‘Com Alisson, Bernardo Silva e um atacante, a Juventus se torna candidata ao título italiano’
Di Natale, ex-jogador marcante do Calcio nos anos 2000, analisa como Velha Senhora pode voltar a conquistar Scudetto
A Juventus passou por instabilidade nas últimas comissões técnicas, primeiro com Thiago Motta em 2024 e depois com Igor Tudor em 2025, mas se encontrou com Luciano Spalletti. No cargo desde novembro do ano passado, o italiano deu uma cara ao time e, por enquanto, está dentro da zona de classificação da Serie A para a Champions League da próxima temporada.
O clube bianconeri, mesmo ainda não tendo a confirmação do que disputará em 2026/27, já planeja movimentos no mercado. O goleiro titular da seleção brasileira, Alisson, e o meia Bernardo Silva, de saída do Manchester City após quase uma década, são os principais alvos.
A equipe ainda passa por uma crise de um camisa 9 com o mau momento de Dusan Vlahovic e as dificuldades de adaptação de Jonathan David e Loïs Openda.
Caso se reforce com esses nomes e mais um atacante de peso, a Velha Senhora pode brigar pelo título italiano na próxima temporada, apontou o ex-atacante Antonio Di Natale em entrevista ao jornal “Gazzetta dello Sport”.
— Ao Spalletti falta um artilheiro. Deem a ele Alisson no gol, Bernardo Silva e um atacante que faça a diferença, e vocês vão ver que vai ser candidato ao scudetto no próximo ano.
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Ao analisar quem foi o melhor centroavante desta temporada do Campeonato Italiano, o ídolo da Udinese brincou ao dizer “aquele que eu espero ver no verão” por conta dos poucos gols de típicos atacantes.
Ele ainda opinou que gostaria de ver Robert Lewandowski, em fim de contrato com o Barcelona, no Calcio na próxima temporada. “Eu parei aos 38 anos, ele tem 37 e é um artilheiro absurdo: na Serie A faria gols por mais duas temporadas jogando com um cigarro na boca”, disse.
Di Natale vê Spalletti como gênio e Juventus favorita a vaga na Champions
O ex-atacante, que disse “não” à Juventus em 2010 e defendeu a Udinese por 12 anos, vê a Velha Senhora mais próxima da vaga à principal competição europeia de clubes na próxima temporada pela capacidade de seu técnico nessas situações. O time de Spalletti está em quarto e soma 64 pontos, enquanto Como e Roma, logo abaixo, 61.
— Eu apostaria na Juventus, mas é bem arriscada. Como e Roma têm 3 pontos a menos, são fortes e vão lutar até o fim. Luciano Spalletti, além de ser um gênio, é o treinador com mais experiência na briga por vaga na Champions. Os bianconeri podem fazer campanha perfeita contra Verona, Lecce, Fiorentina e Torino.
Nas rodadas finais, o Como terá Napoli (casa), Verona (fora), Parma (c) e Cremonese (f), enquanto a Roma enfrentará Fiorentina (c), Parma (f), Lazio (c) e Verona (f).
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Spalletti pode devolver Scudetto à Juventus?
A crise financeira da Juventus, agravada por uma gestão temerária e pela aposta cara em Cristiano Ronaldo, fez o time ter que passar por uma grande reformulação. Após oito títulos italianos seguidos entre 2013 e 2020, o time completará seis anos sem o Scudetto.
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Agora, com Spalletti, a esperança para retomar essa taça parece renovada. Ainda mais em uma temporada em que Napoli e Milan, por diferentes motivos, mostraram que têm um teto competitivo quando comparado com a Internazionale, melhor elenco do país e virtual campeã.
A Velha Senhora, alternando entre jogar com três zagueiros ou linha defensiva com quatro homens, ganhou uma identidade ofensiva e intensa, somando isso à conquista de resultados. O técnico italiano é quem tem a melhor média de pontos (1.94) entre técnicos da Juve em cinco anos — o último melhor foi Andrea Pirlo, 2.15, que deixou o time no meio de 2021.
A chegada de jogadores de elite, como Alisson e Bernardo Silva, definitivamente elevaria o nível da equipe titular e poderia fazer frente à Inter. No entanto, a distância com o elenco da rival de Milão ainda é grande. Falta também um grande craque como é Lautaro Martínez aos Nerrazzurri. Caso a promessa Kenan Yildiz se firme como um jogador de elite, seria um primeiro passo.
Antes disso, porém, é essencial para o clube de Turim a classificação à Champions, especialmente pelo fator financeiro.