Itália

O presente de Natal ideal para a Internazionale é uma reposição à altura para o ataque

Viva em quase todas as competições e com seus atacantes reservas em baixa, a Internazionale precisa de um substituto para Lautaro Martínez e Marcus Thuram em 2024

Líder isolada da Serie A 2023/24, vai enfrentar o Atlético de Madrid nas oitavas de final da Champions League e favorita para vencer a Supercopa da Itália em janeiro. Quem vê a situação da Internazionale nas competições que ainda está disputando acha até que o time de Simone Inzaghi está perfeito e não precisa de mais nada, mas não é bem assim. A traumática eliminação precoce dentro do San Siro para o Bologna nas oitavas de final da Copa da Itália ligou o sinal de alerta e deixou evidente que existem pontos a melhorar.

Para os Nerazzurri seguirem fazendo uma grande temporada e se manterem vivos em diferentes competições, a Trivela separou três presentes que todo torcedor da Inter adoraria receber neste Natal e certamente fariam diferença na reta final da temporada e, quem sabe, até em todo o ano de 2024.

Reposição para o ataque

Se tem algo que falta para a Internazionale e ficou nítido neste fim de 2023 é uma reposição à altura para o ataque titular. Atualmente, Simone Inzaghi conta com quatro atacantes em seu elenco, mas somente a dupla principal tem dado conta do recado. Lautaro Martínez tem 17 gols em 23 partidas na temporada, enquanto Marcus Thuram soma oito bolas na rede e seis assistências no mesmo número de jogos. Por outro lado, Marko Arnautović e Alexis Sánchez tem juntos apenas três gols e duas assistências.

Os baixos números de Arnautović e Sánchez já eram preocupantes tendo em vista a maratona de jogos que está por vir, com a Inter tendo de conciliar Serie A, Champions League e Supercopa da Itália ao mesmo tempo. Com Lautaro sofrendo uma distensão muscular no adutor da perna esquerda diante do Bologna, a necessidade de outra opção para o setor ficou urgente. Não importa se vai ser trazendo um reforço barato e criativo, recuperando os atacantes em má-fase ou até improvisando alguém lá na frente, os Nerazzurri precisam de uma reposição à altura para Lautaro e Thuram.

Conciliação de todas as competições

Parece óbvio, mas conseguir conciliar todas as competições é extremamente importante, mas é ainda mais complicado. A Internazionale não vai abrir mão da Serie A, onde é líder isolada, e muito menos da Champions League, ainda mais depois de ter provado que pode chegar longe no principal torneio europeu de clubes com o vice na temporada passada.

Sendo assim, a Supercopa da Itália sobrou como melhor alternativa para Simone Inzaghi poupar seus principais nomes, mas mesmo assim é difícil cravar que o técnico não disputará o torneio com o melhor que tiver à disposição. Afinal, é a competição mais acessível de todas, com no máximo dois jogos para se disputar. Com a conquista, a Inter ainda seria a primeira tricampeã consecutiva do torneio desde o Milan na década de 1990 e ficaria atrás somente da Juventus na lista de maiores vencedores, com oito títulos.

No fim, parece mesmo que Inzaghi terá de rodar com excelência seu elenco durante todas as competições e assim seguir brigando pelo lugar mais alto do pódio em três frentes diferentes.

Cabeça no lugar nos piores momentos

Por mais que tenha sofrido somente duas derrotas nas 23 partidas que disputou nesta temporada até aqui, é inevitável que a Internazionale tropece eventualmente. Seja com uma sequência de resultados ruins, uma eliminação ou derrota em confronto direto, é certo que em algum momento a equipe de Simone Inzaghi atravessará um momento de turbulência.

E é exatamente aí que os Nerazzurri precisarão ter a cabeça no lugar e não sentirem a pressão. Tendo ainda pela frente metade da temporada, a Inter precisará saber lidar com os tropeços para não se apavorar com a possibilidade de ver tudo que foi construído até aqui desmoronar, como já aconteceu com tantos times (especialmente em 2023).

Foto de Felipe Novis

Felipe Novis

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.
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