Inglaterra

Torcedor do Arsenal, Hamilton explica interesse em investir no Chelsea: “No fim das contas, sou um fã do esporte”

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 está empolgado com a possibilidade de usar um clube desse tamanho como plataforma para educar os torcedores sobre diversidade e inclusão

O heptacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, disse que foi praticamente obrigado pela irmã a torcer pelo Arsenal quando era criança e no fim das contas é um apaixonado pelo esporte ao comentar como conciliará a sua paixão pelos Gunners com o investimento que deseja fazer no Chelsea – um dos seus principais rivais.

Hamilton confirmou que ele e Serena Williams fazem parte do consórcio liderado por Marin Broughton, ex-presidente do Liverpool, que apresentou uma proposta para comprar o Chelsea de Roman Abramovich, como a imprensa inglesa havia noticiado na última quinta-feira.

“Quando eu era jovem, na esquina de onde morava, eu costumava jogar futebol com todas as crianças e alguns amigos próximos. Eu queria muito me enturmar. Era a única criança negra. Eu sabia que todas as crianças torciam para um clube diferente. Uma era Tottenham, outra era Manchester United. Eu lembro que ficava trocando de times quando era jovem e chegava em casa e minha irmã Sam me socava várias vezes no braço, basicamente me batendo e dizendo: ‘você tem que torcer para o Arsenal’”, disse, segundo a ESPN.

“Eu lembro que me tornei torcedor do Arsenal aos 5 ou 6 anos, mas meu tio Terry é um grande torcedor dos Blues, então eu fui a vários jogos com ele ver Arsenal e Chelsea jogarem. No fim das contas, eu sou um fã do esporte. É o maior esporte do mundo, e o Chelsea é um dos maiores e mais bem sucedidos clubes do mundo. Quando eu ouvi a oportunidade, eu fiquei ‘wow, é uma das maiores oportunidades de fazer parte de algo ótimo’”, acrescentou Hamilton, em Ímola para a disputa do Grande Prêmio da Emilia-Romagna, a quarta etapa da temporada da F1.

Hamilton, que tem uma propriedade de luxo na região de Stamford Bridge, disse que está em constante com Serena Williams e ambos discutiram a oportunidade de negócios antes de se comprometerem a investir. “Ela é uma mulher e uma atleta fenomenal. Falamos sobre isso, ela perguntou o que eu achava, eu disse que faria parte e ela ficou empolgada em se juntar”, disse.

Muito atuante na luta contra o racismo, Hamilton está especialmente empolgado com a plataforma que teria para “educar muitos incríveis torcedores” sobre diversidade e inclusão. Ele afirmou que pelo menos em um primeiro momento não seria um acionista mais próximo do dia a dia porque o seu foco ainda é a Fórmula 1.

“Ainda não ganhamos, mas, se ganharmos, há muitas oportunidades de me envolver mais e mais ao longo do tempo, o que é muito empolgante, querendo ajudar com o sucesso que eles já tiveram e ajudá-los a ser ainda mais bem sucedidos. A parte em que estamos muito alinhados e o que eles já fizeram lá é D&I (Diversidade e Inclusão). Você vê que ainda há muito trabalho a ser feito naquele esporte, que precisa ser mais diverso e mais inclusivo”, disse.

“Primeiro, estamos tentando comprar o time e seguir em frente. É um time, é tudo sobre a comunidade. O que realmente faz um time de futebol são as pessoas em torno dele. Eles têm sido líderes em seu trabalho em D&I e se tornando mais diversos e progressistas. Não é sobre nos associar aos antigos donos. Nossos objetivos são continuar parte do trabalho que já fizeram e ter um impacto ainda maior e nos envolver ainda mais com a comunidade”, completou.

Abramovich foi sancionado pelo governo britânico pela sua proximidade com o presidente russo, Vladimir Putin, após a invasão à Ucrânia no final de fevereiro. O Chelsea está operando com uma licença especial que coloca restrições em sua capacidade de gerar receitas, à espera de um novo dono.

O processo de venda está sendo conduzido pelo banco norte-americano Raine Group. As últimas propostas foram apresentadas no começo do mês. O processo de avaliação está em andamento, assim como o teste da Premier League que examina novos donos e diretores. O resultado deve sair em breve.

A família Ricketts, dona do Chicago Cubs da Major League Baseball, se retirou do processo, após reações de torcedores do Chelsea a comentários racistas do patriarca Joe Ricketts. Consórcios liderados pelo dono do Los Angeles Dodgers, outro time de beisebol, Todd Boehly, e por um dos proprietários do Boston Celtics, da NBA, Steve Pagliuca, ainda estão na disputa, com o grupo que conta com Hamilton, Williams e Broughton.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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