‘Um dia vou me transferir para um clube de elite mundial. Isso é o meu objetivo’
Belga exalta amadurecimento sob Unai Emery, mas é honesto (e polêmico) em declaração sobre futuro
Amadou Onana, destaque do Aston Villa, foi direto falando do próprio futuro. Em entrevista ao jornal belga “Het Nieuwsblad”, o meio-campista deixou claro que, embora esteja satisfeito com o momento vivido na Premier League, seu projeto de carreira vai além.
Jogar por um “clube de classe mundial” segue sendo um objetivo declarado, ainda que ele reconheça o papel central do Villa em sua evolução recente. E ele não teve medo de esconder isso.
Aston Villa não é o destino final para Onana
Contratado em 2024 após passagem pelo Everton, Onana rapidamente se tornou peça importante no time de Unai Emery. Aos 24 anos, o belga afirma viver o melhor momento da carreira, tanto física quanto mentalmente, e atribui boa parte desse crescimento ao trabalho diário com o treinador espanhol.
“Sim, acho que um dia farei uma transferência para um clube que seja de classe mundial. Isso é realmente um objetivo de carreira. Tenho 24 anos e sinto que me tornei mais maduro. Nos últimos meses, tenho jogado o melhor futebol da minha vida“, disse.
A declaração, ainda que honesta, inevitavelmente levanta questionamentos sobre o futuro do jogador no Aston Villa, especialmente em um contexto de crescente valorização no mercado europeu.

Onana fez questão de contextualizar sua escolha pelo Aston Villa, revelando que teve outras oportunidades relevantes antes de fechar com o clube inglês. Segundo ele, a decisão não foi tomada por acaso, mas sim como parte de um plano maior de desenvolvimento.
“Depois do meu período no Everton, já tive contato com grandes clubes. No fim das contas, escolhi o Aston Villa porque achei que era o passo certo naquele momento.”
O momento, de fato, parece ter sido bem escolhido. O Villa vive uma temporada sólida na Premier League e aparece na briga direta pelo topo da tabela. Com 15 rodadas restantes, a equipe está apenas quatro pontos atrás do Arsenal, líder do campeonato, cenário que reforça o ambiente competitivo citado pelo belga.
Apesar disso, Onana garante que o discurso interno é de cautela. “Estamos agora quatro pontos atrás do Arsenal, mas ainda há muitos jogos pela frente. Tentamos não falar sobre o título no vestiário, mas sabemos que temos bons jogadores”, disse.
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Emery, o grande responsável pela evolução
Se há um nome constantemente citado por Onana, é Unai Emery. O meio-campista não economizou elogios ao treinador e foi categórico ao colocá-lo no topo da lista dos profissionais com quem já trabalhou.
“Ele é o melhor treinador que já tive. Ele me traz novas ideias sobre o meu jogo. Taticamente, ele é um gênio. É impressionante vê-lo em ação todos os dias”, afirmou o belga.
Sob o comando do espanhol, Onana se consolidou como peça-chave no meio-campo, com uma função bem definida e menos liberdade ofensiva do que muitos imaginam ao observar seu porte físico.
Ama. Amadou. Ama. Amadou. Ama. Amadou.
Amadou. Onana. pic.twitter.com/Z2XQV8pq8d
— Aston Villa (@AVFCOfficial) October 26, 2025
Função tática e números modestos de gols
Questionado sobre sua baixa produção ofensiva,17 gols em 219 partidas na carreira, Onana tratou o tema com naturalidade. Para ele, a cobrança ignora o papel que exerce dentro do sistema de Emery.
“Sim, eu sou alto, mas isso não faz tanta diferença para marcar. Não sou um camisa 9, mas um camisa 6 no Aston Villa. Em bolas paradas, nem sempre sou o alvo principal. Tentamos fazer outras coisas para surpreender o adversário.”
Confrontado diretamente com as estatísticas, o belga manteve a serenidade: “Poderia ser melhor, mas não perco o sono por causa disso, desde que o treinador esteja satisfeito com o meu trabalho”.
A franqueza de Onana ajuda a entender não apenas sua ambição, mas também o equilíbrio que tenta manter entre desempenho imediato e planos de longo prazo. No Villa, ele encontrou o ambiente ideal para crescer.



