Trivela Scout: Emanuele Lulli, a promessa da Roma que desponta em posição carente no futebol
Destaque nas categorias de base, lateral de 19 anos transforma primeiras oportunidades no profissional em gols e boas atuações
A Roma encontrou na própria base uma alternativa para uma posição cada vez mais exigente no futebol atual. Emanuele Lulli, lateral-direito de 19 anos, começou a ganhar espaço na equipe principal com uma combinação de força física, capacidade de drible e presença ofensiva. Sob o comando de Gian Piero Gasperini, o jovem italiano vem aproveitando as oportunidades para mostrar que pode ser mais do que uma aposta para o futuro.
A estreia oficial aconteceu em 24 de agosto, na abertura da temporada 2026/27 da Serie A. Na vitória por 4 a 0 sobre a Fiorentina, Lulli deu os primeiros sinais do repertório que vem desenvolvendo desde as categorias de base. Mesmo atuando na defesa, já marcou dois gols e passou a integrar o grupo de jovens que ajudam a renovar o elenco romanista.
O início chama a atenção não somente pelos números, mas também pela maneira como o jogador se encaixa na proposta de Gasperini. O treinador costuma exigir participação intensa dos alas na construção ofensiva, com capacidade para atacar espaços e dar profundidade ao time. Lulli reúne características compatíveis com essas exigências e começa a se apresentar como uma alternativa para Nahuel Molina ou Wesley.
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Força física e qualidade técnica para atacar pelos lados
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Antes de chegar à equipe principal, Lulli já havia demonstrado vocação ofensiva no time Primavera da Roma (sub-20). Foram dois gols e oito assistências, números que ajudam a explicar por que o jovem recebeu oportunidades no plantel profissional. Sua contribuição não se limita a ocupar o corredor direito: ele tem recursos para avançar com a bola, enfrentar adversários no drible e participar diretamente das jogadas que terminam em gol.
Com 1,84 metro de altura, o italiano também se destaca pelo porte físico e pela potência nas arrancadas. Nesse aspecto, seu perfil lembra o de Marco Palestra, atualmente no Chelsea. A comparação passa sobretudo pela presença física e pela capacidade de percorrer o campo em direção ao ataque, características que podem fazer diferença em um sistema no qual os jogadores dos corredores precisam oferecer soluções ofensivas constantemente.
A qualidade técnica complementa esse conjunto. Lulli apresenta bom trabalho de pés e habilidade para superar marcadores individualmente, atributos importantes para um lateral que não depende apenas de cruzamentos ou de jogadas construídas por seus companheiros. A possibilidade de conduzir a bola e avançar em velocidade amplia as alternativas da Roma pelos lados e permite que ele participe de diferentes momentos da construção ofensiva.
O jovem também começou a transformar as oportunidades em marcas individuais. Depois de balançar as redes contra o Genoa, tornou-se o primeiro jogador italiano nascido em 2007 a anotar um gol na Serie A. Na sequência, voltou a balançar as redes no Estádio Olímpico, desta vez diante do Cagliari.
A sequência reforça a impressão de que Lulli pode contribuir desde cedo, embora ainda precise acumular experiência e demonstrar regularidade ao longo de uma temporada inteira. Seu início, contudo, oferece motivos concretos para que a comissão técnica continue observando seu desenvolvimento de perto.
Um lateral jovem em uma posição cada vez mais valorizada
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A ascensão de Lulli também merece atenção pelo contexto da posição que ocupa. Encontrar laterais capazes de combinar segurança defensiva, intensidade física, qualidade no um contra um e participação ofensiva não é uma tarefa simples. No futebol contemporâneo, esses jogadores precisam cumprir diferentes funções durante a partida, alternando movimentos de apoio, ultrapassagens e ocupação de espaços mais avançados.
Por isso, o surgimento de um atleta jovem com esse repertório representa uma possibilidade importante para a Roma. Em vez de depender exclusivamente de opções já estabelecidas, Gasperini passa a contar com um jogador formado no clube que oferece características adequadas à sua proposta de jogo. A versatilidade ofensiva de Lulli pode ser particularmente útil em uma equipe que procura pressionar os adversários e manter presença constante no campo de ataque.
O lateral faz parte de uma geração que vem ganhando espaço no time principal romanista. Niccolò Pisilli é outro exemplo desse movimento e também marcou na partida mais recente mencionada pelo treinador. A utilização dos jovens acompanha o ótimo momento vivido pela Roma, que vem surpreendendo na Itália. Gasperini fez questão de destacar o significado desse processo para o clube.
— São garotos extraordinários. Coisas lindas sempre saem da base da Roma. O que mais me impressiona é o grande carinho que eles sentem pela Roma, algo muito positivo. Eles têm um valor inegável.
Lulli, por sua vez, demonstrou consciência de que o bom começo precisa ser acompanhado por trabalho e evolução.
— É um sonho, de verdade. Estou muito feliz. O importante é manter os pés no chão, ser humilde e continuar trabalhando. Sinto a confiança da comissão técnica, do treinador, do clube e dos meus companheiros. Isso é muito importante e a melhor maneira de tentar melhorar a cada dia.
Nos últimos dias, Lulli assinou um contrato de cinco anos, válido até 30 de junho de 2031, sinal de que a Roma pretende manter o jovem em seus planos para as próximas temporadas. Ainda é cedo para projetar até onde o lateral pode chegar, mas suas primeiras aparições já permitem identificar os elementos que sustentam a expectativa em torno de seu nome.
A combinação de força, habilidade individual e vocação ofensiva se encaixa nas necessidades de Gasperini e oferece ao time giallorossi uma alternativa desenvolvida dentro de casa.