Inglaterra

‘Sou corajoso’: A fala de técnico da Inglaterra que ligou o alerta de astros da seleção

Thomas Tuchel quer fomentar concorrência interna antes da próxima Data Fifa em outubro

O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, foi enfático ao dizer que não hesitará em deixar grandes nomes de fora do time titular caso isso seja o melhor para o equilíbrio coletivo.

A declaração veio após a vitória por 5 a 0 sobre a Sérvia, em Belgrado, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, um resultado que deixou a Inglaterra em posição confortável na tabela e aumentou a confiança do grupo.

Concorrência interna como trunfo de Tuchel na Inglaterra

Segundo o comandante alemão, a concorrência por vagas está mais acirrada do que nunca, especialmente para a posição de meia-armador. A ausência de jogadores como Jude Bellingham, Cole Palmer e Phil Foden, todos se recuperando de problemas físicos, abriu espaço para novas opções, e Morgan Rogers aproveitou a chance.

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Bellingham e Alexander-Arnold pela Inglaterra (Foto: Imago)

O meia do Aston Villa teve grande atuação e foi peça-chave para o resultado, com destaque para o passe de primeira que deixou Noni Madueke em condições ideais para marcar o segundo gol. O desempenho rendeu até elogios de Roy Keane, que o comparou a Paul Gascoigne, um dos maiores talentos da história do futebol inglês.

Para o treinador, manter o grupo enxuto e competitivo é uma forma de garantir o máximo de entrega de todos. “Sou sempre corajoso. Convocamos um grupo de apenas 21 jogadores de linha para manter a competição acirrada“, explicou Tuchel.

“Se você está no time, deve se comportar da melhor maneira, estar na sua melhor forma e aproveitar a oportunidade. É um privilégio estar aqui e lutar pelo seu lugar.”

O técnico destacou que decisões difíceis já foram tomadas e continuarão sendo necessárias ao longo do ciclo. Para ele, o fato de poder contar com nomes como Eberechi Eze e Morgan Gibbs-White como opções no banco é um sinal de que a Inglaterra possui um leque de alternativas que vai muito além de suas estrelas mais midiáticas.

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Um time menos dependente de estrelas

Tuchel também fez questão de ressaltar que sua Inglaterra não dependerá de apenas um ou dois craques para alcançar grandes resultados. Ele lembrou de situações do passado, quando o país entrou em pânico com lesões de jogadores como David Beckham ou Wayne Rooney às vésperas de torneios importantes.

“Se um grande jogador perder um torneio, precisamos ter soluções. Temos que focar nos que estão disponíveis e prontos para serem a melhor versão de si mesmos. Este é um esporte coletivo, e contra a Sérvia vimos o que significa um verdadeiro trabalho em equipe.”

Com a vitória em Belgrado, a seleção inglesa deu mais um passo importante rumo à classificação para o Mundial. Tuchel sabe que ainda há um longo caminho até 2026, mas acredita que a crescente competitividade interna será o maior diferencial do time para chegar forte à próxima Copa do Mundo

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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