Inglaterra

Como chegada de novo técnico impacta brasileiros do Chelsea a 6 meses da Copa do Mundo

Contratação de Rosenior tem efeitos diferentes para trio - Andrey Santos, Estêvão e João Pedro - convocado por Ancelotti

O Chelsea vive um momento conturbado, mas também de esperança, com a saída de Enzo Maresca e a chegada de Liam Rosenior para comandar a equipe. De imediato, a troca de treinadores apazígua o ambiente interno do clube. 

Maresca saiu com relação desgastada após entrar em rota de colisão com a diretoria. A contratação de Rosenior, por sua vez, significa o oposto disso. 

O treinador deixa o Strasbourg, que pertence ao mesmo grupo proprietário do Chelsea, a Blueco. Ou seja: não só tem ótima relação com a diretoria, como recebeu uma espécie de promoção dentro do ecossistema corporativo dos proprietários. 

Resta saber como será o impacto dentro de campo e no dia a dia de trabalhos. Especialmente para os três brasileiros do elenco dos Blues.

A seis meses da Copa do Mundo de 2026, a chegada de Rosenior impacta diretamente o desempenho de Andrey Santos, Estêvão e João Pedro — três jogadores que devem estar na lista final de Carlo Ancelotti.

Como a chegada de Rosenior impacta os brasileiros do Chelsea

Andrey Santos deve ser maior beneficiado

O brasileiro que tem mais expectativa de crescer na hierarquia do elenco do Chelsea com a chegada de Rosenior é Andrey Santos. O volante ex-Vasco já trabalhou com o treinador no Strasbourg, onde era titular absoluto e até capitão da equipe.

Ou seja: Andrey era homem de confiança de Rosenior. Ele foi tão bem em duas temporadas na França, que chegou à seleção brasileira e levou os Blues a pedirem seu retorno já para a disputa do Mundial de Clubes, na metade do ano passado.

Com Rosenior, Andrey espera somar mais minutos em campo, inclusive como titular. Até agora, ele vinha sendo uma alternativa de Enzo Maresca mais para o decorrer das partidas. Tanto que iniciou apenas sete dos 24 jogos em que atuou nesta temporada.

Andrey Santos, em ação contra o Manchester City
Andrey Santos tem muito a ganhar com Rosenior(Foto: IconSport)

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João Pedro quer repetir relação que teve com Maresca

João Pedro é, em tese, o brasileiro que mais teria a reclamar da saída de Maresca. O atacante tinha ótima relação com o treinador, que depositava nele confiança para ser o titular do ataque.

A mudança de comando, porém, não chega a exatamente preocupar João Pedro, conforme apurou a Trivela. O brasileiro é o artilheiro do Chelsea na Premier League, com seis gols em 21 jogos, e sabe que não deve perder a titularidade com o novo comandante.

O momento é de certa expectativa para ter os primeiros contatos com o Rosenior e entender quais serão as suas ideias de jogo e também maneira de gerenciar o elenco.

Mudança pouco impacta situação de Estêvão

A situação de Estêvão é a que menos muda com a chegada de Rosenior. A Trivela apurou que o estafe do garoto está “totalmente indiferente” à mudança de comando no clube.

A avaliação de quem gerencia a carreira do meia-atacante é de que Estêvão é um jogador com potencial para ser titular do Chelsea “em breve”, e isso independe do treinador que estiver no comando. Como o jogador tem apenas 18 anos, não há pressa para que ele conquiste a vaga nos 11 iniciais.

E isso não muda, nem mesmo com a proximidade da Copa e a necessidade de ganhar minutos em campo. Muito porque Estêvão é protagonista da equipe de Carlo Ancelotti e encerrou 2025 como artilheiro da Seleção sob o comando do treinador.

A única questão que demanda um pouco de atenção do estafe do atleta é o fato de que a diferença nas funções táticas entre clube e Seleção são “gigantes”. Ao mesmo tempo, isso não causa preocupação excessiva.

Em sua primeira temporada no Chelsea, Estêvão já soma 24 partidas, com cinco gols e uma assistência. Ele foi titular 12 vezes até agora.

Estêvão, em ação pelo Chelsea contra o Manchester City
Estêvão, em ação pelo Chelsea contra o Manchester City (Foto: IconSport)
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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