo, antigamente chegavam às estrelas dos grandes clubes e, agora, chegam aqueles que têm pouco espaço nas equipes estrangeiras –, afirmou o ex-jogador da Juventus.
Por fim, Mauro destacou que, depois de deixarem escapar a classificação para a Champions League, os rossoneros precisarão mostrar outra postura, buscando equilíbrio e evitando perder oportunidades de pontuar diante de equipes de menor poderio.
— Os jogadores têm de ser colocados em condições de não terem desculpas. É preciso continuidade e é preciso um nível mais elevado, elementos que faltaram ao Milan na temporada passada. Muitos altos e baixos, pontos perdidos contra equipes de média e pequena porte… São precisos bons jogadores e, depois, é necessário moldá-los –, argumento Mauro.