Itália

De Rossi: “Não podemos esquecer que há quatro meses a Itália era a equipe mais forte da Europa”

Auxiliar de Mancini na Euro 2020, De Rossi acredita na classificação italiana à Copa do Mundo de 2022

Daniele De Rossi foi um jogador marcante no seu tempo em campo. Ídolo da Roma, onde jogou de 2001 a 2019, o italiano, atualmente com 38 anos, ainda defendeu o Boca Juniors no final da carreira, em 2019/20. Estuda para ser treinador e foi auxiliar técnico de Roberto Mancini na conquista da última Eurocopa. Embora a Itália esteja na repescagem para a Copa do Mundo, ele lembrou que o time era o melhor da Europa e mostrou confiança na Azzurra.

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“Depois de chegar a uma conquista como essa, um momento de desordem pode ser psicológico”, disse o ex-jogador, que participou da campanha como um dos auxiliares técnicos de Mancini.“Chegamos perto de classificar e agora estamos competindo com outras seleções que jogarão nos playoffs. Não há problemas, iremos jogar [a repescagem]. “Não podemos esquecer que quatro meses atrás éramos o time mais forte da Europa. Mais do que um reset, é melhor rebobinar e olhar as memórias positivas”, afirmou ainda De Rossi.

A Itália jogará a repescagem por uma vaga na Copa, em março. Terá a Macedônia do Norte como primeira adversária e, se vencer, enfrenta o vencedor de Portugal e Turquia na final, valendo vaga na Copa 2022. A Itália já ficou fora da Copa 2018, perdendo justamente na repescagem para a Suécia.

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Lenda do futebol? “Me sinto velho”

De Rossi teve uma carreira bastante lembrada. Foram18 anos defendendo a Roma, onde se tornou um ídolo eterno e foi também um dos líderes do time – nas últimas temporadas, era o capitão, depois da aposentadoria de Francesco Totti.

“Se sou uma lenda? Não sei, esses prêmios pela carreira me fazem me sentir um pouco velho, mas eu aprecio e vim receber com muito prazer. Outras lendas do esporte estão aqui”, disse o ex-jogador.

De Rossi pede paciência com a Roma

“Não é fácil ou correto julgar de fora. Eu nunca gostei de ex-jogadores que sempre comentam depois de derrotas. São minhas ideias. Talvez a Roma precise de uma série de vitórias que possam trazer não entusiasmo, mas convicção”, afirmou o ex-meio-campista.

“Os torcedores não devem esperar nada. Não vou para o estádio porque sou introvertido e não passaria despercebido. Estou ansioso pelo processo que irá durar alguns anos e irá levar a Roma ao topo, graças às pessoas certas. Mourinho, assim como Guardiola, Simeone, Klopp e Ancelotti, são todos técnicos que qualquer jogador gostaria de ser treinado para pegar um pouco do carisma. Para vencer você precisa de pessoas que conheçam a palavra vencer. Certamente não é a pessoa errada”, afirmou.

Atualmente a Roma está em sexto na Serie A, com 28 pontos. O Napoli, quarto colocado, tem 36. A Roma volta a campo no próximo sábado, às 11h, horário de Brasília, e enfrentará a Atalanta, fora de casa, em Bérgamo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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