Futebol italiano

Dida se rende a craque do Milan: ‘Ele é um espetáculo à parte e grande fonte de inspiração’

Ex-goleiro brasileiro também avaliou início de trabalho de Ruben Amorim nos Rossoneri após vitória sobre Internazionale

Com mais de 300 jogos e oito títulos, incluindo dois troféus da Champions League, Dida é um dos grandes nomes da história do Milan. Agora como torcedor, o ex-goleiro brasileiro acompanha de perto os Rossoneri, tanto que esteve nas arquibancadas San Siro no último final de semana para assistir à vitória sobre a Internazionale, pela Serie A.

Em entrevista ao jornal “Gazzetta dello Sport”, Dida fez questão de elogiar Luka Modric, que jogou os 90 minutos do Derby della Madonnina e tem sido um dos pilares do Milan desde a temporada passada, quando chegou sem custos de transferência com o fim de seu contrato com o Real Madrid. O ídolo dos Rossoneri garante que o meia, mesmo com 41 anos, teria sido útil no elenco que venceu tudo nos anos 2000.

— Modric é um espetáculo à parte. Ele ainda corre muito e tem uma vontade incrível de jogar e vencer. É definitivamente um modelo para os jovens jogadores e uma grande fonte de inspiração — disse Dida.

Modric em Milan x Lazio
Modric em Milan x Lazio (Foto: Imago/Insidefoto)

O camisa 14 é peça fundamental na saída de bola do Milan, responsável por ligar defesa e ataque com passes e lançamentos precisos. Embora não tenha o mesmo vigor físico dos tempos de seu auge, Luka Modric continua entregando a mesma qualidade técnica, justificando o apelo do técnico português por sua renovação durante a pré-temporada. Seu vínculo vai até o fim de 2026/27.

Modric pelo Milan nesta temporada segundo o “SofaScore”

  • 11 jogos;
  • 2 assistências;
  • 565 passes certos na Serie A (precisão de 92%);
  • 49 bolas longas precisas na Serie A (precisão de 78%);
  • 25 contribuições defensivas;
  • 9 desarmes;
  • 13 interceptações;
  • 45 recuperações de bola.

Dida avalia trabalho de Ruben Amorim no Milan

Após perder a classificação para a Liga dos Campeões nas rodadas finais de 2025/26, os Rossoneri demitiram Massimiliano Allegri e confiaram o projeto de reconstrução a Amorim, que estava desempregado desde janeiro após a demissão no Manchester United, cuja passagem ficou marcada pela instabilidade dentro e fora de campo.

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Não à toa, a janela de transferências foi movimentada, a ponto de Gonçalo Ramos, ex-PSG, se tornar a contratação mais cara da história do Milan. Entre chegadas e partidas, o treinador quis montar um elenco com base em sua filosofia de jogo. E 13 partidas depois, os Rossoneri ainda não engrenaram sob o comando dos Rossoneri.

Na Serie A, a equipe do português ocupa a 5ª posição com 21 pontos em 10 rodadas, sete atrás dos líderes Nerazzurri. Já na Liga Europa, o Milan tem uma vitória e duas derrotas, ocupando o 24º lugar. Nesta quinta-feira (5), às 14h45 (horário de Brasília), o Milan tem a chance de reagir no torneio da Uefa diante do Ferencváros, em casa.

Apesar das críticas e da desconfiança que pairam sobre Ruben Amorim, o ex-arqueiro de 53 anos o classificou como uma “pessoa maravilhosa” e com “um enorme desejo de vencer”. O brasileiro argumenta que é apenas uma questão de tempo para os Rossoneri se adaptarem às ideias do técnico português.

— Ele ainda está se adaptando ao Milan, mas está aprendendo rapidamente tudo o que precisa para se sair bem neste ambiente. Acho que ele pode se dar muito bem aqui, tem coragem e consciência de suas próprias habilidades e sabe que pode contribuir muito para esta equipe — finalizou Dida.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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