‘Nunca pedi um euro à seleção’: Em lágrimas, Donnarumma rebate acusações após fracasso da Itália
Capitão nega qualquer exigência financeira após nova frustração na repescagem para a Copa do Mundo
A crise da Seleção Italiana ganhou mais um capítulo após a eliminação para a Bósnia e Herzegovina, que deixou a equipe fora de uma Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. Em meio à repercussão negativa, Gianluigi Donnarumma veio a público para desmentir rumores sobre supostas exigências financeiras feitas por jogadores à federação.
De acordo com o jornal italiano “La Repubblica”, atletas italianos teriam buscado negociar bônus de até 300 mil euros (cerca de R$ 1,8 milhão, de acordo com a cotação atual) pela classificação ao Mundial de 2026. A informação gerou forte repercussão, e indignação.
Donnaruma se emociona ao rebater polêmicas na Itália
Capitão da seleção, o goleiro do Manchester City reagiu de forma direta e emocional:
“As palavras que foram ditas me machucaram. Nunca pedi nem um único euro à seleção”, afirmou em entrevista à emissora “Sky Sport”.
Visivelmente abalado, o jogador negou qualquer tipo de pressão por parte do elenco sobre a federação italiana. Segundo ele, não houve sequer discussão sobre valores ou premiações.
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“Ninguém pediu nada. O que existe é um reconhecimento da federação quando se atinge um objetivo, mas isso é diferente. Nosso verdadeiro prêmio era ir à Copa do Mundo.”
A fala reforça o clima de frustração que tomou conta do grupo após a queda nos pênaltis — mais um episódio marcante em um ciclo recente de decepções para o futebol italiano.
Donnarumma também abordou o impacto emocional da eliminação, destacando o peso do momento tanto para os jogadores quanto para os torcedores.
“Foram dias duros e difíceis, como para todos os italianos que, assim como eu e toda a equipe, desejávamos com todas as nossas forças voltar ao Mundial. Infelizmente, não conseguimos e temos que aceitar isso e seguir em frente.”
O goleiro admitiu que o grupo sente a responsabilidade pelo fracasso, mas reforçou a necessidade de seguir em frente. “É normal que nos sintamos responsáveis. Precisamos aceitar e reagir.”
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O futuro da seleção italiana em meio à crise
Apesar do cenário negativo, Donnarumma tentou adotar um discurso de reconstrução. Com a próxima Copa do Mundo ainda distante, o foco da equipe passa a ser as competições intermediárias.
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“Temos quatro anos até o próximo Mundial. Antes disso, há Eurocopa e Nations League. Precisamos pensar nesses torneios“, reforçou.
A mensagem final do capitão foi de esperança, mesmo diante do momento turbulento:
“A Itália voltará forte e grande.”
Em meio a críticas, rumores e pressão externa, a declaração de Donnarumma expõe não apenas a defesa do elenco, mas também o tamanho do abalo causado por mais uma ausência no maior palco do futebol mundial.
Nomes lendários do futebol local, como Gennaro Gattuso e Gianluigi Buffon, também foram criticados. O ex-goleiro pediu demissão da federação italiana após o fracasso. O ex-volante do Milan também deixou seu cargo e ainda não possui sucessor definido. Antonio Conte, que já teve passagens pela seleção do país e atualmente comanda o Napoli, é um dos cotados.