Inglaterra

Volta de Richarlison pode ser trunfo do Tottenham para clássico contra o Arsenal

Recuperado de lesão, brasileiro deve ser relacionado por Igor Tudor no Derby do Norte de Londres e desponta como principal esperança ofensiva dos Spurs

A sexta-feira (20) no Tottenham foi marcada por mensagens contraditórias, mas terminou com uma notícia capaz de mudar o panorama do clássico contra o Arsenal: Richarlison está de volta.

Depois de semanas fora por lesão no tendão da coxa, o brasileiro deve ser relacionado por Igor Tudor para o Derby do Norte de Londres, neste domingo (22), pela Premier League, reacendendo a esperança de um ataque mais competitivo em um momento delicado da temporada.

Richarlison é esperança em estreia de Tudor no Tottenham

O treinador croata assumiu o comando herdando uma lista extensa de problemas físicos. No último treino antes do jogo, apenas 13 jogadores do elenco principal estavam disponíveis.

Kulusevski, Maddison, Bergvall, Kudus e Odobert seguem no departamento médico, enquanto Cristian Romero cumpre suspensão. Em um cenário já adverso, a possível ausência de Richarlison parecia confirmar um quadro quase irreversível. Mas a liberação das declarações sob embargo trouxe a reviravolta: o camisa 9 está novamente à disposição.

A volta ocorre mais de um mês após a lesão sofrida diante do Aston Villa, pela FA Cup, em 10 de janeiro. Até então, Richarlison vivia uma temporada relativamente estável, com oito gols e três assistências em 31 partidas, desempenho que o colocava como uma das principais válvulas ofensivas do time. Sua ausência pesou, especialmente em jogos grandes, e o clássico contra o Arsenal ganha contornos diferentes com seu retorno.

Richarlison passou mais de um mês lesionado no Tottenham
Richarlison passou mais de um mês lesionado no Tottenham (Foto: Imago)

O momento do Tottenham exige soluções imediatas, e Richarlison surge como a principal delas. Sem seus meias criativos e com poucas opções pelos lados, Tudor precisa de um atacante capaz de segurar a bola, atacar profundidade e oferecer presença diária na área. Características que fazem do brasileiro um nome quase natural para liderar o ataque.

A disputa direta com Dominic Solanke também reforça o peso da possível escalação. O inglês vive um retrospecto ingrato contra o Arsenal: sete jogos, sete derrotas, nenhuma participação em gol.

Richarlison, embora também não tenha números exuberantes contra os Gunners, apresenta um histórico mais encorajador, com três gols e uma assistência em 15 partidas, incluindo um golaço de fora da área no Emirates, em novembro.

Além disso, a escassez de opções força adaptações. Tel e Kolo Muani devem atuar improvisados pelos lados, abrindo espaço para que Richarlison seja a principal referência central. Em um jogo que tende a ser marcado por transições rápidas e disputas físicas, sua intensidade e capacidade de pressão alta ganham ainda mais valor.

O retorno acontece em um momento simbólico. Para Igor Tudor, será a “estreia de fogo” em um dos clássicos mais intensos do futebol inglês. Para Richarlison, a chance de reassumir protagonismo, liderar um ataque remendado e, quem sabe, mudar o rumo de uma temporada marcada por instabilidade.

Este artigo é uma adaptação de um texto publicado pelo Sports Mole, site parceiro da Trivela

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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