Empate em clássico italiano mostra a Ancelotti que contestados podem oferecer alternativas
Roma parecia com a vitória encaminhada, mas viu a Juventus arrancar empate em jogo com brilho de brasileiros
Em um jogaço, Roma e Juventus protagonizaram a partida mais emocionante da 27ª rodada do Campeonato Italiano: um 3 a 3 que pegou fogo, digno do que a história dos dois clube exige. Além do brasileiro Wesley, que deixou sua marca com belo gol, Evan Ndicka, Donyell Malen, Francisco Conceição, Jérémie Boga e Federico Gatti também balançarem as redes.
Um jogaço entre Roma e Juventus
O primeiro tempo foi bastante equilibrado, chegando a ter momentos com 50% de posse de bola para cada lado. Com mais iniciativa, a Juventus foi crescendo no jogo e teve oportunidades de abrir o placar, mas não foi efetiva. A Roma foi quem levou mais perigo ao gol adversário.
Apenas aos 39′, o placar foi movimentado. Com categoria, Wesley recebeu belo passe de Niccolò Pisilli pelo lado esquerdo, ajeitou e mandou um belo chute para abrir o marcador.
A classe do ex-jogador do Flamengo, que chegou ao quarto gol na temporada, chamou a atenção. Principalmente pelo fato de o atleta estar apresentando um bom desempenho nos últimos jogos. Um dos motivos dessa melhora tem sido a opção pelo sistema com três zagueiros adotado pelo técnico Gian Piero Gasperini.
Contra a Juventus, o treinador optou por começar com Devyne Rensch, Evan Ndicka e Gianluca Mancini na zaga. Já Zeki Çelik começou pela ponta direita, enquanto Wesley cobria o lado esquerdo do campo.
Com essa formação, Wesley passou a atuar como ponta, ganhando mais liberdade no ataque e auxiliando na criação de jogadas ofensivas. Essa maior participação vem sendo um ponto bastante positivo para o atleta, que vem conseguindo se desenvolver bastante nos últimos jogos e ajudar a sua equipe nos duelos mais complicados.
— Wesley fez um belo gol para a Roma no clássico contra a Juventus. Bela temporada e ótima visão do Gasparini que o colocou de ala esquerdo — afirmou um torcedor no “X”, ex-Twitter.
Já na segunda etapa, a Juventus precisou de pouco tempo para empatar o placar. Aos 2′, Bremer, ex-Atlético Mineiro, ajeitou para Francisco Conceição, que mandou de primeira no ângulo, deixando tudo igual no Estádio Olímpico. Destaque para o zagueiro brasileiro que participou da jogada e deu o passe perfeito para o companheiro marcar.
Minutos depois, Ndicka e Donyell Malen marcaram novamente para a Roma, que parecia confortável no clássico. Contudo, Boga e Federico Gatti, já no apagar das luzes, descontaram, evitando a vitória da equipe da capital italiana.

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Partida manda recado a Ancelotti
Com Wesley e Bremer sendo bastante participativos na partida deste domingo (1), Ancelotti pode tirar algumas conclusões, pensando nas alternativas da seleção brasileira para a Copa do Mundo.
Nos últimos duelos, Wesley passou a atuar como ponta esquerda na Roma e essa mudança de posicionamento fez bem para o atleta, que antes atuava como lateral.
O jogador está no páreo para uma das vagas mais indefinidas da seleção brasileira. Ao longo da era Ancelotti, o Brasil costumou jogar com um lateral-direito de velocidade e profundidade, enquanto o lateral-esquerdo tende a ficar mais recuado, auxiliando os zagueiros na construção.
Essa formação poderia favorecer as características de Wesley. No entanto, o jogador sabe que poderá ter que disputar vaga com Éder Militão, que já impressionou Ancelotti atuando nesta posição. Além disso, Vanderson e Vitinho também tiveram espaço nessa posição ao longo do ciclo de Ancelotti.
Em junho de 2025, durante a Data Fifa, Ancelotti deu indícios de que poderia adotar o sistema de três zagueiros para o jogo contra o Equador, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Embora essa não seja uma prática comum do treinador italiano, o bom momento de Wesley na ponta poderia dar mais alternativas ao treinador.

Outra opção para Ancelotti seria a utilização de Bremer na zaga brasileira. O defensor chegou à sua terceira assistência nesta temporada pela Juventus, além de ter marcado três gols, ótimos números para um zagueiro da Série A.
Com isso, o jogador se torna uma alternativa na seleção brasileira, no que diz respeito à zaga. Atualmente, Marquinhos e Gabriel Magalhães costumam formar a dupla titular na seleção, com Beraldo e Murillo surgindo como opção no banco de reservas.
Após algumas más atuações com a Amarelinha, a dupla reserva passou a ser bastante criticada. Com isso, o bom momento de Bremer pode dar uma opção segura para Ancelotti na zaga visando o Mundial.



