Inglaterra

Críticas de Keane a Haaland são apenas mais um episódio do ódio entre famílias

Ídolo do Manchester United causou o encerramento da carreira do pai do atacante do City em 2001

Roy Keane, ex-volante do Manchester United e atualmente comentarista da Sky Sports, fez críticas ao desempenho de Erling Haaland, no empate sem gols do City diante do Arsenal, em duelo disputado neste domingo e válido pela 30ª rodada da Premier League. O irlandês chegou a comparar o atacante a um jogador da League Two (equivalente à quarta divisão do futebol inglês), ao analisar seu nível de jogo em geral e afirmou haver um tempo que o centroavante não vem jogando bem.

— Na frente do gol ele é o melhor do mundo, mas seu jogo geral para um jogador assim é muito pobre. Não somente hoje. Ele tem que melhorar. Ele parece um jogador da League Two (quarta divisão da Inglaterra), é assim que olho para ele. Seu jogo em geral tem que melhorar, e isso acontecerá nos próximos anos — comentou Roy Keane.

Ao lado de Dominike Solanke do Bournemouth, Erling Haaland é o artilheiro da Premier League com 18 gols marcados e desde que foi contratado pelo Manchester City em julho de 2022 anotou nada mais nada menos do que 86 gols em 89 jogos. A fala de Roy Keane sobre o desempenho do norueguês revisitou uma antiga desavença do irlandês com a família do jogador, mais precisamente com o pai do craque do City, Alf-Inge Haaland, que em 1997 acabou lesionando o ex-volante e ainda o provocou quando estava caído ao chão.

Relembre a briga entre Roy Keane e o pai de Haaland

Tudo começou no dia 27 de setembro de 1997. Foi nesta data que Leeds e Manchester United se enfrentaram pela nona rodada da Premier League da temporada 1997/1998. Na ocasião, Alf-Inge Haaland defendia o Leeds e se envolveu em um lance no qual Roy Keane acabou rompendo os ligamentos de seu joelho e por consequência perdeu o restante daquela temporada. Naquele momento, o norueguês considerou que o volante estava tentando ganhar tempo e chegou a provocá-lo com ele no chão — dizendo que o irlandês estava fingindo uma lesão.

O tempo passou e quatro anos mais tarde, em 2001, Alf-Inge Haaland defendia o Manchester City, quando encarou o Manchester United de Roy Keane no Old Trafford em clássico disputado no dia 21 abril de 2001. Restando quatro minutos para o fim do confronto, o irlandês entrou com as cravas da chuteira no joelho direito do norueguês como forma de vingança ao que havia acontecido em 1997. Imediatamente, o então capitão do United foi expulso e a jogada violenta acabou contribuindo para a aposentadoria do pai do atual atacante do City, dois anos depois, em 2003.

— Havia esperado muito tempo por isso. A bola estava lá e eu poderia disputá-la, mas fui em cima dele. ‘Tome, seu idiota, e nunca mais diga que estou mentindo’. Era para que ele nunca mais falasse que eu fingia lesões. Não me arrependi, nem depois do jogo. Mandei tudo à merda. O que vai, volta. Minha atitude foi olho por olho — revelou Roy Keane em sua autobiografia.

O irlandês confessou a intensão de machucar seu adversário como forma de vingança e na época isso lhe rendeu uma dupla punição: logo após o ocorrido, o irlandês foi multado em cinco mil libras e suspenso por três jogos, após a confissão de que tudo foi proposital, precisou pagar mais 150 mil libras e pegou outras cinco partidas de suspensão.

Foto de Lucas de Souza

Lucas de SouzaRedator

Lucas de Souza é jornalista formado pela Universidade São Judas em São Paulo. Possui especialização em Marketing Digital pela Digital House, e passagens pelos sites Futebol na Veia e Futebol Interior.

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