As novas armas que o Tottenham deve usar para surpreender o Chelsea e voltar a vencer em casa
Spurs têm apenas uma vitória em quatro jogos como mandante na Premier League e recebem os Blues neste sábado (1º)
O Tottenham estreou na Premier League com vitória sobre o Burnley por 3 a 0, e esse segue como o único triunfo da equipe no Tottenham Hotspur Stadium nesta temporada do Campeonato Inglês.
Desde então, os Spurs fizeram mais três jogos em casa — Bournemouth, Wolverhampton e Aston Villa — e tiveram duas derrotas e um empate. Thomas Frank e seus comandados miram fazer as pazes com os três pontos diante da torcida neste sábado (1º), contra o rival Chelsea, às 14h30 (de Brasília).
Para isso, Frank pode ver com bons olhos adaptações táticas. O dinamarquês tem optado pelo 4-2-3-1 nas últimas partidas, mas ao enfrentar um time de transição rápida como os Blues, ele deve ser ainda mais cauteloso na defesa.
É possível adotar um 3-5-2 na fase defensiva — tal qual contra o PSG — e usar Kudus para puxar contra-ataques. Ou, ainda, construir o meio-campo com João Palhinha e Rodrigo Bentancur para proporcionar equilíbrio entre experiência e mobilidade e permitir pressão na saída de bola adversária, semelhante ao que fez quando bateu o Manchester City.
Frank gosta da flexibilidade que o elenco lhe propõe e pode explorar qualquer um desses caminhos, contudo, há dois fatores que certamente estão na pauta dos Spurs contra o Chelsea e têm grandes chances de definir o jogo: a bola parada e os laterais.
Bola parada e laterais se tornam armas para o Tottenham
O técnico Enzo Maresca refletiu sobre como os arremessos laterais longos têm sido importantes para o Tottenham e declarou ter dedicado atenção especial para evitar o sucesso adversário nas investidas.
Com os lançamentos manuais de Kevin Danso, por exemplo, o time encontrou uma forma de dar trabalho à defesa do Aston Villa, apesar de perder por 2 a 1.
Thomas Frank se destaca por criar “caos” na Premier League em bolas paradas desde os tempos em que estava no Brentford, e tem o suporte de Andreas Georgson, treinador do sistema, para manter essa efetividade nos Spurs.

No 3 a 0 sobre o Everton no domingo (26), o zagueiro Micky van de Ven foi o artilheiro do dia com dois gols após escanteios. A primeira cobrança, de Kudus, foi em direção a Bentancur na segunda trave e o uruguaio cabeceou no meio da área, onde estava o holandês para abrir o placar.
Na segunda, Van de Ven apareceu na primeira trave após o lançamento de Pedro Porro. Houve ainda os gols de Lucas Bergvall (West Ham) e Cristian Romero (PSG), oriundos de cobranças de falta, cujas estratégias os deixaram livres na área para marcar.
— As bolas paradas são cruciais. Neste momento, o Arsenal está no caminho para o título graças às jogadas de bola parada — disse Frank no domingo.
Esse recurso é ainda mais importante ao considerar que os Spurs não tiveram tanto êxito em construir ataques perigosos com bola rolando.

Com o desejo de vencer — e convencer — como mandante, Frank projetou duelo “único e especial” ao encarar o Chelsea. O grupo também pretende dar resposta positiva após a eliminação na Copa da Liga Inglesa.
— Estou ansioso. Precisamos do apoio dos torcedores. Os torcedores têm uma determinação incrível, e precisamos disso no time — afirmou o técnico em entrevista coletiva.
O Tottenham precisa vencer para se manter nas primeiras colocações na tabela. Atualmente, é o 3º colocado com 17 pontos. O Chelsea, 14, está em 9º lugar.



