Futebol italiano

Llorente: ‘Se eu pudesse sonhar, imaginaria esse brasileiro na Juventus. Um atacante completo’

Ex-atacante espanhol destaca poder de decisão de Raphinha, que soma 14 gols e três assistências em oito jogos na temporada pelo Barcelona

O ótimo momento de Raphinha no Barcelona tem despertado a admiração de nomes relevantes do futebol europeu. Fernando Llorente, ex-atacante da seleção espanhola e da Juventus, é um deles. O ex-jogador não escondeu a admiração pelo camisa 11 e apontou o brasileiro como seu principal desejo para reforçar o clube bianconeri.

Em entrevista ao jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”, Llorente foi questionado sobre qual jogador gostaria de ver defendendo a Juve. O espanhol escolheu Raphinha, destacando não só a capacidade do brasileiro de balançar as redes, mas também sua influência sobre os companheiros.

— Se eu pudesse sonhar, imaginaria o Raphinha do Barcelona na Juventus. Um atacante completo, ele marca gols e inspira seus companheiros de equipe. Ele é um demônio — afirmou.

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A declaração reforça o reconhecimento conquistado pelo atacante em meio ao excelente momento individual no Barcelona. Capitão da equipe e um dos principais nomes do elenco comandado por Hansi Flick, Raphinha ganhou ainda mais protagonismo neste começo de temporada, tanto pela produção ofensiva quanto pela maneira como participa da construção das jogadas.

Raphinha ganha protagonismo com Hansi Flick

Raphinha celebra gol pelo Barcelona
Raphinha celebra gol pelo Barcelona (Foto: Sergio Ruiz / Pressinphoto / Icon Sport)

Parte da evolução de Raphinha passa pelas mudanças promovidas por Hansi Flick na organização ofensiva do Barcelona. O treinador encontrou maneiras de aproveitar melhor as características do brasileiro, aproximando-o da área adversária e oferecendo maior liberdade para circular pelo setor ofensivo.

Neste início de temporada, Raphinha tem atuado como uma espécie de falso nove, função que permite ao jogador participar de diferentes etapas das jogadas e aparecer com frequência em posições favoráveis para finalizar. A movimentação também abre espaços para os companheiros e amplia as possibilidades de ataque da equipe catalã.

A adaptação a esse papel ajuda a explicar a influência do camisa 11 nos resultados do Barcelona. Mais próximo do gol, o brasileiro consegue explorar sua capacidade de finalização sem deixar de contribuir com a movimentação coletiva. A versatilidade, somada à intensidade e à qualidade técnica, faz dele uma peça muito importante nas alternativas ofensivas de Flick.

E a braçadeira de capitão também representa o espaço conquistado pelo atacante no elenco. A confiança depositada no brasileiro se reflete dentro de campo, onde ele assumiu responsabilidades e passou a ser uma das principais referências do time. Os números confirmam o impacto: Raphinha soma 14 gols e três assistências em oito partidas disputadas nesta temporada.

Raphinha avança em recuperação e pode voltar contra o Betis

Raphinha em ação pela seleção brasileira
Raphinha em ação pela seleção brasileira (Foto: Rodolfo Buhrer / AGIF /Sipa USA / Icon Sport)

Enquanto recebe elogios pelo desempenho, Raphinha trabalha para voltar a ficar à disposição de Flick. O atacante sofreu um edema muscular na coxa direita durante a Data Fifa, enquanto defendia a seleção brasileira, e precisou desfalcar o Barcelona nos compromissos contra Getafe e Galatasaray.

A recuperação apresentou sinais positivos nesta quinta-feira (15), quando o brasileiro participou de parte do treinamento coletivo com os companheiros. O avanço alimenta a expectativa de que ele volte a ser relacionado para o próximo compromisso da equipe, diante do Betis, marcado para sábado (17).

A presença do camisa 11, no entanto, depende de sua evolução física e da avaliação da comissão técnica. Como o jogador ocupa uma posição central no esquema de Flick, seu retorno representa uma possibilidade importante para o Barcelona, que busca manter o rendimento ofensivo apresentado nas primeiras partidas da temporada.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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