Mundial de Clubes

Blindado pelo Chelsea, Andrey Santos aponta sua ‘melhor versão’ e já mira Mundial de Clubes

Volante brasileiro atrai interesse de grandes clubes, mas diretoria não pretende negociá-lo neste verão nem por R$ 200 milhões

O Chelsea entra na próxima janela de transferências com a missão de ajustar seu elenco para a temporada 2025/26 e também para o Mundial de Clubes, que se aproxima. E Andrey Santos se tornou assunto em ambos os cenários.

Com negociações em andamento para novas contratações, como a chegada confirmada de Liam Delap, o clube também precisa lidar com uma longa lista de jogadores que retornam de empréstimos e que exigem definição.

O interesse do mercado por Andrey Santos

Segundo informações do jornal espanhol “As”, os Blues rejeitaram de imediato propostas verbais de 30 milhões de euros por Andrey, e só cogitariam negociá-lo por, no mínimo, 60 milhões.

Andrey Santos, do Strasbourg Foto: (Icon Sport)
Andrey Santos foi o cara do Strasbourg (Foto: Icon Sport)

O veículo não precisa quais clubes formalizaram essas investidas, mas Arsenal, Paris Saint-Germain, Juventus e Milan estariam entre os interessados. A valorização recente do brasileiro foi impulsionada por sua convocação para a seleção brasileira de Carlo Ancelotti, com expectativa de que ele some mais minutos e aumente ainda mais seu valor de mercado.

Apesar de ter passado a última temporada emprestado, Andrey já era visto com bons olhos pela comissão técnica desde o meio do último ano, quando havia uma chance de ser reintegrado ao grupo.

Quando chegou, em 2023, sob o comando de Mauricio Pochettino, fez boa pré-temporada, mas não recebeu oportunidades depois. Agora, com uma sequência sólida na Ligue 1, sua permanência em Londres parece provável.

Em entrevista ao “As”, disse entender que não recebeu oportunidades antes porque não tinha experiência no mais alto nível. Agora, pode buscar seu lugar:

Eu cresci muito. Quando cheguei ao Nottingham Forest não tinha experiência ao nível europeu e por isso não tive muitos minutos. Eu sempre digo que o jogador ganha experiência quando está jogando, somando partidas e minutos. Esse foi o meu caso. Comecei a jogar no Strasbourg, comecei a ganhar minutos, comecei a mostrar do que sou capaz ao nível europeu“.

Andrey Santos, ex-Vasco. Foto: Imago
Andrey Santos foi emprestado pelo Chelsea ao Strasbourg e foi um dos principais destaques do time francês. (Foto: Imago)

Andrey se tornou mais goleador na última temporada: foram 11 gols e cinco assistências em 34 jogos. Esses são números impressionantes para quem diz que seu melhor lugar no campo é o de volante recuado:

Posso jogar tanto de 5 (volante) quanto de 8 (meia), mas minha melhor versão é jogar de 5. Eu me sinto mais confortável. Mas claro, se o treinador disser para jogar 8, 5 ou até goleiro, eu vou fazer isso. Quero estar preparado para entender todas as funções dos jogadores de campo para jogar. Claro, também gosto de pisar na área para marcar — disse.

O brasileiro, no entanto, revela que ainda não falou com o técnico dos Blues, Enzo Maresca. O fará quando voltar da Data Fifa, e já será pensando na disputa da Copa do Mundo de Clubes.

— Ainda não falei com o Enzo, não. Depois desses jogos com a Seleção, volto ao Chelsea para a Copa do Mundo de Clubes. Quando falamos do Chelsea é uma questão de ganhar e lutar por todas as competições. Com a Copa do Mundo de Clubes não vai ser diferente. Queremos ser campeões.

O Chelsea ainda precisa tomar decisões sobre diversos jogadores em voltando de empréstimo, como Armando Broja, Raheem Sterling e Lesley Ugochukwu, que podem ser negociados permanentemente. O clube tenta evitar o inchaço do elenco que marcou a pré-temporada passada.

Neste cenário, manter Andrey Santos é visto como uma prioridade estratégica: um jovem promissor, adaptado ao futebol europeu e com potencial para crescer sob a supervisão direta da comissão técnica no dia a dia. A diretoria acredita que ainda não é hora de abrir mão de um dos ativos mais promissores do clube.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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