Blitz por Guardiola e plano B na mira: Itália se aproxima de definição do novo técnico
Ex-treinador do Manchester City teve conversas com Maldini e Leonardo nesta semana, que também miram outros nomes para a Azzurra
A Itália ainda não tem um nome definido para o comando técnico desde a saída de Gennaro Gattuso, em abril, após a queda para a Bósnia e Herzegovina nas Eliminatórias da Copa do Mundo. A terceira ausência consecutiva da tetracampeã mundial reverberou nos bastidores do futebol, que teve de recalcular a rota nos últimos meses.
Com o fim da Copa do Mundo, a Itália trabalha para ter seu novo treinador já na Super Data Fifa de setembro deste ano. As chegadas de Paolo Maldini, novo diretor de seleções, e do brasileiro Leonardo, consultor da Federação Italiana de Futebol (FIGC), miram esta definição no comando técnico. Neste último fim de semana, a dupla centralizou esforços em busca de um nome: Pep Guardiola, livre no mercado desde a saída do Manchester City.
De acordo com o jornal italiano “Gazzetta delo Sport”, Maldini e Leonardo promoveram uma “blitz” para apresentar o projeto da FIGC ao treinador espanhol e convencê-lo a assumir a tetracampeã mundial. A dupla que encabeça esta missão do futebol italiano viajou à Espanha com este objetivo, mas não conseguiu chegar a um denominador comum com Guardiola neste primeiro momento.
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Guardiola almeja período sabático após saída do Manchester City
Até aqui, não é só salário milionário que afasta Guardiola de assumir a Itália. Quando deixou o comando do Manchester City ao final da temporada 2025/26, o treinador deixou o claro o desejo de ter um período sabático em sua carreira, sem trabalhar em outra equipe — pelo menos neste primeiro ano.
— Decidi parar porque quero cuidar melhor de mim. Mentalmente, não sinto falta de nada. Quero tentar descobrir a vida, ser feliz fazendo outras coisas que não estejam relacionadas ao futebol — afirmou, em entrevista à “OKX”, após decidir deixar o Manchester City.
A postura é semelhante àquela que Jürgen Klopp adotou assim que saiu do Liverpool. Pouco tempo depois, o treinador alemão assumiu a posição de diretor esportivo no Grupo Red Bull e agora, dois anos após deixar a Inglaterra, está próximo de ser anunciado como novo treinador da seleção alemã.
Guardiola ainda pode mudar de ideia diante do interesse da Itália. Entretanto, o treinador já esteve próximo de comandar outra seleção no passado e não avançou. Segundo o “The Athletic”, a Inglaterra chegou a ter um acordo verbal com o espanhol antes de anunciar Thomas Tuchel, em janeiro de 2025. A Itália, diferentemente dos ingleses, não quer aguardar a decisão para definir o próximo comandante da seleção nacional.
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Pirlo surge como plano B imediato sem Guardiola
A ideia de avançar por Guardiola surgiu espontaneamente, antes de se tornar concreta. Nesta quinta-feira (23), Maldini e Leonardo irão apresentar suas propostas para a seleção italiana em reunião conjunta com a FIGC e os clubes da Serie A. Além do treinador espanhol, a tendência é que outros nomes sejam apresentados como alternativas ao espanhol.
Um destes é o de Andrea Pirlo, campeão mundial com a Itália em 2006, como jogador, e ex-treinador da Juventus. Ainda que os clubes estejam dispostos a arcar com parte dos salários do próximo treinador da Itália — para não comprometer o orçamento da FIGC —, Pirlo teria vencimentos muito menores em comparação ao tricampeão da Champions League.
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Guardiola, além do período sabático, continua atrelado ao Grupo City na figura de embaixador — cargo ao qual foi designado logo após anunciar sua saída de forma oficial. Pirlo, por outro lado, está no comando do Dubai United, dos Emirados Árabes Unidos, desde 2025 — mas que não deverá ser um impeditivo caso receba a proposta da FIGC.
Pirlo é o plano B imediato, mas não é o único nome cotado para assumir a tetracampeã. Antonio Conte e Roberto Mancini, dois ex-treinadores da Itália, também figuram entre os candidatos para suceder Gattuso — e iniciar o ciclo para a Eurocopa de 2028 e para a Copa do Mundo de 2026. Conte, ex-treinador do Napoli, afirmou à “DAZN” neste último fim de semana que não recebeu contatos da FIGC, no entanto.
— Não se trata apenas de Pirlo e Mancini, pode haver uma surpresa, faltam apenas alguns dias e vocês saberão — afirmou Giovanni Malagò, presidente da FIGC, recém-eleito.
Independentemente do nome definido, a Itália tem seus próximos compromissos pela Liga das Nações em mente. No dia 25 de setembro, o próximo treinador da Azzurra estreia diante da Bélgica, pela primeira rodada da competição da Uefa.