‘Não tenho goleiro titular’: Técnico manda recado ao elenco do Chelsea após derrota
Robert Sanchez falhou em dois gols na derrota dos Blues para o rival Arsenal na ultima quarta-feira (14)
A derrota do Chelsea para o Arsenal por 3 a 2 em Anfield, na última quarta-feira (14), no jogo de ida da semifinal da Copa da Liga Inglesa rendeu pedidos de reavaliação do elenco por parte do recém-chegado técnico Liam Rosenior.
Uma das preocupações para o novo comandante está no setor defensivo dos Blues, ainda mais após a atuação negativa do goleiro Robert Sánchez, que cometeu dois erros resultando em gols do Arsenal. Sánchez foi surpreendido num escanteio no primeiro gol dos Gunners, e depois deixou escapar um cruzamento rasteiro que permitiu a Viktor Gyokores marcar o terceiro.
Mesmo com uma defesa importante no final da partida, o arqueiro não foi poupado das críticas, já que a partida foi vista como um exemplo da tendência do goleiro em oscilar entre momentos brilhantes e outros nem tanto.
O novo treinador dos Blues já deixou claro que não tem um goleiro titular ou reserva definido, e que Robert Sánchez — assim como todos os jogadores do Chelsea — terá que conquistar seu lugar na equipe.
— Não tenho goleiros titulares ou reservas. Trabalho com foco no desempenho em todas as posições em campo. Vocês precisam merecer seu lugar na equipe, essa é a mensagem para todos os jogadores. Não tenho titulares garantidos para a posição de número 1 ou número 9. Eles precisam conquistar seu espaço no time — pontuou o Rosenior.
Apesar de não ter conseguido interceptar o cruzamento que resultou no primeiro gol do Arsenal, o arqueiro espanhol é um dos goleiros mais fortes da Premier League em bolas aéreas e em socar cruzamentos ou arremessos laterais longos.
Segundo a plataforma “Opta”, ele defendeu 12,8% dos cruzamentos, uma porcentagem superada apenas por Nick Pope, do Newcastle United (14,3%), nesta temporada da Premier League. A característica é particularmente valiosa, considerando o alto indíce de gols de bola parada nesta temporada.
Na temporada passada, Sánchez foi alvo de muitas críticas e irritou os torcedores do Chelsea com seus passes curtos sob pressão e suas falhas cometidas em lances considerados simples. A pressão sobre o jogador, no entanto, havia sido aliviada durante a boa atuação do arqueiro na grande final do Mundial de Clubes, torneio que os Blues venceram ao superar o temido PSG de Luis Enrique.

As opções de Rosenior para o Chelsea
Ao longo de 2025/26, dados da “Opta” mostraram que o goleiro espanhol fez um número de defesas um pouco maior do que o esperado nesta temporada. Contudo, diante da imprevisibilidade das performances, Rosenior tem como ‘plano B’ o reserva Filip Jorgensen.
O arqueiro fez oito jogos na liga desde que assinou um contrato de sete anos em 2024 e espera uma oportunidade de jogar regularmente para aumentar as suas hipóteses de ser o número 1 da seleção da Dinamarca, na Copa do Mundo, caso a equipe nacional se classifique para o Mundial.
— O Robert teve uma temporada excepcional. O Filip também mostrou ótimos sinais de compreensão de jogo contra o Charlton [na FA Cup]. Mas o que eu preciso fazer é encontrar o equilíbrio. Quero vencer agora, quero melhorar a equipe e deixar a minha marca. E é nisso que vamos trabalhar contra o Brentford [no próximo sábado (17)] –, declarou o técnico.

Segundo o “The Times”, Rosenior afirmou que está desafiando seus goleiros e pedindo que executem suas instruções táticas, que podem ser diferentes daquelas que recebiam de seu antecessor Enzo Maresca.
— Cada treinador que chega tem uma ideia diferente. Há gatilhos diferentes. Há padrões diferentes em termos do que peço, não só ao Rob, mas a toda a equipe, [como] posicionamentos e construção de jogo –, afirma.
Apesar da busca por resultados com certa agilidade, Rosenior tem pregado paciência durante a realização da implementação do seu jogo tático e técnico, esperando que as tomadas de decisão sejam feitas por todo o grupo.
— Nunca será perfeito na primeira vez. Quando é certo ser direto e jogar, especialmente contra uma marcação individual, é a coisa a fazer. Trata-se apenas de garantir que a tomada de decisão — não só do Robert, mas de toda a equipe — esteja presente. Isso virá com o tempo –, explica.



