Enfim fora do Chelsea, Sterling entra no mercado e negocia com sete clubes
Após passagem frustrada por Stamford Bridge, atacante de 31 anos passa a ser alvo de times da Inglaterra e do exterior
Raheem Sterling voltou oficialmente ao mercado. Após rescindir seu contrato com o Chelsea por mútuo acordo na última quarta-feira (28), o atacante inglês passou a ser alvo de uma disputa nos bastidores: seus representantes mantêm conversas com sete clubes, interessados em contar com o jogador como agente livre.
Aos 31 anos, Sterling encerra uma passagem frustrante por Stamford Bridge. Contratado em 2022 por 47,5 milhões de libras (cerca de R$ 340 milhões de reais), o ex-destaque do Manchester City tornou-se o atleta mais bem pago do elenco, com salário semanal de 325 mil libras, mas jamais conseguiu repetir o protagonismo que teve sob o comando de Pep Guardiola. Na última temporada esteve emprestado ao Arsenal, após ser afastado dos planos do Chelsea.
Sterling flexibiliza planos e vê mercado se abrir

Mesmo com especulações intensas ao longo da última janela, uma saída não se concretizou naquele momento. Agora, livre de contrato com o Chelsea, o cenário mudou. Segundo a “Sky Sports”, há negociações em andamento com sete clubes, o que permite que Sterling defina seu futuro fora do período oficial de transferências.
No passado recente, as tentativas de venda dos Blues esbarraram nas altas exigências salariais do jogador e em sua preferência por permanecer em Londres. Esse quadro, porém, parece ter se flexibilizado. Internamente, há a percepção de que Sterling está disposto a considerar novos destinos — fora da capital inglesa.
Fulham e Napoli já haviam surgido como interessados durante o último verão europeu, e o leque agora se ampliou. Os agentes do atacante conversaram com times da Inglaterra, Itália, França e Alemanha, e o próprio atacante não descarta uma experiência no exterior. Sua última atuação oficial foi no fim de maio, vestindo a camisa do Arsenal.
Com currículo pesado, status de agente livre e disposição para ouvir propostas, Sterling entra em um momento decisivo da carreira — cercado de interesse, mas também de questionamentos sobre qual versão ainda pode entregar em alto nível.
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O declínio da carreira de Sterling na Inglaterra

A trajetória de Raheem Sterling no futebol teve um ponto de virada claro após duas temporadas de afirmação no Liverpool, em 2013/14 e 2014/15. A transferência para o Manchester City, em julho de 2015, por cerca de 70 milhões de libras, marcou o início do período mais sólido de sua carreira. Em um ambiente competitivo e estruturado, Sterling evoluiu técnica e taticamente, tornando-se um atacante decisivo no cenário inglês.
No City, foram sete temporadas de rara regularidade. Sob o comando de Pep Guardiola em seis delas, Sterling atingiu números expressivos: marcou ao menos dez gols em todas as campanhas, somou 131 tentos e 74 assistências e foi peça-chave em um time dominante, conquistando 11 títulos, incluindo quatro edições da Premier League.
A mudança para o Chelsea, em 2022, porém, alterou completamente esse panorama. Mesmo com mais um ano de contrato com os Citizens, Sterling pediu para sair em busca de maior protagonismo e sequência como titular — algo que já não vinha tendo com Guardiola. Contratado a pedido de Thomas Tuchel, começou bem, com três gols em seis partidas, mas a demissão precoce do treinador alemão abriu caminho para um cenário de instabilidade extrema.
Na primeira temporada em Stamford Bridge, Sterling conviveu com quatro técnicos diferentes e nunca encontrou continuidade. Com Mauricio Pochettino, apresentou apenas lampejos do jogador que havia sido no City, inclusive marcando contra o antigo clube na temporada 2023/24. Ainda assim, a falta de um projeto claro e as mudanças constantes minaram qualquer tentativa de retomada consistente.
Nem mesmo o empréstimo ao Arsenal conseguiu reposicionar sua carreira. Com somente um gol e cinco assistências em 28 jogos, o desempenho ficou abaixo do esperado, embora o próprio jogador entenda que as condições do acordo limitaram seu impacto. Agora, livre no mercado, Sterling vê esse ciclo como encerrado e busca um recomeço.



