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West Ham complicou a vida de mais um grande e poderia ter saído com a vitória contra o City

Dentre as diversas surpresas da atual edição da Premier League, o West Ham de Slaven Bilic é das mais agradáveis. Uma equipe de meio de tabela que, impulsionada por uma contratação certeira e pelo clima de despedida do estádio Boleyn Ground, tem surpreendido e, após 23 rodadas, mantém muito vivo o sonho de chegar a uma competição europeia. Neste sábado, os Hammers voltaram a fazer algo pelo qual têm se caracterizado nesta temporada: complicar a vida de um grande. Os londrinos seguraram um empate em 2 a 2 com o terceiro colocado Manchester City e por muito pouco não saíram com a vitória.

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O West Ham mal esperou a partida começar para mostrar como tem sido um adversário duro para qualquer equipe do campeonato. Com apenas 54 segundos de jogo disputados, os donos da casa abriram o placar com Enner Valencia. Cheikhou Kouyaté fez bela jogada individual, arrancando com a bola, e cruzou, contando com um desvio para que ela chegasse até o equatoriano, que não desperdiçou e fez 1 a 0.

O Manchester City respondeu cedo, com Agüero convertendo pênalti aos nove minutos do primeiro tempo para recolocar o time na partida. A partir do empate, o City cresceu no duelo, mas sem converter essa melhora de desempenho em um bom número de chances de gol. No início do segundo tempo, aos dez minutos, o West Ham foi esperto, aproveitando desatenção da defesa do time de Manchester, especialmente de Otamendi, e retomou a frente no placar com Valencia. Antonio cobrou lateral rapidamente, e o equatoriano tocou de leve na bola, na saída de Hart, para fazer 2 a 1.

Aos 36 minutos do segundo tempo, foi a vez de Sergio Agüero aproveitar um descuido da defesa dos Hammers. Iheanacho saiu dividindo a bola com diversos defensores do West Ham, e, no desespero, os zagueiros soltaram a bola nos pés do argentino, que foi ágil na definição, tirando do goleiro Adrián.

Se observado apenas na frieza dos números, o resultado foi muito bom para o West Ham. Afinal, o Manchester City é o terceiro colocado, a única equipe que, no momento, parece ter alguma capacidade de se intrometer na briga pelo título entre Leicester e Arsenal. Sem falar que os Citizens contam com um dos elencos mais completos do campeonato. Entretanto, o West Ham, no geral, foi melhor que seu adversário e ainda acertou o travessão, em uma jogada de bola parada, no último lance do jogo.

Se essa bola tivesse entrado, o West Ham teria ultrapassado o Manchester United e assumido a quinta colocação da Premier League. Como os Red Devils perderam em casa para o Southampton, a diferença atual é de apenas um ponto. Para o azar do time de Bilic, o Tottenham, quarto colocado, venceu e está agora a seis pontos dos Hammers. A distância pode não ser favorável para os sonhos de Champions League do West Ham, mas o desempenho em 2015/16 já torna a temporada especial.

Além de contar com a carismática figura de Slaven Bilic, com o talento de Dimitri Payet e com a energia especial que tem cercado as arquibancadas do Boleyn Ground no ano de despedida do estádio, o West Ham ainda tem batido de frente com as maiores equipes do país. Em sete jogos contra Manchester City (dois), Liverpool (dois), Manchester United, Chelsea e Arsenal, os Hammers acumularam 17 pontos de 21 possíveis. Foram cinco vitórias e dois empates contra esses adversários. Independentemente do resultado ao fim da temporada, a impressão é de que o torcedor do West Ham olhará com carinho para a atual campanha, contanto que não haja uma queda trágica de rendimento. Com a consistência da equipe até agora, esse cenário é improvável.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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